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Ela reside em frente à minha casa,
Ela reside em frente à minha casa,
Tem loja de farmácia e drogaria,
E as receitas de amor nunca me avia,
Pois remédio não dá ao peito em brasa...
Consolo esta paixão que a vida arrasa
Fitando a farmacêutica Luzia
A vender xaropada à freguesia,
Que nunca em procurá-la perde vaza;
Quando seus olhos lânguidos avisto
Fico em piramidal desnorteamento,
Da nostalgia achego ao peristilo!
Se ela não der remédio a tudo isto,
Se acaso der em droga o casamento,
Vou ter na morte um bálsamo tranqüilo.

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Sonetos Brasileiros — Séculos XVII ao XX, Coletânea organizada por Laudelino Freire, 1929, F. Briguiet & Cia. Editores, Rio de Janeiro — RJ; Raul Paranhos Pederneiras (1874 — 1953), carioca, formado em Direito, foi caricaturista, ilustrador, pintor, professor, jornalista, teatrólogo, compositor, escritor e poeta; iniciou sua carreira como cartunista no periódico O Mercúrio e atuou assídua e extensivamente como colaborador nos periódicos Revista da Semana, O Tagarela, D.Quixote, Fon-Fon, O Malho e Jornal do Brasil, todos do Rio de Janeiro, Correio Paulistano, de São Paulo e Eco do Sul, de Porto Alegre — RS; de seus pseudônimos, os mais conhecidos foram Luar e César João Fernandes; participou em exposições do Rio de Janeiro e de São Paulo, com seus quadros, pinturas, desenhos e caricaturas; lecionou na Escola Nacional de Belas Artes e na Faculdade Nacional de Direito (Universidade do Brasil, atual UFRJ), no Rio de Janeiro; escreveu e publicou Com Licença (versos humorísticos, 1899), Versos (humorístico, 1900), Cenas da Vida Carioca — 1º. Volume (1924), O Chá de Sabugueiro (comédia em 3 atos sobre costumes cariocas, 1931), Cenas da Vida Carioca — 2º. Volume (1935), Musa Travessa (versos de humor, 1936); além das artes gráficas e autor de revistas, Raul Pederneiras também escreveu livros na área jurídica.
Sonetos Brasileiros — Séculos XVII ao XX, Coletânea organizada por Laudelino Freire, 1929, F. Briguiet & Cia. Editores, Rio de Janeiro — RJ; Raul Paranhos Pederneiras (1874 — 1953), carioca, formado em Direito, foi caricaturista, ilustrador, pintor, professor, jornalista, teatrólogo, compositor, escritor e poeta; iniciou sua carreira como cartunista no periódico O Mercúrio e atuou assídua e extensivamente como colaborador nos periódicos Revista da Semana, O Tagarela, D.Quixote, Fon-Fon, O Malho e Jornal do Brasil, todos do Rio de Janeiro, Correio Paulistano, de São Paulo e Eco do Sul, de Porto Alegre — RS; de seus pseudônimos, os mais conhecidos foram Luar e César João Fernandes; participou em exposições do Rio de Janeiro e de São Paulo, com seus quadros, pinturas, desenhos e caricaturas; lecionou na Escola Nacional de Belas Artes e na Faculdade Nacional de Direito (Universidade do Brasil, atual UFRJ), no Rio de Janeiro; escreveu e publicou Com Licença (versos humorísticos, 1899), Versos (humorístico, 1900), Cenas da Vida Carioca — 1º. Volume (1924), O Chá de Sabugueiro (comédia em 3 atos sobre costumes cariocas, 1931), Cenas da Vida Carioca — 2º. Volume (1935), Musa Travessa (versos de humor, 1936); além das artes gráficas e autor de revistas, Raul Pederneiras também escreveu livros na área jurídica.












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