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Troc... troc... troc... troc…
ligeirinhos, ligeirinhos,
troc... troc... troc. troc…
vão cantando os tamanquinhos…
Madrugada. Troc... troc...
pelas portas dos vizinhos
vão batendo, Troc... troc...
vão cantando os tamanquinhos…
Chove. Troc... troc... troc...
no silêncio dos caminhos
alagados, troc... troc...
vão cantando os tamanquinhos...
E até mesmo, troc... troc...
os que têm sedas e arminhos,
sonham, troc... troc... troc...
com seu par de tamanquinhos…
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Poesia Brasileira para a Infância
(diversas autorias), Seleção, Organização e Texto/Apresentação de Cassiano Nunes
e Mário da Silva Brito, Coleção Henriqueta 1, 3ª edição revista, 1968, Edição Saraiva,
São Paulo — SP; Cecília Benevides de Carvalho Meireles (1901 — 1964), carioca, diplomou-se
pela Escola Normal, tendo sido professora de Literatura Luso-Brasileira da Universidade
do Distrito Federal, à época no Rio de Janeiro, foi educadora, poeta, ensaísta,
cronista, folclorista e tradutora; em 1919 publicou Espectro, seu primeiro livro
de poesias; depois vieram Nunca mais... e Poemas dos Poemas (1923), Baladas para
El-Rei (1925); a partir daí seguiram-se extensíssimas atividades literárias e também
ligadas à educação, tanto no Brasil quanto em Portugal, com dezenas de títulos de
poesia, e outros, publicados; além das já citadas, outras obras: Viagem (1939),
Vaga Música (1942), Mar Absoluto e outros poemas (1945), Elegia (1933 — 1937), Retrato
Natural (1949), Amor em Leonoreta (1952), Doze Noturnos da Holanda & O Aeronauta
(1952), Romanceiro da Inconfidência (1953), Pequeno Oratório de Santa Clara (1955),
Canções (1956), Romance de Santa Cecília (1957), A Rosa (1957), Metal Rosicler (1960),
Poemas Escritos na Índia (1961), Solombra (1963), Antologia Poética (1ª edição,
1963), Ou Isto ou Aquilo (1964) etc.




