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sábado, 11 de julho de 2015

Tomé Guimarães: Versos de outrora

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Deste mundo de aspérrimo trajeto,
Desta vida na escura travessia,
Ando embalado pela fantasia
De achar um dia o verdadeiro afeto.

Sonho, em distante plaga, amigo teto,
Cheio de luz, de flores, de poesia,
Onde um rosto formoso me sorria
E me apague do mundo o horrendo aspecto.

E penso em ti, alma visão radiosa,
Lúcida estrela em meio à tormentosa
Noite sem termo, de atro desalento.

Mas da sidérea, da encantada altura
Não desças nunca, ó santa criatura,
Fica apenas a encher-me o pensamento.
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Antologia de Poetas Fluminenses (vários autores) — Rubens Falcão, Carta-Prefácio de Agripino Grieco, 1968, Gráfica Record Editora, Rio de Janeiro — RJ; Tomé da Costa Guimarães (1867 1947), fluminense de Campos dos Goytacazes, foi poeta e palestrante; estreou nas letras ainda cedo e divulgou seus trabalhos em verso e prosa pela imprensa campista; escreveu e publicou: Rosas (poesias, 1920), As árvores (conferência, 1923), O arquétipo da mulher na história e na civilização (conferência, 1925), Alberto de Oliveira (conferência, 1937).