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sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

Ide Schloenbach Blumenschein: Aos meus amigos

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Não sei como expressar o sentimento
De gratidão imensa que me invade…
Parece até um dos sonhos que eu invento,
Essas provas de afeto e de amizade,

Que de Vocês recebo. É um monumento
A sua indiscutível lealdade:
Na jornada que há tanto tempo enfrento,
Não pode haver maior felicidade.

Que essa de ter amigos como os tenho,
E que, de conservar, tanto me empenho,
Feliz, agradecida, emocionada.

Não sei como dizer… Mas, essas provas
De bem-querer são esperanças novas,
Semeando roseirais em minha estrada.

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232 Poetas Paulistas — Antologia, por Pedro de Alcântara Worms, 1968, Editora Conquista, Rio de Janeiro — RJ; Colombina, ou Yde (Adelaide) Schloenbach Blumenschein (1882 1963), paulista e paulistana, fez parte de seus estudos na Alemanha; cronista e poetisa, publicou seus primeiros poemas por volta de 1900, n’A Tribuna, de Santos SP; colaborou com revistas e jornais de sua época, como O Malho, Fon-Fon, Careta, Jornal das Moças, muitas vezes utilizando pseudônimos Colombina ou Paula Brasil; criou a Casa do Poeta Lampião de Gás e O Fanal, periódico da Casa, por ela editado e do qual foi diretora; escreveu e publicou Vislumbres (poesias, 1908), Versos em La menor (1930), Lampião de Gás (1937), Uma cigarra cantou para você (1946), Distância: poemas de amor e de renúncia (1948), Trovas (1955), Cantigas ao Luar (1960), Rapsódia Rubra: Poemas à Carne (1961) e outros títulos; a poetisa, poliglota, falava alemão, francês, inglês, espanhol e italiano, além da língua pátria.

sábado, 29 de outubro de 2022

Ide Schloenbach Blumenschein: Brinde Inoportuno

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Tanto tempo guardei esta garrafa intata,
Contendo um vinho bom teu vinho predileto!
Para comemorar, ao teu lado, essa data
Que só a mim recorda o início de um afeto

Que tão pouco durou... Mas, não faz mal, sou grata
Pela tua presença aqui, sob meu teto...
Não importa sentir tua presença abstrata.
(Pois não eras assim, tão frio e circunspecto.)

O passado não volta, eu sei. É simplesmente
Por mera cortesia estares tu presente.
É vazio e glacial teu aperto de mão.

Brindemos, meu amigo, ao teu novo caminho,
Sorvendo calmamente a taça deste vinho
Que guardei tanto tempo, à toa, sem razão...

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232 Poetas Paulistas — Antologia, por Pedro de Alcântara Worms, 1968, Editora Conquista, Rio de Janeiro — RJ; Colombina, ou Yde (Adelaide) Schloenbach Blumenschein (1882 1963), paulista e paulistana, fez parte de seus estudos na Alemanha; cronista e poetisa, publicou seus primeiros poemas por volta de 1900, n’A Tribuna, de Santos SP; colaborou com revistas e jornais de sua época, como O Malho, Fon-Fon, Careta, Jornal das Moças, muitas vezes utilizando pseudônimos Colombina ou Paula Brasil; criou a Casa do Poeta Lampião de Gás e O Fanal, periódico da Casa, por ela editado e do qual foi diretora; escreveu e publicou Vislumbres (poesias, 1908), Versos em La menor (1930), Lampião de Gás (1937), Uma cigarra cantou para você (1946), Distância: poemas de amor e de renúncia (1948), Trovas (1955), Cantigas ao Luar (1960), Rapsódia Rubra: Poemas à Carne (1961) e outros títulos; a poetisa, poliglota, falava alemão, francês, inglês, espanhol e italiano, além da língua pátria.

domingo, 9 de fevereiro de 2020

Colombina: Alvorada

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Não sei quem és. Não sei de onde vens, nem qual seja
a vida para mim, um passo mais adiante...
Talvez a dor maior à minha espera esteja
talvez o amanhecer de um mundo deslumbrante!

Não importa saber. O qu’importa é que eu veja
e que ouça e sinta em ti a força avassalante
desse amor que me atrai... que cintila e flameja
como, depois da noite, a alvorada triunfante!

Não sei de onde tu vens, nem quem és. Tudo ignoro,
mas canta dentro em mim um pássaro canoro,
há febre no meu corpo e em meu sangue há esplendor...

Parece que o meu ser sai de um sono profundo:
chegas, para que eu feche os olhos para o mundo,
para que abra, feliz, os braços para o amor!

