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terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Musset: Vida não vivida

 
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[traduzido por Francisco Octaviano]

Era bela, como a estátua
Em mortuária capela,
Dormindo em leito de pedra,
Imóvel, pode ser bela.

Tinha bondade, se basta
Dar, ao acaso, sem dó,
Sem que Deus enxergue a esmola,
Se a esmola é dinheiro só.

Pensava, se o vão ruído
De um falar suave e lento,
Como gemido de arroio,
Denuncia o Pensamento.

Orava, se os olhos negros
Uma fez fitos no chão,
Outra vez ao céu erguidos,
Podem chamar-se oração.

Sorria, se o refrigério
De uma brisa, na alvorada,
Chegasse a expandir a flor
Que se conserva fechada.

Chorara, se, argila inerte,
Seu coração ressequido
Gotas de celeste orvalho
Pudesse haver recolhido.

Amara, se no seu peito
Não velasse orgulho fútil,
Como em cima de um sepulcro
Se entretém lâmpada inútil.

Aparentava viver...
Sem ter vivido morreu...
Caiu-lhe das mãos o livro...
Nesse livro nada leu!

Musset

Sur une morte

Elle était belle, si la Nuit
Qui dort dans la sombre chapelle
Où Michel-Ange a fait son lit,
Immobile peut être belle.

Elle était bonne, s’il suffit
Qu’en passant la main s’ouvre et donne,
Sans que Dieu n’ait rien vu, rien dit,
Si l’or sans pitié fait l’aumône.

Elle pensait, si le vain bruit
D’une voix douce et cadencée,
Comme le ruisseau qui gémit
Peut faire croire à la pensée.

Elle priait, si deux beaux yeux,
Tantôt s’attachant à la terre,
Tantôt se levant vers les cieux,
Peuvent s’appeler la Prière.

Elle aurait souri, si la fleur
Qui ne s’est point épanouie
Pouvait s’ouvrir à la fraîcheur
Du vent qui passe et qui l’oublie.

Elle aurait pleuré si sa main,
Sur son coeur froidement posée,
Eût jamais, dans l’argile humain,
Senti la céleste rosée.

Elle aurait aimé, si l’orgueil
Pareil à la lampe inutile
Qu’on allume près d’un cercueil,
N’eût veillé sur son coeur stérile.

Elle est morte, et n’a point vécu.
Elle faisait semblant de vivre.
De ses mains est tombé le livre,
Dans lequel elle n’a rien lu.
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Clássicos Jackson, Volume XXXIX — Poesia, 2º Volume [vários autores e tradutores] — Selecção e Notas de Ary de Mesquita, 1958, W. M. Jackson Editores, Rio de Janeiro — RJ; Alfred Louis Charles de Musset (1810 1857), francês e parisiense, antes de completar 9 anos de idade foi matriculado no Lycée Henri IV, concluiu o ensino médio, depois aventurou-se nos estudos de medicina, direito, pintura, música, logo os abandonou, e passou a se dedicar com determinação e interesse à literatura, foi poeta, novelista, romancista, crítico e dramaturgo, e tido como "l'enfant terrible" do período romantista em Paris; “desde os 14 anos já fazia seus versos": A ma mére (1824), À Mademoiselle Zoé le Douairin (1826), Un rêve et L’anglais mangeur d’opium (1828)...; escreveu e publicou Premières poésies (1829), Une nuit vénitienne (teatro, 1830), Contes d'Espagne et d'Itale (coletânea de poemas, Contos da Espanha e da Itália, 1830), Secrètes pensées de Raphael (Pensamentos secretos de Raphael, 1830), Voeux stériles (Voos estéreis, 1830), Namouna (poema narrativo, 1831), La coupe et les lèvres (teatro, 1832), Rolla (longo poema narrativo, 1833), On ne badine pas avec l'amour (Com o amor não se brinca, teatro comédia, 1834), Lorenzaccio (drama romântico, 1834), Fantasio (teatro comédia, 1834), Le Chandelier (comédia em três atos, 1835), La confession d'un enfant du siècle (A confissão de um filho do século, novela autobiográfica, 1836), Les Nuits: La Nuit de Mai [1835], La Nuit de Décembre [1835], La Nuit d'Août [1836], La Nuit d'Octobre [1837], La Nuit d’Avril [1838] (ciclo As Noites, 1835-1838), Lettres du Dupuis et Cotonet (crítica, Cartas de Dupuis e Cotonet, 1837), Souvenir (Recordação, 1841), Il faut qu'une porte soit ouverte ou fermé preciso que uma porta esteja aberta ou fechada, comédia, 1845), Carmosine (comédia em Um Ato, 1850), Bettine (comédia, 1851) e outros textos em verso e prosa e para teatro; teve poemas musicados por Hector Berlioz [poème Le Lever, 1839], Charles Gounod [avec piano, Venise, 1849], Édouard Lalo [trois mélodies: À une fleur, Chanson de Barberine et La Zuecca, 1870], Claude Debussy [Madrid, 1879], [Rondeau, 1881] e [Chanson espagnole, 1883] etc.; pertenceu à Académie Française; o poeta, desde 1824, foi um dos frequentadores do “Cénacle”, salão literário de Charles Nodier bibliotecário da Bibliotéque de l’Arsenal, e tendo como companhia Victor Hugo e outros; passou a viver como um “dândi devasso”, teve várias amantes, uma das quais a escritora George Sand [pseudônimo de Amantine Aurore Lucile Dupin, baronesa de Dudevant]; em 1845, Musset foi condecorado com a Legião de Honra em reconhecimento à sua influência na literatura francesa; com a “saúde frágil, mas sobretudo atormentado pelo alcoolismo, pela ociosidade e pela devassidão, morreu de tuberculose em 2 de maio de 1857”, aos 46 anos.

