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quarta-feira, 22 de junho de 2016

Swami Vivekananda: A partida

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Lembro-me bem de quando foste embora,
o mar sereno e o calmo sol de estio...
Um bando de gaivotas, erradio,
dizia coisas pelo céu em fora...

Dolente ondulação de um vento frio
beijava os lábios da manhã sonora;
porém, ao ver-te à tolda do navio,
penso no adeus... e tudo me apavora!

Eu te abracei, o coração gemendo,
os lábios macerados; mãos tremendo
estrangulavam-me profundas mágoas...

Um silvo agudo!... Colhem-se as amarras...
Há lenços brancos em torções bizarras...
E lá se foi a nau cortando as águas...





Nota deste aprendiz de blogueiro: Neste O Mundo Maravilhoso do Soneto, Vasco de Castro Lima, a respeito de Swami Vivekananda, só faz constar este soneto, ‘A partida’, sem nenhum outro registro ou traço biobiliográfico do autor hinduísta ou nem mesmo do possível tradutor do poema.
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O Mundo Maravilhoso do Soneto, de Vasco de Castro Lima, Prefácio de Rangel Coelho, 1987, Livraria Freitas Bastos S/A, Rio de Janeiro — RJ; Swami Vivekananda ou Narendranath Dutta (1863  1902), indiano de Calcutá, foi hinduísta e poeta místico; iniciou sua educação em casa, depois integrou a Metropolitann Institution e, após, freqüentou o Presidency College, em Calcutá, e o General Assembly’s Institution, graduando-se como bacharel de Artes; em seus estudos tomou contato com textos de pensadores ocidentais (David Hume, Immanuel Kant, Fichte, Spinoza, Hegel, Schopenhauer, Herbert Spencer, Darwin e outros), constando de sua biografia, ter sido figura chave na introdução da Vedanta e da Yoga no Ocidente, particularmente na Europa e na América, e de ser o primeiro indiano convidado para a cadeira de Filosofia Oriental na Harvard; sua obra: Raja Yoga, Karma Yoga, Bhakti Yoga, Jnana Yoga (edições compiladas a partir de palestras dadas ao redor do mundo) etc.