(Lampião de gás — 1937/1950/1961 — 3ª ed., p.76)

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Colombina — Yde Schloenbach — e sua poesia romântica e erótica (esboço biográfico e seleção de poemas), por Maria Thereza Cavalheiro, 1987, João Scortecci Editor, São Paulo — SP; Colombina, ou Yde (Adelaide) Schloenbach Blumenschein (1882 1963), paulista e paulistana, fez parte de seus estudos na Alemanha; cronista e poetisa, publicou seus primeiros poemas por volta de 1900, n’A Tribuna, de Santos SP; colaborou com revistas e jornais de sua época, como O Malho, Fon-Fon, Careta, Jornal das Moças, muitas vezes utilizando pseudônimos Colombina ou Paula Brasil; criou a Casa do Poeta Lampião de Gás e O Fanal, periódico da Casa por ela editado e do qual foi diretora; escreveu e publicou Vislumbres (poesias, 1908), Versos em Lá menor (1930), Lampião de Gás (1937), Uma cigarra cantou para você (1946), Distância: poemas de amor e de renúncia (1948), Trovas (1955), Cantigas ao Luar (1960), Rapsódia Rubra: Poemas à Carne (1961) e outros títulos; a poetisa, poliglota, falava alemão, francês, inglês, espanhol e italiano, além da língua pátria.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Colombina: Nessa noite

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Caíra no tapete o livro de poesia.
Nessa noite nós também não lemos mais;
a história de Francesca e Paolo revivia,
rugiam em nosso sangue ansiedades iguais.

Fora a noite? O silêncio? A lâmpada que ardia
e punha em nosso olhar reflexos irreais?
A atração que era mais que simples simpatia?
Quem compreende a razão dos momentos fatais?

Quem poderá explicar um raio em noite calma?
E muita vez é assim que vem o amor, e na alma
e nas veias é como um vulcão que acordou...

No tapete ficara o livro interrompido:
o passado, o amanhã, não tinham mais sentido...
para nós, nessa noite, o mundo se acabou!

(Gratidão — 1954 — 1ª ed., p.139)

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Colombina — Yde Schloenbach — e sua poesia romântica e erótica (esboço biográfico e seleção de poemas), por Maria Thereza Cavalheiro, 1987, João Scortecci Editor, São Paulo — SP; Colombina, ou Yde (Adelaide) Schloenbach Blumenschein (1882 1963), paulista e paulistana, fez parte de seus estudos na Alemanha; cronista e poetisa, publicou seus primeiros poemas por volta de 1900, n’A Tribuna, de Santos SP; colaborou com revistas e jornais de sua época, como O Malho, Fon-Fon, Careta, Jornal das Moças, muitas vezes utilizando pseudônimos Colombina ou Paula Brasil; criou a Casa do Poeta Lampião de Gás e O Fanal, periódico da Casa por ela editado e do qual foi diretora; escreveu e publicou Vislumbres (poesias, 1908), Versos em Lá menor (1930), Lampião de Gás (1937), Uma cigarra cantou para você (1946), Distância: poemas de amor e de renúncia (1948), Trovas (1955), Cantigas ao Luar (1960), Rapsódia Rubra: Poemas à Carne (1961) e outros títulos; a poetisa, poliglota, falava alemão, francês, inglês, espanhol e italiano, além da língua pátria.

domingo, 24 de novembro de 2019

Colombina: A Carne

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Exiges. És ciumenta e egoísta. Não admites
qualquer rivalidade, ou que algo te suplante.
És forte e audaz no teu domínio sem limites,
capaz de transformar a vida, num instante.

És mísera e brutal. Mas nada obsta que agites
e açambarques o mundo! E que essa alucinante
e estranha sensação, que aos humanos transmites,
tenha, como nenhuma, um halo deslumbrante.

Ó carne que possuis no teu imo maldito
mais lodo que contém um charco pantanoso,
mais esplendor também que os astros do Infinito!

Rugindo de volúpia e de sensualidade,
espalhando na terra apoteoses de gozo,
ó carne, serás tu, a única verdade?