segunda-feira, 16 de junho de 2025

Ludwig Uhland: A filha da albergueira

 
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[traduzido por Francisco Otaviano]

Passam o Reno três mancebos, entram
        No pouso da albergueira.
“Cerveja boa e vinho bom... Mas onde
        Está a feiticeira,
A tua filha que de nós se esconde”.
“Dou-vos cerveja fresca e vinho puro:
        Minha filha está morta
Aí dentro”. Que profunda comoção!
        Da alcova abrindo a porta
Viram, os três, a moça em seu caixão.
Erguendo o véu, e as faces contemplando
        Da pálida donzela,
Disse o primeiro: “Oh quanto, neste dia,
        Virgem cândida e bela,
Se pudesses viver eu te amaria!”
Deixando o véu cair e se afastando
        Dali, disse o segundo,
Em frase que o soluço entrecortava:
        “Por que deixaste o mundo?
Há tanto tempo, ó virgem, que eu te amava!”
Retirando-lhe o véu, disse o terceiro:
        “Não... Meu amor não finda...
Beijo-te os lábios frios, com saudade...
        Amei-te, amo-te ainda,
E hei de amar-te por toda a eternidade”.

Ludwig Uhland

Der Wirtin Töchterlein

Es zogen drei Burschen wohl über den Rhein,
Bei einer Frau Wirtin, da kehrten sie ein:

»Frau Wirtin, hat Sie gut Bier und Wein?
Wo hat Sie Ihr schönes Töchterlein?«

»Mein Bier und Wein ist frisch und klar,
Mein Töchterlein liegt auf der Totenbahr'.«

Und als sie traten zur Kammer hinein,
Da lag sie in einem schwarzen Schrein.

Der erste, der schlug den Schleier zurück
Und schaute sie an mit traurigem Blick:

»Ach, lebtest du noch, du schöne Maid!
Ich würde dich lieben von dieser Zeit!«

Der zweite deckte den Schleier zu
Und kehrte sich ab und weinte dazu:

»Ach! dass du liegst auf der Totenbahr'!
Ich hab dich geliebet so manches Jahr.«

Der dritte hub ihn wieder sogleich
Und küsste sie an den Mund so bleich:

»Dich liebt ich immer, dich lieb' ich noch heut'
Und werde dich lieben in Ewigkeit.«
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O Livro de Ouro da Poesia Alemã — Antologia de Poetas da Língua Alemã [diversos autores e tradutores], Apresentação e Seleção de Geir Campos, edição bilíngue, coleção Clássicos de Bolso nº 82128, 1985[?], Ediouro, Rio de Janeiro — RJ; Johann Ludwig Uhland (1787 1862), alemão de Tübingen, à época ducado de Württemberg, fez seus estudos iniciais na Schola Anatolica, escola latina de sua cidade natal, estudou jurisprudência e formou-se em Direito na universidade local, estudioso da literatura medieval, em especial da poesia alemã e francesa antigas, foi poeta, filólogo, professor, historiador literário, advogado e político; em viagem educacional a Paris, um mês após se formar, interessado nos escritos franceses e alemães antigos, concluiu seus estudos na Bibliotèque Nationale de France (Pariser Nationalbibliothek); data de 1812 seu poema Frühlingsglaube, “provavelmente o mais conhecido”; em 1829, foi nomeado professor da língua e literatura alemã na Universität Tübingen [Universidade de Tübingen]; como político, foi eleito membro do parlamento estadual de Württemberg e da Nationalversammlung, Assembléia Nacional, com sede em Frankfurt; suas obras: Vaterländische Gedichte (coleção de poemas, 1815, com várias outras edições nas quais se incluíam novos poemas), Ernst, Herzog von Schwaben — Trauerspiel in fünf Aufzügen (Ernesto, Duque da Suábia — peça fúnebre em 5 atos, 1817), Ludwig der Baier — Schauspiel in 5 Aufzügen (Ludwig, o Bávaro — peça em 5 atos, 1819), Der Mythus von Thôr nach nordischen Quellen — Studien zur nordischen Mythologie (O Mito de Thór de acordo com fontes nórdicas — Estudos em mitologia nórdica, 1836), Sagenforschungen (Pesquisa sobre lendas, 1836) ...; consta da biografia do poeta que suas baladas se tornaram amplamente populares e que várias delas se converteram em hinos nas composições de Johannes Brahms, Franz Liszt, Felix Mendelssohn Bartholdy, Franz Schubert, Richard Strauss e mais autores da música clássica e outros músicos.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Henri Meilhac: A Senhora me ordena que lhe faça um soneto, . . . [soneto]

