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quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Amelia Alves: O homem

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Sublime criação do Onipotente
Que nos fascina, nos seduz e prende!
No peito as lavas da paixão acende
Teu olhar fulgurante e atraente!

A natureza deu-te tudo quanto
É belo; deu no teu olhar o encanto
A magia cruel de cativar!
Tudo aprendeste, que a Natura ensina;

Mas nunca aprenderás a lei divina
Do amor: tu morres sem saber amar!
É que a própria Natura, fascinada,

E orgulhosa da tua perfeição,
Ficou a contemplar-te extasiada,
E esqueceu-se de dar-te um coração!

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Sonetos Brasileiros — Séculos XVII ao XX, Coletânea organizada por Laudelino Freire, 1929, F. Briguiet & Cia. Editores, Rio de Janeiro — RJ; de Amelia Alves, tem-se apenas que a poeta nasceu na cidade do Rio de Janeiro a 17 de outubro de 1872 (é o que consta neste Sonetos Brasileiros); este aprendiz de blogueiro, no entanto, permanece à disposição do leitor/leitora e acata contribuições de mais informes a respeito da autora do poema.