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De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e
tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me
procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa lhe dizer do amor (que
tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
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Antologia da Poesia Brasileira,
por José Valle de Figueiredo — Mestres da Literatura Contemporânea, sem
data, Editorial Verbo, Lisboa — Portugal; Vinicius de Moraes (1913 — 1980), carioca, além de
poeta, foi crítico de cinema, autor teatral (escreveu Orfeu Negro, que se
tornaria um filme premiado) e letrista concorrido da Música Popular
Brasileira; obra poética: Forma e exegese (1935), Ariana, a
mulher (1936), Novos Poemas (1938), Poemas, Sonetos e
Balada (1946), Novos Poemas II (1959), Para viver um grande
amor (1964) etc.