(Distância — 1947/1953 — 2ª ed.; p.32)

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Colombina — Yde Schloenbach — e sua poesia romântica e erótica (esboço biográfico e seleção de poemas), por Maria Thereza Cavalheiro, 1987, João Scortecci Editor, São Paulo — SP; Colombina, ou Yde (Adelaide) Schloenbach Blumenschein (1882 1963), paulista e paulistana, fez parte de seus estudos na Alemanha; cronista e poetisa, publicou seus primeiros poemas por volta de 1900, n’A Tribuna, de Santos SP; colaborou com revistas e jornais de sua época, como O Malho, Fon-Fon, Careta, Jornal das Moças, muitas vezes utilizando pseudônimos Colombina ou Paula Brasil; criou a Casa do Poeta Lampião de Gás e O Fanal, periódico da Casa por ela editado e do qual foi diretora; escreveu e publicou Vislumbres (poesias, 1908), Versos em Lá menor (1930), Lampião de Gás (1937), Uma cigarra cantou para você (1946), Distância: poemas de amor e de renúncia (1948), Trovas (1955), Cantigas ao Luar (1960), Rapsódia Rubra: Poemas à Carne (1961) e outros títulos; a poetisa, poliglota, falava alemão, francês, inglês, espanhol e italiano, além da língua pátria.

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Colombina: Quando eu morrer

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Não quero um mausoléu de mármore ou granito
sobre o pó que serei... Não quero uma capela!
Que velem o meu sono os astros do infinito,
Que, mudos, dizem mais que a palavra mais bela!

Não ponham uma cruz sobre o lugar restrito
onde vou descansar, enfim. Bastou-me aquela
que sempre carreguei neste mundo maldito:
foi pesada demais  quero esquecer-me dela.

Quando eu morrer... que as mãos dos meus amigos plantem,
na minha campa humilde, uma árvore qualquer,
que dê flores e sombra e onde os pássaros cantem.

E, se possível for, uma roseira ao lado,
que diga, a quem passar, que um sonho de mulher
do pó ressuscitou, em rosas transformado!

(Distância — 1947/1953 — 2ª ed., p.31)

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Colombina — Yde Schloenbach — e sua poesia romântica e erótica (esboço biográfico e seleção de poemas), por Maria Thereza Cavalheiro, 1987, João Scortecci Editor, São Paulo — SP; Colombina, ou Yde (Adelaide) Schloenbach Blumenschein (1882 1963), paulista e paulistana, fez parte de seus estudos na Alemanha; cronista e poetisa, publicou seus primeiros poemas por volta de 1900, n’A Tribuna, de Santos SP; colaborou com revistas e jornais de sua época, como O Malho, Fon-Fon, Careta, Jornal das Moças, muitas vezes utilizando pseudônimos Colombina ou Paula Brasil; criou a Casa do Poeta Lampião de Gás e O Fanal, periódico da Casa por ela editado e do qual foi diretora; escreveu e publicou Vislumbres (poesias, 1908), Versos em Lá menor (1930), Lampião de Gás (1937), Uma cigarra cantou para você (1946), Distância: poemas de amor e de renúncia (1948), Trovas (1955), Cantigas ao Luar (1960), Rapsódia Rubra: Poemas à Carne (1961) e outros títulos; a poetisa, poliglota, falava alemão, francês, inglês, espanhol e italiano, além da língua pátria.

terça-feira, 22 de outubro de 2019

Colombina: As minhas mãos

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Das minhas mãos, um poeta disse, um dia,
que o sumo Criador, para fazê-las,
se inspirara num lírio que floria
sob a brancura etérea das estrelas.

Um boêmio que rendia ao sensualismo
um culto por demais apaixonado,
julgava nelas ver, sobre um abismo
erguida, a taça rubra do pecado.

Um sábio que de muito longe vinha,
após ter lido a minha mão, falara
que nelas cintilava, em cada linha,
de um grande amor a flama intensa e clara.

Depois uma cigana amorenada
(julgando que elas fossem mãos de artista)
jurou que estava nelas estampada
a glória que tão raro se conquista.

E disse alguém no instante da partida,
beijando-as com respeito e com ternura,
que em minhas mãos havia escrito a vida
um compêndio de sonho e de ventura.

Todos erraram, todos. Nada veio
às minhas pobres mãos sempre vazias...
Tão fácil é inventar um galanteio!
E nos enganam sempre as profecias...

Em vão, para a distância se estenderam,
valor não teve a prece que as unira...
E tudo o que nas suas palmas leram
nunca passou de engano e de mentira.

Minhas humildes mãos nada alcançaram:
das rosas, só os espinhos foram seus;
nelas, apenas lágrimas tombaram,
só aprenderam a dizer adeus...

