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Como urubu que regressasse ao ninho,
A ver se ainda um bom caminho logra,
Eu quis rever também a minha sogra,
O meu primeiro e virginal carinho.
Entrei. Pé ante pé, devagarzinho,
O fantasma, talvez, daquela cobra...
Tomou-me as mãos, olhou-me bem, de sobra...
E levou-me para dentro, de mansinho.
Era este quarto, oh! se me lembro, e quando...
Em que, à luz da lua que brilhava,
O pau roncava forte, tanto e tanto,
No costado da gente, sem piedade,
Um cacete bem grosso lá no canto...
Minhas costas choraram de saudade...
(Humor e Humorismo, organizado por Idel Becker — 1961)
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Os Poetas Satíricos do Café Paris — Clássicos Fluminenses Volume 9, Organização e Introdução de Luiz Antonio Barros, e Apresentação de Luiz Augusto Erthal, 2014, Nitpress, Niterói — RJ; sobre Itamar Siqueira, autor deste poema-paródia, nada consta neste Poetas Satíricos, nem mesmo pode-se afirmar que o autor tivesse frequentado o Café Paris; Luiz Antonio Barros registrou nas Referências Biográficas desta obra que o poema foi colhido de Humor e Humorismo (Brasiliense, São Paulo — SP, 1961), organizado por Idel Becker; o aprendiz de blogueiro deste Verso e Conversa, até onde pode pesquisar, também nada encontrou a respeito do poeta e do poema; fica o agradecimento a quem se aprofundar a respeito e quiser repartir com o blogue.
Como urubu que regressasse ao ninho,
A ver se ainda um bom caminho logra,
Eu quis rever também a minha sogra,
O meu primeiro e virginal carinho.
Entrei. Pé ante pé, devagarzinho,
O fantasma, talvez, daquela cobra...
Tomou-me as mãos, olhou-me bem, de sobra...
E levou-me para dentro, de mansinho.
Era este quarto, oh! se me lembro, e quando...
Em que, à luz da lua que brilhava,
O pau roncava forte, tanto e tanto,
No costado da gente, sem piedade,
Um cacete bem grosso lá no canto...
Minhas costas choraram de saudade...
(Humor e Humorismo, organizado por Idel Becker — 1961)

Os Poetas Satíricos do Café Paris — Clássicos Fluminenses Volume 9, Organização e Introdução de Luiz Antonio Barros, e Apresentação de Luiz Augusto Erthal, 2014, Nitpress, Niterói — RJ; sobre Itamar Siqueira, autor deste poema-paródia, nada consta neste Poetas Satíricos, nem mesmo pode-se afirmar que o autor tivesse frequentado o Café Paris; Luiz Antonio Barros registrou nas Referências Biográficas desta obra que o poema foi colhido de Humor e Humorismo (Brasiliense, São Paulo — SP, 1961), organizado por Idel Becker; o aprendiz de blogueiro deste Verso e Conversa, até onde pode pesquisar, também nada encontrou a respeito do poeta e do poema; fica o agradecimento a quem se aprofundar a respeito e quiser repartir com o blogue.