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Vou à festa de Ziraldo,
vou levando o Jeremias.
Ziraldo vai me mostrando
o tom de Flicts da Lua.
Jeremias, meu compadre,
meu anjo da guarda de óculos,
dá uma de milagreiro
fazendo que a supermãe
largue o súper, se tornando
mãe comum ao natural.
A festa vai esquentando
dentro e fora da piscina.
Jeremias e Ziraldo
ao soar a concertina
já se tornam Jerizaldo
e Ziralmias, no caos?
Entra a Rainha, entra o Príncipe
da Grã-Britânia ou Caxias,
entra toda a macacada
com
sentido na cerveja,
no hot-dog e no restante
que se pega ou se fareja,
mas Ziraldo, ziraldando,
e Jeremias, quebrando
o galho de toda gente,
me mostram que a melhor festa,
de todas a mais bacana,
inserida no contexto,
está nos livros-mandinga,
nos cartoons, bonecos, bolas
incomparáveis de um certo
mineiro de Caratinga.
Amar se aprende amando — 1985
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| Ziraldo & Drummond |
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Amar Se Aprende Amando,
poesia de convívio e de humor — Carlos Drummond de Andrade, 6ª edição, 1986,
Editora Record, Rio de Janeiro — RJ; Carlos
Drummond de Andrade (1902 — 1987), mineiro de Itabira, poeta, contista e cronista,
viveu intensamente o seu tempo e nos ofereceu como legado incontáveis obras em verso
e prosa publicadas em livros, jornais e revistas pelo país afora e no resto do mundo;
suas obras: Alguma Poesia (1930); Brejo das Almas (1934); Sentimento do Mundo (1940);
José (1942); Confissões de Minas, crônicas e artigos (1944); A Rosa do Povo (1945);
Novos Poemas; Claro Enigma (1951); Contos de Aprendiz (1951); Viola de Bolso (1952);
Passeios na Ilha, crônicas e artigos (1952); Fazendeiro do Ar (1954); Fala, Amendoeira,
crônicas (1957); A Bolsa & A Vida, crônicas (1962); A Vida Passada a Limpo;
Lição de Coisas (1962); Cadeira de Balanço, crônicas (1966); Versiprosa (1967);
Boitempo (1968); A Falta que Ama (1968); Caminhos de João Brandão, crônicas (1970);
O Poder Ultrajovem, crônicas (1972); As Impurezas do Branco (1973); Menino Antigo
— Boitempo II (1973); De Notícias & Não Notícias faz-se a Crônica (1974); Discurso
de Primavera, e algumas sombras (1977); Contos Plausíveis (1981); Boca de Luar,
crônicas (1984); Amar Se Aprende Amando (1985); O Avesso das Coisas, aforismos (1988);
Farewell (1996) e outros textos...