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quarta-feira, 17 de janeiro de 2024

Else Lasker-Schüler: Georg Trakl *


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[traduzido por Cláudia Cavalcanti]

Seus olhos paravam bem longe.
Quando garoto esteve no céu.

Por isso suas palavras vinham
De nuvens azuis e de brancas.

Discutíamos religião
Mas sempre como parceiros de jogo,

E levávamos Deus de boca em boca.
No princípio era o Verbo.

Coração de poeta, um firme castelo;
Seus poemas: teses cantantes.

Era mesmo Lutero.

Carregava na mão sua alma tríplice
Quando partiu para a guerra santa.

Então soube que morrera

Sua sombra permaneceu sem explicação
No entardecer do meu quarto.

Else Lasker-Schüler

Georg Trakl

Seine Augen standen ganz fern
Er war als Knabe einmal schon im Himmel.

Darum kamen seine Worte hervor
Auf blauen und weißen Wolken.

Wir stritten über Religion,
Aber immer wie zwei Spielgefährten,

Und bereiteten Gott von Mund zu Mund.
Im Anfang war das Wort.

Des Dichters Herz, eine feste Burg,
Seine Gedichte: Singende Thesen.

Er war wohl Martin Luther.

Seine dreifaltige Seele trug er in der Hand,
Als er in den heiligen Krieg zog.

Dann wußte ich, er war gestorben

Sein Schatten weilte unbegreiflich
Auf dem Abend meines Zimmers.

[Lasker-Schüler, Else. Ich suche allerlanden eine Stadt
— Gedichte, Prosa, Briefe, Leipzig, 1988.]

* Nota deste Verso e Conversa: O atrevido aprendiz de blogueiro desta página registra que o poema Georg Trakl consta no Apêndice deste De Profundis e Outros Poemas.
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De Profundis e Outros Poemas — Georg Trakl, Edição bilíngue, Organização, Posfácio e Tradução de Cláudia Cavalcanti, 1994, Editora Iluminuras, São Paulo — SP; Elisabeth Lasker-Schüler ou Else Lasker-Schüler (1869 1945), alemã de Elberfeld, foi poeta, escritora e artista plástica; seus primeiros poemas foram publicados na revista Die Gesellschaft (A Sociedade), em 1899, dando início à sua participação no círculo literário de Berlim; foi uma das fundadoras da revista expressionista Der Sturm, em 1910; suas obras: Styx (poesias, 1902), Meine Wunder (poesias, 1911), Hebräische Balladen (Baladas Hebraicas, 1913), Mein Blaues Klavier (O meu piano azul, 1943) e outros títulos; Else Lasker-Schüler, que ilustrava seus próprios livros, considerada a grande musa da geração expressionista, teve como uma de suas paixões o poeta Gottfried Benn, a quem ela chamava de Giselheer, nos poemas; de 1894 a 1933 a poeta viveu em Berlim e, depois, com a ascensão do nazismo e de Hitler ao poder, exilou-se em Jerusalém; em 1932, Else Lasker-Schüler recebeu o Prêmio Kleist, prêmio literário alemão concedido pela última vez antes da tomada de poder pelos nacional-socialistas [nazistas].

sexta-feira, 24 de junho de 2022

Else Lasker-Schüler: Jerusalem

 
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[tradução “quase textual” oferecida por Juliana P. Perez]

Deus construiu de Sua espinha: Palestina
De um único osso: Jerusalém.

Eu vago como entre mausoléus
Pétrea, nossa cidade santa.
As pedras descansam nos leitos dos mortos mares seus.
No lugar de seda, águas que lá brincavam: vêm e passam.

Duros os solos fixam o viajante
E ele afunda em suas noites fixas.
Sinto um medo que eu não posso superar

Mas se tu viesses.....
Envolto em lúcido manto alpino
E de meu dia o crepúsculo levasses
Meu braço te seria moldura, santa imagem auxiliadora.

Como antes, quando eu sofria no escuro do meu coração
Pois teus olhos ambos: nuvens azuis.
Eles me levaram da minha melancolia.

Mas se tu viesses
À terra dos antepassados
Tu me exortarias como uma criancinha:
Jerusalém ressuscite!

Saúdam-nos
As vivas bandeiras do ‘único Deus’
Mãos verdejantes, que semeiam o sopro da vida.

Else Lasker-Schüler

Jerusalem

Gott baute aus Seinem Rückgrat: Palästina
aus einem einzigen Knochen: Jerusalem.

Ich wandele wie durch Mausoleen
Versteint ist unsere Heilige Stadt.
Es ruhen Steine in den Betten ihrer toten Seen
Statt Wasserseiden, die da spielten: kommen und vergehen.