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[traduzido por Francisco Otaviano]

A Senhora me ordena que lhe faça um soneto,
Poema pequenino e difícil por isso;
À ordem da soberana da beleza submisso,
Com este exórdio mesmo arranjei um quarteto.

Para edificiozinho, que é o poemeto
Também não conviria um pórtico maciço,
Ora bem, não é pouco, se o poeta noviço
Chega timidamente ao primeiro terceto.

Rematar sem amor os versos, que uma dama
Exigiu fora crime. Assim, é de razão
Que o poeta se anime e confesse que a ama.

E como chave d'ouro, com bem discreta mão,
A arte dos sonetos para o final reclama...
Dê-me, Senhora, a chave que lhe abre o coração...

Henri Meilhac
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Antologia de Poetas Franceses do séc. XV ao séc. XX — O Livro de Ouro da Poesia da França, por R. Magalhães Jr., sem data, Ediouro — Clássicos de bolso, Rio de Janeiro — RJ; Henri Meilhac (1830  1897), francês parisiense, fez seus estudos no Liceu Louis-le-Grand de Paris, foi dramaturgo, libretista de operetas e óperas e poeta; teve seu primeiro emprego como caixeiro em livraria, depois, usando o pseudônimo Thalin, foi desenhista do Le Journal pour rire, de Paris, e teve seus textos publicados em várias revistas da época; na dramaturgia, em colaboração com Ludovic Halévy, somou extensa produção  ópera-bufa, comédias, etc; algumas de suas obras: La Belle Helène, La Péricachole, La grande-duchesse de Géroustein, La Vie Parisiene, Froufrou ...; pertenceu à Academia Francesa.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Francisco Otaviano: Preguiça


