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quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

William Wordsworth: Sonolência selou o meu espírito . . .

 
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[traduzido por José Lino Grünewald]

Sonolência selou o meu espírito;
Eu não retinha temores humanos:
Ela presume algo que não se inspira
Com o vestígio dos terrestres anos.

Nenhum movimento ela tem agora,
Nenhuma força; nem ouve, nem olha;
Gira em via terrena dia e hora
Com pedregulhos, árvores e escolhos.

William Wordsworth

A slumber did my spirit seal;
I had no human fears:
She seemed a thing that could not feel
The touch of earthly years.

No motion has she now, no force;
She neither hears nor sees;
Rool’d round in earth’s diurnal course
With rocks, and stones, and trees.
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Grandes Poetas da Língua Inglesa do Século XIX, edição bilíngue, Seleção, Tradução e Organização de José Lino Grünewald, 1988, Editora Nova Fronteira, Rio de Janeiro — RJ; William Whordsworth (1770 1850), inglês de Cockermouth, Cumberland, estudou na Hawkshead Grammar School, Hawkshead, formou-se e colou grau no St. John College, Cambridge, e foi poeta do Romantismo inglês; em 1787, Wordswhort estreou na literatura ao publicar um soneto no The European Magazine; a sua obra Lyrical Ballads (1798), publicada em conjunto com o amigo e também poeta Samuel Taylor Coleridge, que em sua 2ª edição foi acrescida de um Prefácio escrito por Wordsworth, é considerada um marco inicial do movimento Romantismo na Inglaterra; obras: além de Lyrical Ballads, with a Few Other Poems, vieram a público Poems, in Two Volumes (1807), The Prelude (1850) e tantos outros textos; recebeu premiações por suas obras.

terça-feira, 21 de setembro de 2021

William Wordsworth: Ela morava numa encruzilhada erma

 
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[traduzido por Oswaldino Marques]

Morava numa encruzilhada erma,
Próxima às fontes de Dove,
Uma donzela sem ninguém que a enaltecesse
E muito poucos que a amassem.

Violeta junto a uma pedra musgosa
Semivelada ao olhar!
Bela como uma estrela, quando apenas uma
Cintila, cintila nos céus.

Ela vivia obscura, e raros souberam
Quando Lucy deixou de existir;
Mas ela está na sepultura e, oh!
Que diferença para mim!

William Wordsworth

She dwelt among the untrodden ways

She dwelt among the untrodden ways
       Beside the springs of Dove,
A Maid whom there were none to praise
       And very few to love:

A violet by a mossy stone
       Half hidden from the eye!
Fair as a star, when only one
       Is shining in the sky.

She lived unknown, and few could know
       When Lucy ceased to be;
But she is in her grave, and, oh,
       The difference to me!
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Poemas Famosos da Língua Inglesa [diversos autores], Compilação, Tradução, Prefácios das 1ª e 2ª edições e Notas de Oswaldino Marques, edição bilíngue, volume 599 da Coleção Antologia de Poetas Universais, 1968, Edições de Ouro, Rio de Janeiro — RJ; William Whordsworth (1770 1850), inglês de Cockermouth, Cumberland, estudou na Hawkshead Grammar School, Hawkshead, formou-se e colou grau no  St. John College, Cambridge, e foi poeta do Romantismo inglês; em 1787, Wordswhort estreou na literatura ao publicar um soneto no The European Magazine; a sua obra Lyrical Ballads (1798), publicada em conjunto com o amigo e também poeta Samuel Taylor Coleridge, que em sua 2ª edição foi acrescida de um Prefácio escrito por Wordsworth, é considerada um marco inicial do movimento Romantismo na Inglaterra; suas obras: além de Lyrical Ballads, with a Few Other Poems, vieram a público Poems, in Two Volumes (1807), The Prelude (1850) e tantos outros textos; recebeu premiações por suas obras.

domingo, 11 de julho de 2021

William Wordsworth: A um amigo distante

 
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[traduzido por José Lino Grünewald]

Por que estás em silêncio? É teu amor a planta
De tanta fraca fibra em que o pérfido ar
De ausência o que era assim formoso irá secar?
Nem dívida a pagar, dádiva que garanta?
Porém meu pensamento em ti é vigilante,
Atado a teu serviço em incessante zelo
A mente sem doar requer um mendicante
Por nada, mas poupar que possa teu desvelo.
Fala! embora este doce ardente peito, fito
Para ter mil prazeres almos, meus e teus,
Ficou mais assolado, um esfriar aflito,
Que um ninho abandonado e pleno de nevadas
No mesmo matagal de rosas desfolhadas
Fala, e a ânsia das dúvidas, seu fim saiba eu!


To a distant friend

Why art thou silent? Is thy love a plant
Of such weak fibre that the treacherous air
Of absence withers what was once so fair?
Is there no debt to pay, no boon to grant?
Yet have my thoughts for thee been vigilant,
Bound to thy service with unceasing care
The mind’s least generous wish a mendicant
For nought but what thy happiness could spare.
Speak! though this soft warm heart, once free to hold
A thousand tender pleasures, thine and mine,
Be left more desolate, more dreary cold
Than a forsaken bird’s-nest fill’d with snow
‘Mid its own bush of leafless eglantine
Speak, that my torturing doubts their end may know!
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Grandes Poetas da Língua Inglesa do Século XIX, edição bilíngue, Seleção, Tradução e Organização de José Lino Grünewald, 1988, Editora Nova Fronteira, Rio de Janeiro — RJ; William Whordsworth (1770 1850), inglês de Cockermouth, Cumberland, estudou na Hawkshead Grammar School, Hawkshead, formou-se e colou grau no St. John College, Cambridge, e foi poeta do Romantismo inglês; em 1787, Wordswhort estreou na literatura ao publicar um soneto no The European Magazine; a sua obra Lyrical Ballads (1798), publicada em conjunto com o amigo e também poeta Samuel Taylor Coleridge, que em sua 2ª edição foi acrescida de um Prefácio escrito por Wordsworth, é considerada um marco inicial do movimento Romantismo na Inglaterra; suas obras: além de Lyrical Ballads, with a Few Other Poems, vieram a público Poems, in Two Volumes (1807), The Prelude (1850) e tantos outros textos; recebeu premiações por suas obras.