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Luta o amarelo contra o verde,
agora,
no esforço de vencê-lo e
confundi-lo.
E assim derrama, esdrúxulo, na
flora
sépia, topázio, abóbora, berilo.
Transforma o bronze e anula o jade:
e aquilo
que é verde-negro, aurífero,
colora.
No esforço de vencê-lo e
confundi-lo
luta o amarelo contra o verde
agora.
Aves azuis se pintam chinesmente
de jalde. E a própria flor da rubra
amora
toda se pinta de âmbar louro,
ardente.
E a luz do sol, sinfônica e sonora,
dos céus rolando, em mágica
torrente,
a gama inteira do amarelo explora.
(1928)

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Sosígenes Costa — Seleção e Introdução/Apresentação de Aleilton
Fonseca, Coleção Melhores Poemas, 2012, Global Editora, São Paulo — SP; Sosígenes Marinho da Costa (1901 — 1968), baiano
de Belmonte, foi professor de instrução primária, jornalista, escritor e poeta;
colaborou com o jornal Diário da Tarde, de Ilhéus, foi membro da 'Academia dos Rebeldes',
grupo modernista baiano, e divulgou seus versos em jornais e revistas da época;
o seu livro Obra Poética (1959), foi vencedor do Prêmio Jabuti de Literatura de
1960, na categoria poesia; o poeta aposentou-se como telegrafista do antigo DCT
— Departamento de Correios e Telégrafos.









