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sexta-feira, 6 de março de 2015

Zalina Rolim: Olhar de Mãe

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Ela me disse:  "Vai, querido filho...
E, os olhos tristes, mergulham nos meus.
 "Segue do bem o luminoso trilho,
Nunca te afastes do dever  adeus..."

Parti, contendo a minha dor penosa...
E, nunca mais, um riso de ternura
Vi despontar na vastidão escura
Da minha noite fria e silenciosa.

E se alquebrado e vacilante, um dia,
 Medindo ao longe a tormentosa via 
Paro e indeciso, e o meu sofrer maldigo.

No santuário de luz de meu passado
Vejo elevar-se o vulto iluminado
De minha mãe que me contempla... e sigo.

Zalina Rolim
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Itapetininga e sua história  Antonio Galvão Júnior, Prefácio: Antonio Antunes Alves, Graco da Silveira Santos, Juvenal Paiva Pereira e Plinio Ribeiro, 1956, Gráfica Biblos Ltda., São Paulo SP; Maria Zalina Rolim Xavier de Toledo (1869 1961), paulista de Botucatu, foi professora alfabetizadora, educadora, poeta e uma das precursoras na difusão de poesias para crianças no país; como educadora do Jardim da Infância de São Paulo, traduziu obras dos idiomas inglês e italiano e colaborou com a Revista do Jardim da Infância com traduções, adaptações e produções originais de pedagogia, ficção e poesia; escreveu para a revista feminina A Mensageira (1897 1900) e para os jornais O Itapetininga, Correio Paulistano e A Província de São Paulo; são de sua autoria O Coração (1893), Livro das Crianças (1897) e Livro da Saudade (organizado em 1903 para publicação póstuma e se extraviou); viveu em Itapetininga durante parte de sua vida, inicialmente acompanhando o pai, juiz de Direito que para ali fora nomeado; viveu também em São Paulo.