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Ela me disse: — "Vai, querido filho...
E, os olhos tristes, mergulham nos meus.
— "Segue do bem o luminoso trilho,
Nunca te afastes do dever — adeus..."
Parti, contendo a minha dor penosa...
E, nunca mais, um riso de ternura
Vi despontar na vastidão escura
Da minha noite fria e silenciosa.
E se alquebrado e vacilante, um dia,
— Medindo ao longe a tormentosa via —
Paro e indeciso, e o meu sofrer maldigo.
No santuário de luz de meu passado
Vejo elevar-se o vulto iluminado
De minha mãe que me contempla... e sigo.
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| Zalina Rolim |
Itapetininga e sua história — Antonio Galvão Júnior, Prefácio: Antonio Antunes Alves, Graco da Silveira Santos, Juvenal Paiva Pereira e Plinio Ribeiro, 1956, Gráfica Biblos Ltda., São Paulo — SP; Maria Zalina Rolim Xavier de
Toledo (1869 — 1961), paulista de Botucatu, foi professora
alfabetizadora, educadora, poeta e uma das precursoras na difusão de poesias
para crianças no país; como educadora do Jardim da Infância de São Paulo,
traduziu obras dos idiomas inglês e italiano e colaborou com a Revista do
Jardim da Infância com traduções, adaptações e produções originais de
pedagogia, ficção e poesia; escreveu para a revista feminina A
Mensageira (1897 — 1900) e para os jornais O
Itapetininga, Correio Paulistano e A Província de São Paulo; são
de sua autoria O Coração (1893), Livro das Crianças (1897) e Livro
da Saudade (organizado em 1903 para publicação póstuma e se
extraviou); viveu em Itapetininga durante parte de sua vida, inicialmente
acompanhando o pai, juiz de Direito que para ali fora nomeado; viveu também em
São Paulo.
