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Tarsila não pinta mais
Com verde Paris
Pinta com Verde
Cataguases
Os Andrades
Não escrevem mais
Com terra roxa
NÂO!
Escrevem
Com tinta Verde
Cataguases
Brecheret
Não esculpe mais
Com plastilina
Modela o Brasil
Com barro Verde
Cataguases
Villa Lobos
Não compõe mais
Com dissonâncias
De estravinsqui
NUNCA!
Ele é a mina Verde
Cataguases
Todos nós
Somos rapazes
Muito capazes
De ir ver de
Forde Verde
Os azes
De Cataguases
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Verde (Revistas do Modernismo 1922 — 1929), edição fac-similar, Prefácio / Ensaio de Júlio Castañon Guimarães e Organização de Pedro Puntoni e Samuel Titan Jr., 2014 — Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, São Paulo — SP; Marioswald é explicitamente um pseudônimo, criado pela junção dos nomes dos paulistas e paulistanos Mário de Andrade (1893 — 1945) e Oswald de Andrade (1890 — 1854), modernistas paulistas que realizaram a quatro mãos este poema-homenagem aos modernistas mineiros e sua revista Verde; foi em Cataguases — MG, com seu primeiro número publicado em setembro de 1927, que surgiu a Verde — Revista mensal de Arte e Cultura, com Henrique de Resende como diretor, Rosário Fusco e Martins Mendes como redatores e, como colaboradores, Carlos Drummond de Andrade, Emilio Moura, Abgar Renault, Pedro Nava, Blaise Cendras, Sérgio Milliet, Antonio de Alcântara Machado, Ascânio Lopes, Ascenso Ferreira, Ribeiro Couto, Yan de Almeida Prado, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, entre outros mineiros, paulistas e de outros localidades; a revista teve seis edições e um suplemento especial que acompanhou a edição de nº 5; editou-se a de nº6 em maio de 1929, dedicada a Ascânio Lopes, poeta modernista mineiro que falecera em janeiro daquele ano; foi o último número da revista Verde; revistas do modernismo 1922 — 1929: A Revista, Klaxon, Verde, Revista de Antropofagia, Estética e Terra Roxa e outras terras.
Tarsila não pinta mais
Com verde Paris
Pinta com Verde
Cataguases
Os Andrades
Não escrevem mais
Com terra roxa
NÂO!
Escrevem
Com tinta Verde
Cataguases
Brecheret
Não esculpe mais
Com plastilina
Modela o Brasil
Com barro Verde
Cataguases

Não compõe mais
Com dissonâncias
De estravinsqui
NUNCA!
Ele é a mina Verde
Cataguases
Todos nós
Somos rapazes
Muito capazes
De ir ver de
Forde Verde
Os azes
De Cataguases
(do livro inédito “Oswaldário dos Andrades”)
Verde — Revista mensal de Arte e Cultura nº 4,
Cataguases — MG, dezembro de 1927.
Cataguases — MG, dezembro de 1927.
| MariOswald |
Verde (Revistas do Modernismo 1922 — 1929), edição fac-similar, Prefácio / Ensaio de Júlio Castañon Guimarães e Organização de Pedro Puntoni e Samuel Titan Jr., 2014 — Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, São Paulo — SP; Marioswald é explicitamente um pseudônimo, criado pela junção dos nomes dos paulistas e paulistanos Mário de Andrade (1893 — 1945) e Oswald de Andrade (1890 — 1854), modernistas paulistas que realizaram a quatro mãos este poema-homenagem aos modernistas mineiros e sua revista Verde; foi em Cataguases — MG, com seu primeiro número publicado em setembro de 1927, que surgiu a Verde — Revista mensal de Arte e Cultura, com Henrique de Resende como diretor, Rosário Fusco e Martins Mendes como redatores e, como colaboradores, Carlos Drummond de Andrade, Emilio Moura, Abgar Renault, Pedro Nava, Blaise Cendras, Sérgio Milliet, Antonio de Alcântara Machado, Ascânio Lopes, Ascenso Ferreira, Ribeiro Couto, Yan de Almeida Prado, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, entre outros mineiros, paulistas e de outros localidades; a revista teve seis edições e um suplemento especial que acompanhou a edição de nº 5; editou-se a de nº6 em maio de 1929, dedicada a Ascânio Lopes, poeta modernista mineiro que falecera em janeiro daquele ano; foi o último número da revista Verde; revistas do modernismo 1922 — 1929: A Revista, Klaxon, Verde, Revista de Antropofagia, Estética e Terra Roxa e outras terras.