minhas irmãs na infância brincavam de casinha,
fazer comidinhas, nanar bonecas... essas coisas que diziam ser brinquedo de
meninas. dizem isso até hoje.
eu não.
deixava os brinquedos de lado e batalhava guerras imaginárias
para conquistar o mundo.
não brinquei de carrinhos nem conquistei o mundo.
São Paulo, 2016 — 2017
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Genésio dos Santos Ferreira,
nascido em 1952, paulista de Itapetininga, caipira e filho de
ferroviário, quase ex-telegrafista da Estrada de Ferro Sorocabana,
escreve desde os treze anos de idade; num dia foi bóia-fria, noutro
foi ajudante de açougueiro, faturista de comércio de atacado e, ainda noutro,
labutou em escritórios de contabilidade; veio pra São Paulo no início da década
de setenta do século e milênio passados e hoje é um bicho urbano adaptado; até
agorinha mesmo foi bancário, hoje aposentado; poeta e cronista não tão ativo,
escreveu e publicou Número Um (poesias, 1978) e Cinco
Poeminhas (cartaz poético, 1981); como militante sindical, escreveu
crônicas para os jornais O Espelho — SP, Folha Bancária e
pilotou o devezenquandário Na Moita (1991 — 1997), editados sob a
responsabilidade do Sindicato dos Bancários de São Paulo; é aprendiz de
blogueiro.








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