Es starren Gründe hart den Wanderer an
Und er versinkt in ihre starren Nächte.
Ich habe Angst, die ich nicht überwältigen kann.

Wenn du doch kämest.....
Im lichten Alpenmantel eingehüllt
Und meines Tages Dämmerstunde nähmest
Mein Arm umrahmte dich, ein hilfreich Heiligenbild.

Wie einst wenn ich im Dunkel meines Herzens litt
Da deine Augen beide: blaue Wolken.
Sie nahmen mich aus meinem Trübsinn mit.

Wenn du doch kämest
In das Land der Ahnen
Du würdest wie ein Kindlein mich ermahnen:
Jerusalem erfahre Auferstehen!

Es grüssen uns
Des »Einzigen Gotts« lebendige Fahnen,
Grünende Hände, die des Lebens Odem säen.
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Poetas mulheres que pensaram o século XX [várias poetas, vários ensaios, vários ensaístas] — Apresentação e Organização de Regina Przybycien e Cleusa Gomes, 2008, Editora UFPR, Curitiba — PR; Elisabeth Lasker-Schüler ou Else Lasker-Schüler (1869 1945), alemã de Elberfeld, foi poeta, escritora e artista plástica; seus primeiros poemas foram publicados na revista Die Gesellschaft (A Sociedade), em 1899, dando início à sua participação no círculo literário de Berlim; foi uma das fundadoras da revista expressionista Der Sturm, em 1910; obras: Styx (poesias, 1902), Meine Wunder (poesias, 1911), Hebräische Balladen (Baladas Hebraicas, 1913), Mein Blaues Klavier (O meu piano azul, 1943) e outros títulos; Else Lasker-Schüler, que ilustrava seus próprios livros, considerada a grande musa da geração expressionista, teve como uma de suas paixões o poeta Gottfried Benn, a quem ela chamava de Giselheer, nos poemas; de 1894 a 1933 a poeta viveu em Berlim e, depois, com a ascensão do nazismo e de Hitler ao poder, exilou-se em Jerusalém; em 1932, Else Lasker-Schüler recebeu o Prêmio Kleist, prêmio literário alemão concedido pela última vez antes da tomada de poder pelos nacional-socialistas [nazistas].

sexta-feira, 13 de maio de 2022

Else Lasker-Schüler: Davi e Jônatas

 
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[tradução “quase textual” oferecida por Juliana P. Perez]

Na Bíblia estamos escritos
em cores envoltos.

Mas nossos jogos de menino
ainda vivem na estrela.

Eu sou Davi,
tu, meu parceiro de jogos.

oh, de vermelho coramos
nossos alvos corações de carneiro.

Como botões nos salmos de amor
sob um céu festivo.

Teus olhos de adeus no entanto
sempre calas no beijo de adeus.

E o teu coração
que será sem o meu

Tua doce noite
sem os meus cantos.

Else Lasker-Schüler

David und Jonathan

In der Bibel stehn wir geschrieben
Buntumschlungen.

Aber unsere Knabenspiele
Leben weiter im Stern.

Ich bin David,
Du mein Spielgefährte.

O, wir färbten
Unsere weißen Widderherzen rot.

Wie die Knospen an den Liebespsalmen
Unter Feiertagshimmel.

Deine Abschiedsaugen aber
Immer nimmst du still im Kusse Abschied.

Und was soll dein Herz
Noch ohne meines

Deine Süßnacht
Ohne meine Lieder.
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Poetas mulheres que pensaram o século XX [várias poetas, vários ensaios, vários ensaístas] — Apresentação e Organização de Regina Przybycien e Cleusa Gomes, 2008, Editora UFPR, Curitiba — PR; Elisabeth Lasker-Schüler ou Else Lasker-Schüler (1869 1945), alemã de Elberfeld, foi poeta, escritora e artista plástica; seus primeiros poemas foram publicados na revista Die Gesellschaft (A Sociedade), em 1899, dando início à sua participação no círculo literário de Berlim; foi uma das fundadoras da revista expressionista Der Sturm, em 1910; obras: Styx (poesias, 1902), Meine Wunder (poesias, 1911), Hebräische Balladen (Baladas Hebraicas, 1913), Mein Blaues Klavier (O meu piano azul, 1943) e outros títulos; Else Lasker-Schüler, que ilustrava seus próprios livros, considerada a grande musa da geração expressionista, teve como uma de suas paixões o poeta Gottfried Benn, a quem ela chamava de Giselheer, nos poemas; de 1894 a 1933 a poeta viveu em Berlim e, depois, com a ascensão do nazismo e de Hitler ao poder, exilou-se em Jerusalém; em 1932, Else Lasker-Schüler recebeu o Prêmio Kleist, prêmio literário alemão concedido pela última vez antes da tomada de poder pelos nacional-socialistas [nazistas].

sexta-feira, 6 de maio de 2022

Else Lasker-Schüler: Meu canto silencioso

 
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[tradução “quase textual” oferecida por Juliana P. Perez]

(à minha querida pintora Alice Trübner)

Meu coração é um tempo triste
Tic-tac sem tom.

