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[traduzido por Tasso da
Silveira]
Dá-me tua mão, e dançaremos;
dá-me tua mão, e me amarás.
Uma flor única seremos,
uma só flor, e nada mais...
a mesma estrofe1 cantaremos,
ao mesmo passo bailarás2.
Como uma espiga ondularemos,
como uma espiga, e nada
mais...
Chamas-te Rosa, eu Esperança;
mas o teu nome olvidarás3,
porque seremos uma dança
sobre a colina, e, nada
mais...
Dame
la mano
Dame
la mano y danzaremos;
dame la mano y me amarás.
Como una sola flor seremos,
como una flor, y nada más...
El mismo verso cantaremos,
al mismo paso bailarás.
Como una espiga ondularemos,
como una espiga, y nada más.
Te llamas Rosa y yo Esperanza;
pero tu nombre olvidarás,
porque seremos una danza
en la colina, y nada más...
Notas da edição:
1. estrofe: conjunto de versos
2. bailarás: dançarás
3. olvidarás: esquecerás
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Antologia de Poemas para a infância
(diversos autores), Organização de Henriqueta Lisboa e Ilustrações de Dawidson França,
3ª edição, 2009, Ediouro Publicações, Rio de Janeiro — RJ; Gabriela Mistral (1889
— 1957), pseudônimo de Lucila de María del Perpetuo Socorro Godoy Alcayaga, chilena
de Vicuña, educada em sua cidade natal, foi poetisa, educadora, diplomata e feminista;
tornou-se referência em pedagogia ao trabalhar nos Planos de Reforma Educacional
no Ministério de Educação do México; a poeta foi redatora da revista El Tiempo,
de Bogotá, e colaborou no Jornal do Brasil; obras: Sonetos de la Muerte (1914),
Desolación (1922), Lecturas para Mujeres (1923), Ternura (1924), Tala (1938), Lagar
(1954), Recados Contando a Chile (1957), Poema de Chile (1967), e outros títulos;
Gabriela Mistral trabalhou como cônsul de seu país em diversas cidades da Europa
e da América e teve sua poesia traduzida para o inglês, francês, italiano, alemão,
sueco e também por autores brasileiros; por sua obra, entre outras premiações, foi
laureada com o Prêmio Nobel de Literatura, em 1945.


















