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Juro por tudo quanto é jura... Juro
Por mim... por ti... por nós... por
Jesus Cristo
—
Que hei de esquecer-te!... Vê-me, estou seguro
Contra o teu sólio, a cuja queda
assisto.
E, visto que duvidas tanto, visto
Que ris do que, solene, te
asseguro,
Juro mais: pelo ser em que consisto!
Por meu passado! pelo meu futuro!
Juro pela Mãe Virgem concebida!
Pelas venturas de que vou no
encalço!
Por minha vida!... pela tua vida...
Juro por tudo que mais amo e
exalço!
E, depois de uma jura tão comprida,
Juro... juro que estou... jurando
falso...
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Inspirados
Sonetos de Autores Brasileiros e Portugueses, Organização e Seleção de Milton Xavier
de Carvalho e Prefácio de Morvan Acayaba de Rezende, 1996, FUMARC — Fundação Mariana
Resende Costa, Contagem — MG; Hermes Floro Bartolomeu de Araújo Fontes (1888 — 1930),
nascido em Buquim — SE, bacharel pela Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais
do Rio de Janeiro, mas não exerceu a profissão, foi poeta, compositor, jornalista,
caricaturista e funcionário público — trabalhou nos Correios e foi oficial de
gabinete do ministro da Viação —, tendo sido um dos fundadores do jornal Estréia
(1904) e colaborador dos jornais Fluminense, Rua do Ouvidor, Imparcial, Folha do
Dia, Correio Paulistano, Diário de Notícias, e das revistas Careta, Fon-Fon, Tagarela,
Atlântida, entre outros periódicos de sua época; o poeta também foi
caricaturista do jornal O Bibliógrafo; obra poética: Apoteoses (1908), Gênese (1913),
Ciclo da Perfeição (1914), Mundo em Chamas (sob a impressão da primeira guerra mundial,
1914), Miragem do Deserto (1916), Epopéia da Vida (1917), Microcosmo (1919), A Lâmpada
Velada (1922), A Fonte da Mata (1930) ...; o poeta, num processo
de depressão, suicidou-se na véspera do Natal de 1930; sua poesia é de estética
simbolista.