Minha mãe tinha asas douradas
Que não encontraram mundo.

Ouvi, minha mãe me procura.
Lúcidos seus dedos, e seus pés, sonhos errantes

E doces suspiros, com ventos azuis,
Aquecem meu sono

Sempre nas noites
Cujos dias trazem a coroa de minha mãe.

E eu bebo da lua mudo vinho
Quando a noite vem só.

Minhas canções traziam os azuis do estio
E voltavam para casa sombrias.

Escarnecíeis meu lábio
E falais com ele

Mas eu busquei vossas mãos
Pois meu amor é uma criança e queria brincar.

E eu parecia convosco
Por sentir saudades do homem.

Tornei-me pobre
Com vossas boas obras mendicantes.

E o mar vai lamentá-lo
A Deus.

Eu sou o hieróglifo
Que está sob a criação.

E meu olho
É o ápice do tempo.

Seu brilho beija a orla de Deus.

Else Lasker-Schüler

Mein stilles Lied

(Meiner lieben Malerin Alice Trübner)

Mein Herz ist eine traurige Zeit,
Die tonlos tickt.

Meine Mutter hatte goldene Flügel,
Die keine Welt fanden.

Horcht, mich sucht meine Mutter,
Lichte sind ihre Finger und ihre Füße wandernde Träume

Und süße Wetter mit blauen Wehen
Wärmen meine Schlummer

Immer in den Nächten,
Deren Tage meiner Mutter Krone tragen.

Und ich trinke aus dem Monde stillen Wein,
Wenn die Nacht einsam kommt.

Meine Lieder trugen des Sommers Bläue
Und kehrten düster heim.

Ihr verhöhntet meine Lippe
Und redet mit ihr.

Doch ich griff nach euren Händen,
Denn meine Liebe ist ein Kind und wollte spielen.

Und ich artete mich nach euch,
Weil ich mich nach dem Menschen sehnte.

Arm bin ich geworden
An eurer bettelnden Wohltat.

Und das Meer wird es wehklagen
Gott.

Ich bin der Hieroglyph,
Der unter der Schöpfung steht.

Und mein Auge
Ist der Gipfel der Zeit;

Sein Leuchten küßt Gottes Saum.
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Poetas mulheres que pensaram o século XX [várias poetas, vários ensaios, vários ensaístas] — Apresentação e Organização de Regina Przybycien e Cleusa Gomes, 2008, Editora UFPR, Curitiba — PR; Elisabeth Lasker-Schüler ou Else Lasker-Schüler (1869 1945), alemã de Elberfeld, foi poeta, escritora e artista plástica; seus primeiros poemas foram publicados na revista Die Gesellschaft (A Sociedade), em 1899, dando início à sua participação no círculo literário de Berlim; foi uma das fundadoras da revista expressionista Der Sturm, em 1910; obras: Styx (poesias, 1902), Meine Wunder (poesias, 1911), Hebräische Balladen (Baladas Hebraicas, 1913), Mein Blaues Klavier (O meu piano azul, 1943) e outros títulos; Else Lasker-Schüler, que ilustrava seus próprios livros, considerada a grande musa da geração expressionista, teve como uma de suas paixões o poeta Gottfried Benn, a quem ela chamava de Giselheer, nos poemas; de 1894 a 1933 a poeta viveu em Berlim e, depois, com a ascensão do nazismo e de Hitler ao poder, exilou-se em Jerusalém; em 1932, Else Lasker-Schüler recebeu o Prêmio Kleist, prêmio literário alemão concedido pela última vez antes da tomada de poder pelos nacional-socialistas [nazistas].

domingo, 24 de fevereiro de 2019

Else Lasker-Schüler: Fim do mundo

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[traduzido por Claudia Cavalcanti]

Há um choro no mundo,
Como se o bom Deus chegasse ao final,
E a nuvem plúmbea cai ao fundo,
Em peso sepulcral.

Vem, escondamo-nos juntos em plenitude...
A vida está no coração de todos
Como em ataúdes.

Tu! Profundamente nos beijemos 
No mundo palpita uma saudade,
Da qual morreremos.

(1905)

Else Lasker-Schüler

Weltende

Es ist ein Weinen in der Welt,
als ob der liebe Gott gestorben wär,
und der bleierne Schatten, der niederfällt,
lastet grabesschwer.

