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Sublime criação do
Onipotente
Que nos fascina, nos seduz
e prende!
No peito as lavas da
paixão acende
Teu olhar fulgurante e
atraente!
A natureza deu-te tudo
quanto
É belo; deu no teu olhar o
encanto
A magia cruel de cativar!
Tudo aprendeste, que a
Natura ensina;
Mas nunca aprenderás a lei
divina
Do amor: tu morres sem
saber amar!
É que a própria Natura,
fascinada,
E orgulhosa da tua
perfeição,
Ficou a contemplar-te extasiada,
E esqueceu-se de dar-te um
coração!
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Sonetos Brasileiros — Séculos
XVII ao XX, Coletânea organizada por Laudelino Freire, 1929, F. Briguiet
& Cia. Editores, Rio de Janeiro — RJ; de Amelia Alves, tem-se apenas que
a poeta nasceu na cidade do Rio de Janeiro a 17 de outubro de 1872 (é o que
consta neste Sonetos Brasileiros); este aprendiz de blogueiro, no entanto, permanece à disposição do leitor/leitora e acata contribuições de mais informes a
respeito da autora do poema.