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2.
[em tradução livre por Aurora Fononi Bernardini e Hadasa Cytrynowikz]
Tranquilo corre o Don silencioso,
Amarela, a lua entra em casa,
Entra, o boné de viés,
Vê uma sombra, amarela, a lua.
Essa mulher está enferma,
Essa mulher está só,
Marido na cova, filho no xadrez,
Rogai por mim.
[1938]
II
Тихо льется тихий Дон,
Желтый месяц входит в дом.
Входит в шапке набекрень.
Видит желтый месяц тень.
Эта женщина больна,
Эта женщина одна.
Муж в могиле, сын в тюрьме,
Помолитесь обо мне.
[1938]
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Réquiem — Ana Akhmátova, Tradução livre e Notas de Aurora Fononi
Bernardini e Hadasa Cytrynowicz e Prefácio de Leo Gilson Ribeiro, edição
bilíngue, Coleção Toda Poesia 10, 1991, Art Editora, São Paulo — SP; Ana
Akhmatóva (1889 — 1966), ou Ana Andréevna Gorenko, ucraniana de Odessa, antigo
Império Russo, foi poetisa, tradutora e biógrafa; após iniciar seus estudos,
inscreveu-se na Faculdade de Direito de Kiev e, mais tarde, transferindo-se
para Petersburgo, estudou Literatura e História; obras: Entardecer
(1912), Rosário (1914), Rebanho branco (1917), Capim (1921), Anno Domini MCMXXI
(1922), De Seis Livros (antologia de poemas já publicados e novos poemas,
1940), Poemas 1909—1960 (a obra Poemas, que fora censurada anteriormente, foi
publicada em 1961) Réquiem (1963) O vôo do tempo (1965), e outros títulos; a
poetisa sofreu expurgo na era stalinista, teve obras censuradas e vetadas para
circulação e foi forçada a fazer deslocamentos dentro da própria União
Soviética; em 1956 deu-se o início de sua reabilitação e, a partir daí, Ana
Akhmátova pode viajar para o exterior e receber premiações literárias.