(Distância — 1947/1953 — 2ª ed., pp. 100/101)

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Colombina — Yde Schloenbach — e sua poesia romântica e erótica (esboço biográfico e seleção de poemas), por Maria Thereza Cavalheiro, 1987, João Scortecci Editor, São Paulo — SP; Colombina, ou Yde (Adelaide) Schloenbach Blumenschein (1882 1963), paulista e paulistana, fez parte de seus estudos na Alemanha; cronista e poetisa, publicou seus primeiros poemas por volta de 1900, n’A Tribuna, de Santos SP; colaborou com revistas e jornais de sua época, como O Malho, Fon-Fon, Careta, Jornal das Moças, muitas vezes utilizando pseudônimos Colombina ou Paula Brasil; criou a Casa do Poeta Lampião de Gás e O Fanal, periódico da Casa por ela editado e do qual foi diretora; escreveu e publicou Vislumbres (poesias, 1908), Versos em Lá menor (1930), Lampião de Gás (1937), Uma cigarra cantou para você (1946), Distância: poemas de amor e de renúncia (1948), Trovas (1955), Cantigas ao Luar (1960), Rapsódia Rubra: Poemas à Carne (1961) e outros títulos; a poetisa, poliglota, falava alemão, francês, inglês, espanhol e italiano, além da língua pátria.

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Colombina: A Defesa da Carne

Resultado de imagem para Colombina — Yde Schloenbach — e sua poesia romântica e erótica (esboço biográfico e seleção de poemas), por Maria Thereza Cavalheiro,
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“Execrável matéria, pecadora
carne que tanto atrais!
Maldita ré, eterna causadora
dos crimes passionais:

Tu és a perdição de tantas Evas
sem família e sem lar.
Da torre de marfim do sonho as levas
ao triste lupanar.

Por tua causa, o homem de bem esquece
o que jurou com fé,
correndo atrás de ti, se humilha e desce
à sarjeta, à ralé...

As baixezas do mundo representas,
és origem do mal!
Num pedestal de miasmas é que ostentas
o teu poder brutal.

Matéria desprezível, carne imunda,
onde está o teu valor?"
E ela responde, altiva: "Sou oriunda
de um momento de amor.

Que o espírito é o que vale, todos dizem,
só para me humilhar;
mas tal valor não obsta que precisem
de mim, carne vulgar.

Sou bárbara, porque desato os freios
de todas religiões...
Chamam-me fraca e nutrem-se em meus seios
todas as gerações.

Movimento, calor, ação e luta
e força e vida, eu sou;
se passageira e fraca ou forte ou bruta,
foi DEUS que me criou.

Nas rudes mãos do lavrador eu ponho
a enxada... Ao sonhador,
para plasmar em realidade um sonho,
eu trago a luz e a cor.

Eu sou o olhar que vê; a mão que escreve;
sou a boca que diz
o que o espírito pensa; e, embora breve,
sou o instante feliz.

Sem mim o que seria a vida inteira,
se todo o encanto seu
consiste em ser incerta, passageira
e imperfeita como eu?

Dizem que trago a dor, mas também trago
o prazer de sentir
o desejo, a carícia, o beijo, o afago
e a glória de possuir!

Eu trago a sensação que o mundo chama
a ventura do amar!
E, se o espírito é luz, eu sou a flama
que aquece a terra e o mar...

Eu sou a mão que afaga e acaricia
e que aperta o punhal:
sou ódio e amor! Sem mim não haveria
nem sonho, nem ideal.

Sou a boca que beija e sou ainda
o sangue e o coração:
continuo de DEUS a obra mais linda,
eu sou a CRIAÇÃO!”

(Rapsódia Rubra  1961  1ª ed., pp. 25/27)

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Colombina — Yde Schloenbach — e sua poesia romântica e erótica (esboço biográfico e seleção de poemas), por Maria Thereza Cavalheiro, 1987, João Scortecci Editor, São Paulo — SP; Colombina, ou Yde (Adelaide) Schloenbach Blumenschein (1882 1963), paulista e paulistana, fez parte de seus estudos na Alemanha; cronista e poetisa, publicou seus primeiros poemas por volta de 1900, n’A Tribuna, de Santos SP; colaborou com revistas e jornais de sua época, como O Malho, Fon-Fon, Careta, Jornal das Moças, muitas vezes utilizando pseudônimos Colombina ou Paula Brasil; criou a Casa do Poeta Lampião de Gás e O Fanal, periódico da Casa por ela editado e do qual foi diretora; escreveu e publicou Vislumbres (poesias, 1908), Versos em Lá menor (1930), Lampião de Gás (1937), Uma cigarra cantou para você (1946), Distância: poemas de amor e de renúncia (1948), Trovas (1955), Cantigas ao Luar (1960), Rapsódia Rubra: Poemas à Carne (1961) e outros títulos; a poetisa, poliglota, falava alemão, francês, inglês, espanhol e italiano, além da língua pátria.