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Não me seduzem glórias nem riquezas,
Não me seduzem glórias nem riquezas,
Nem gozos, que, por belos, são
mundanos,
Pois sei que de as perder as
incertezas
São do espírito acúleos desumanos!
Prefiro ao ledo engano os
desenganos,
Folgar da vida às rudes asperezas,
Viver em calma os passageiros
anos,
Não sonhar com fantásticas grandezas.
Tenho por bem que se a ventura
existe
Por mais que de a não ter o mal
contriste,
De um mal maior por tê-la não
sofremos.
Pois que de um bem o golpe neste
mundo,
N’alma nos fere tanto mais
profundo
Quanto maior é o bem que então
perdemos!

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Sonetos Brasileiros — Séculos
XVII ao XX, Coletânea organizada por Laudelino Freire, 1929, F. Briguiet
& Cia. Editores, Rio de Janeiro — RJ; Manuel Justiniano de Freitas
Quintão (1874 — 1955), fluminense de Valença, cursou somente o primário, autodidata,
foi jornalista, escritor e poeta; colaborou e publicou seus textos nos periódicos
cariocas O País, O Malho, Revista da Semana, Rio Nu, e n’O Município, de
Vassouras, cidade fluminense; escreveu O Cristo de Deus (1929) e outros; presidiu
por vários períodos a Federação Espírita Brasileira na qual militou por mais
de quatro décadas.