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Eu te julgava deusa errando muito acima
Das humanas paixões! Eu te julgava pura,
Como o orvalho do céu que os vegetais anima,
Como os raios do sol que pelo azul fulgura!
Eu te julgava altiva, independente e opima,
Serena como a lei que o direito assegura;
Eu te julgava ainda a sentença que arrima
O justo e o equilíbrio, a verdade e a lisura!
Enganei-me, porém! Na prática forense,
Nem sempre é a razão a única que vence,
Nem se vê um Juiz tão rijo quanto a morte!
Quanta vez, acolhendo astúcias de velhaco,
Tua espada aniquila o interesse do fraco,
Tua balança pende em favor do mais forte!...
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Lírica do
Direito — Antologia de Versos Jurídicos — Conexão
Migalhas — Organizador: Miguel Matos, Ano 2, n.2 (diversos poetas e
tradutores), sem data, Millenium Editora Ltda., Campinas — SP; sobre Aguinaldo de Góes, nesta
presente antologia, não constou nenhum traço biográfico
e/ou bibliográfico; o organizador Miguel Matos anotou o seguinte: ‘Em 1954, Aguinaldo de Góes
publicava uma reunião de versos — que incluía o soneto ‘A Justiça’ — com o título
Mundo Interior (poesias, Editora Guia Fiscal, 1954). Sobre a escolha do nome,
Luciano Gualberto, imortal da Academia Paulista de Letras, dizia ao autor no
prefácio que “o nome que escolhestes para vosso livro, onde a alma entra com
extraordinário contingente, ora vestida de galharda alegria, ora enlutada de
pessimismo incompreensível, é dos mais expressivos.’; em pesquisa na internet, este aprendiz de blogueiro também não logrou êxito na busca de
algum dado relativo ao poeta; fica a dica para algum estudioso ou curioso, amante da poesia, auxiliar na pesquisa e comunicar ao blogue.


