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Faço um soneto sem contar nos dedos
as sílabas de sua construção.
Quatorze versos. Líricos enredos.
Quatorze espinhos no meu coração.
Ponho nele o cetim dos arvoredos
e a cor das lindas tardes de verão.
Faço dele a caixinha de segredos,
todos trancados pela minha mão.
Quatorze tristes catedrais vazias,
cujo silêncio esmaga as harmonias
dos meus desejos vãos de Perfeição.
Faço um soneto. Ó, essas mãos esguias
roubando estrelas pelas noites frias,
nas minhas noites de meditação!
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Faço um soneto sem contar nos dedos
as sílabas de sua construção.
Quatorze versos. Líricos enredos.
Quatorze espinhos no meu coração.
Ponho nele o cetim dos arvoredos
e a cor das lindas tardes de verão.
Faço dele a caixinha de segredos,
todos trancados pela minha mão.
Quatorze tristes catedrais vazias,
cujo silêncio esmaga as harmonias
dos meus desejos vãos de Perfeição.
Faço um soneto. Ó, essas mãos esguias
roubando estrelas pelas noites frias,
nas minhas noites de meditação!
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O Mundo Maravilhoso do Soneto,
de Vasco de Castro Lima, Prefácio de Rangel Coelho, 1987, Livraria Freitas
Bastos S/A, Rio de Janeiro — RJ; Áureo Contreiras, soteropolitano,
foi jornalista, poeta e editor de revistas ilustradas; colaborou no jornal A
Tarde e no Diário de Notícias; dirigiu a revista A Luva, escreveu textos para publicações
baianas de sua época, entre as quais, Renascença — revista voltada para a educação
profissional feminina e inserção da mulher na vida cívica e cultural da cidade,
Samba ...; foi um dos fundadores de Associação Baiana de Imprensa.