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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Luís Lisboa*: A uma deusa

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Tu és o quelso do pental ganírio
Saltando as rimpas do fermim calério,
Carpindo as taipas do furor salírio
Nos rúbios calos do pijom sidério.

És o bartólio do bocal empírio
Que ruge e passa no festim sitério,
Em ticoteios de partano estírio,
Rompendo as gambas do hortomogenério.

Teus lindos olhos que têm barlacantes
São camensúrias que carquejam lantes
Nas duras pélias do pegal balônio;

São carmentórios de um carce metálio,
De lúrias peles em que pulsa obálio
Em vertimbáceas do pental perônio.
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Dicionário de Rimas da Língua Portuguesa, de José Augusto Fernandes, 1996, 5ª. edição, Editora Record, Rio de Janeiro — RJ; este soneto também está registrado em item da obra Pequeno Dicionário de Arte Poética, de Geir Campos, 1960, Editora Conquista, Rio de Janeiro RJ.
* Atribui-se a Luís Lisboa (maranhense, sem maiores referências bio-bibliográficas) o soneto ‘A uma deusa’; José Augusto Fernandes comenta que tal soneto, elaborado com muitas palavras que não constam de qualquer vocabulário da língua portuguesa, mereceu ser transcrito pelo seu "perfeito enquadramento na metrificação e pelas rimas consoantes que apresenta."; já Geir Campos o cita no verbete 'bestialógico' de seu Pequeno Dicionário de Arte Poética.