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Lá vê a luna surgino
uguali c’oa pumarola
Si vucê non gazá cumigo
ti raxo a gabeza c’oa gaçarola.
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Bê difronti adondi móro,
móra un ómi indiferenti;
quano a genti passa lá,
illo gospi inzima da a genti.
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Nu céu tê mortas istrella,
no mar tê pexi pra burro!
Gatterina non mi amolli
chi sinó ti prego um murro!
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Tubaró é bixo brabbo,
baleia tê barbatana,
u Hermeze tê urucubaca
í u Wenceslau é un banana.
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O pintigno sai du óvo,
o tigo-tigo tambê:
tambê o jacarezinho,
a gente inveiz nó.
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Coraçó çino da genti,
gente çino da ardêia,
chi ripicca a Vemaria
tuttos dias as seis i meia.
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O bacate é uma fruitinha
chi tuttos munno cunhéce,
a genti mexe bê elli
i disposa... o che parece?
Humor e Humorismo — Poesias e Versos
e Paródias de Poemas Famosos — Antologia, Organização de Idel Becker, 1961, Editora
Brasiliense, São Paulo — SP; Juó Bananére, pseudônimo de Alexandre Marcondes Machado
(1892 — 1933), paulista de Pindamonhangaba, formado pela Escola Politécnica da USP
— São Paulo, foi engenheiro civil, escritor e poeta satírico; é considerado um dos
precursores do Modernismo literário e artístico, que desaguou na Semana de Arte
Moderna de 1922, em São Paulo; colaborou com seus textos nos periódicos O Estado
de São Paulo e O Pirralho; fez paródias de poemas de Olavo Bilac, Gonçalves Dias,
Camões, La Fontaine, Machado de Assis e outros; sua principal obra, La Divina Increnca
(1915), parodia A Divina Comédia, de Dante; em 1933, ano de sua morte, criou o jornal
semanal Diário do Abax’o Piques e que durou 21 números.