               Oh Preguiça! Tu que és uma constante e patriótica advogada do sossego e da ordem pública; a mais entusiástica apologista do statu quo, e de todas as idéias conservadoras; a inimiga mais decidida de tudo quanto cheira a reformas e progresso, a mudanças e a movimento;
               Preguiça! Tu que és a amante desvelada do santo ócio, a extremosa namorada da sinecura, e a maga inspiradora de todos os inefáveis conchegos de um dolce for niente;
               Preguiça! Tu que és deusa que preside aos bocejos e aos cochilos, e que tens um templo no boudoir da moça casquilha, no gabinete do ministro de Estado, nos palácios dos ricos, e até na senzala do preto velho;
               Preguiça! Tu que tens sempre um hino e um sorriso para a noite dos sábados, e um voto de maldição e uma careta para a manhã das segundas-feiras;
               Preguiça! Tu que ensinaste ao Tamoio a tecer a sonolenta rede, e ao homem civilizado a fazer as deliciosas poltronas, as suaves cadeiras de balanço e as camas de colchões macios;
               Preguiça! Tu que fizeste inventar os carros, os cupês, os tílburis, e as gôndolas; tu que inspiras as gazetas aos deputados e aos estudantes; tu que demoras o expediente nas secretarias de Estado, tu que improvisas dores de cabeças para os ministros que não querem dar audiência nos dias marcados;
               Preguiça! Tu que és amiga fiel do provisório, a conselheira dos paliativos e dos panos quentes; tu que adoras tantas vezes a rolha, e tantas vezes morres de amores por um adiamento;
               Preguiça! Tu que com um dedo mágico pões durante quatro meses do ano em torturas diárias os ponteiros dos relógios das câmaras; tu que com a mais santa abnegação estás sempre disposta a trocar uma casaca nova por um robe-de-chambre velho;
               Preguiça! Tu que acompanhas sempre a lua-de-mel dos noivos, que arredondas o cachaço dos frades; que fazes os empregados públicos chegar à repartição um quarto de hora mais tarde; tu que és filósofa, porque desprezas a riqueza, que és estadista, porque nunca te precipitas; que és poética, porque é no teu seio que melhor se sonha acordado; que és higiênica, porque aborreces tanto os ardores do sol como o frio da noite e nunca nos aconselhas que nos exponhamos  ao  mau tempo;
               Oh Preguiça! Também eu reconheço o teu poder; às vezes cometo o teu pecado; e ainda hoje, agora mesmo, maldigo o meu dever, que não consente que eu me entregue todo inteiro aos cômodos suaves a que me convidas, mas eu te vingarei, minha boa preguiça, escrevendo uma Semana digna de ti, e indigna de quem a ler;
               Oh Preguiça! Se não fosses um pecado mortal, eu ainda havia de te escrever um soneto!
               E, entretanto, apesar de seres um pecado mortal, todos se acham com direito de te dedicar um dia, pelo menos, quando não dedicam semanas, meses, e anos ao teu culto; todos se julgam com direito de ter preguiça uma ou outra vez e uma vez ou outra de dar férias ao cumprimento de seus deveres; todos... todos... menos somente o redator da Semana!
               ...
(Transcrito por Afrânio Coutinho, Antologia
 Brasileira de Literatura , volume III,
 2 a. Edição, 1967, Editora Distribuidora
 de Livros Escolares, Rio de Janeiro  GB)
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Antologia de Antologias  prosadores brasileiros "revisitados", organização de Magaly Trindade Gonçalves, Zélia Thomaz de Aquino e Zina Bellodi Silva, apresentação de Plínio Doyle e prefácio de Fábio Lucas, Musa Editora 1996, São Paulo  SP; Francisco Otaviano de Almeida Rosa (1825  1889), nascido no Rio de Janeiro, escritor, tradutor e poeta, jornalista, político e diplomata, não teve preocupação em publicar livros; suas duas obras literárias, juntas, Cantos de Selma (1872) e Traduções e Poesias (1881), perfizeram a tiragem de 57 exemplares; apenas postumamente, em 1925, teve sua poesia reunida; sua obra foi registrada esparsamente em revistas e jornais de seu tempo.

domingo, 10 de junho de 2012

Francisco Otaviano: Morrer... Dormir...

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Morrer... Dormir... não mais! Termina a vida,
E com ela terminam nossas dores;
Um punhado de terra, algumas flores,
E, às vezes, uma lágrima fingida!

Sim! Minha morte não será sentida;
Não deixo amigos, e nem tive amores!
Ou, se os tive, mostraram-se traidores,
 Algozes vis de um'alma consumida.

Tudo é podre no mundo! Que me importa
Que ele amanhã se esb'roe e que desabe,
Se a natureza para mim é morta!

É tempo já que o meu exílio acabe...
Vem , pois, ó Morte! ao Nada me transporta!
Morrer... dormir... talvez sonhar... quem sabe?
(1925)
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Roteiro da Poesia Brasileira — Romantismo, Seleção e Prefácio de Antonio Carlos Secchin, Direção de Edla van Steen, Editora Global, 2007, São Paulo SP; Francisco Otaviano de Almeida Rosa (1825 1889), nascido no Rio de Janeiro, escritor, jornalista, advogado, político e diplomata, não teve preocupação em publicar livros: suas duas obras, juntas, Cantos de Selma (1872) e Traduções e Poesias (1881), perfizeram a tiragem de 57 exemplares; apenas postumamente, em 1925, teve sua poesia reunida.

domingo, 3 de junho de 2012

Francisco Otaviano: Ilusões da Vida


Quem passou pela vida em branca nuvem,
E em plácido repouso adormeceu;
Quem não sentiu o frio da desgraça,
Quem passou pela vida e não sofreu;
Foi espectro de homem, não foi homem,
Só passou pela vida, não viveu.
(1925)
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Roteiro da Poesia Brasileira  Romantismo, Seleção e Prefácio de Antonio Carlos Secchin, Direção de Edla van Steen, Editora Global, 2007, São Paulo  SP; Francisco Otaviano de Almeida Rosa (1825 1889), nascido no Rio de Janeiro, escritor, jornalista, advogado, político e diplomata, não teve preocupação em publicar livros: suas duas obras, juntas, Cantos de Selma (1872) e Traduções e Poesias (1881), perfizeram a tiragem de 57 exemplares; postumamente, em 1925, teve sua poesia reunida.