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para Rosa Parks
Eu me sinto, na terra, um prisioneiro
do teu ser, que é ternura e santidade;
de tua graça simples, sem vaidade,
que, sem querer, encanta o mundo inteiro.
Neste teu corpo em flor vejo primeiro,
sob as bençãos de tua castidade,
algo que lembra a própria divindade
da Mulher do mais Santo Carpinteiro.
Por teus méritos, hoje, me encarcero
neste amor, que é tão puro e tão sincero,
que é a mais doce de todas as prisões,
por ser uma prisão que nos liberta
do desastre de uma aventura incerta,
que infelicita os nosso corações!

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Carrossel de Sonetos — Eduardo de Oliveira, Prefácio de Fernandes Neto e Apresentações de Eunice Aparecida de Jesus Prudente e Alípio Rocha Marcelino, 1994, Editora Pannartz São Paulo — SP; Eduardo de Oliveira (1926 — 2012), paulista e paulistano, foi advogado, jornalista, professor, poeta e ativista do Movimento Negro; participou de edições dos Cadernos negros (primeiro número em 1978) e organizou a obra Quem é quem na negritude brasileira (1998); escreveu e publicou Além do pó (1958), Ancoradouro — sonetos (1960), O Ébano (1961), Banzo (1965), Gestas líricas da negritude (1967), Evangelho da solidão: dez anos de poesia 1958 — 1968 (1970), Túnica de Ébano — sonetos e trovas (1980), A cólera dos generosos: retrato da luta do negro para o negro (1988), Carrossel de sonetos (1994); o poeta, autor da letra e música do Hino treze de maio — cântico da Abolição, oficializado pelo Congresso Nacional, foi vereador na capital paulista, membro da Associação Cultural do Negro, da Casa de Cultura Afro-Brasileira e da União Brasileira dos Escritores.