Komm, wir wollen uns näher verbergen...
Das Leben liegt in aller Herzen
wie in Särgen.

Du! Wir wollen uns tief küssen 
Es pocht eine Sehnsucht an die Welt,
An der wir sterben müssen.

(1905)
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Poesia Expressionista Alemã: uma antologia, Organização e Tradução de Claudia Cavalcanti, edição bilíngue ilustrada, 2000, Estação Liberdade, São Paulo  SP; Elisabeth Lasker-Schüler ou Else Lasker-Schüler (1869  — 1945), alemã de Elberfeld, foi poeta, escritora e artista plástica; seus primeiros poemas foram publicados na revista Die Gesellschaft (A Sociedade), em 1899, dando início à sua participação no círculo literário de Berlim; foi uma das fundadoras da revista expressionista Der Sturm, em 1910; bibliografia: Styx (poesias, 1902), Meine Wunder (poesias, 1911), Hebräische Balladen (Baladas Hebraicas, 1913), Mein Blaues Klavier (O meu piano azul, 1943) e outros títulos; Else Lasker-Schüler, que ilustrava seus próprios livros, considerada a grande musa da geração expressionista, teve como uma de suas paixões o poeta Gottfried Benn, a quem ela chamava de Giselheer, nos poemas.

domingo, 9 de dezembro de 2018

Else Lasker-Schüler: Uma canção de amor

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[traduzido por Claudia Cavalcanti]

Desde que não estás aqui
A cidade está escura.

Recolho as sombras
Das palmeiras
Sob as quais caminhaste.

Sussurro sempre uma melodia
Sorridente e pendurada nos ramos.

Amas-me outra vez 
A quem devo contar meu encantamento?

A uma órfã ou a um recém-casado,
Que ouve a felicidade na ressonância.

Sempre sei
Quando pensas em mim.

Então meu coração é uma criança
E grita.

Naquele portão da rua
Demoro-me e sonho;

Ajudo o sol a pintar tua beleza
Em todas as paredes das casas.

Mas emagreço
Na tua imagem.

Enrosco-me em esbeltas colunas
Até que elas oscilam.

Em toda parte está o selvagem precioso,
As pétalas de nosso sangue.

Mergulhamos em musgos santos
Feitos de algodão de cordeiros dourados.

Mas se um tigre
Estirasse o seu corpo

Sobre a distância que nos separa
Como a estrela próxima.

No meu rosto
Pousa cedo teu hálito.

(1910)

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Else Lasker-Schüler

Ein Lied der Liebe

Seit du nicht da bist,
Ist die Stadt dunkel.

Ich sammle die Schatten
Der Palmen auf,
Darunter du wandeltest.

Immer muß ich eine Melodie summen
Die hängt lächelnd an den Ästen.

Du liebst mich wieder 
Wem soll ich mein Entzücken sagen?

Einer Waise oder einem Hochzeitler,
Der im Widerhall das Glück hört.

Ich weiß immer,
Wann du an mich denkst.

Dann wird mein Herz ein Kind
Und schreit.

An jedem Tor der Straße
Verweile ich und träume;

Ich helfe der Sonne deine Schönheit malen
An allen Wänden der Häuser.

Aber ich magere
An deinem Bilde.

Um schlanke Säulen schlinge ich mich
Bis sie schwanken.

Überall steht Wildedel,
Die Blüten unseres Blutes.

Wir tauchen in heilige Moose,
Die aus der Wolle goldener Lämmer sind.

Wenn doch ein Tiger
Seinen Leib streckte

Über die Ferne, die uns trennt,
Wie zu einem nahen Stern.

Auf meinem Angesicht
Liegt früh dein Hauch.

(1910)
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Poesia Expressionista Alemã: uma antologia, Organização e Tradução de Claudia Cavalcanti, edição bilíngue ilustrada, 2000, Estação Liberdade, São Paulo — SP; Elisabeth Lasker-Schüler ou Else Lasker-Schüler (1869  — 1945), alemã de Elberfeld, foi poeta, escritora e artista plástica; seus primeiros poemas foram publicados na revista Die Gesellschaft (A Sociedade), em 1899, dando início à sua participação no círculo literário de Berlim; foi uma das fundadoras da revista expressionista Der Sturm, em 1910; bibliografia: Styx (poesias, 1902), Meine Wunder  (poesias, 1911), Hebräische Balladen (Baladas Hebraicas, 1913), Mein Blaues Klavier (O meu piano azul, 1943) e outros títulos; Else Lasker-Schüler, que ilustrava seus próprios livros, considerada a grande musa da geração expressionista, teve como uma de suas paixões o poeta Gottfried Benn, a quem ela chamava de Giselheer, nos poemas.