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Vem-me de ti, nas aragens,
A rescendência febril
Que há nos pomares selvagens,
À beira-mar, no Brasil!
Tua carne capitosa
Tem, na rijeza vivaz,
O aroma da manga-rosa,
A doçura do ananás!
O cheiro dos teus cabelos
Faz-me sorrir e sofrer...
Que eu por ti sinto desvelos
Que me acanho de dizer:
Invejas do teu vestido,
Do vento e da luz do sol...
Ciúme do teu marido,
Do linho do teu lençol!
Que doce, que bom seria
Incomparável prazer,
Amar-te adorar-te um dia,
Beijar-te, e depois morrer...
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232 Poetas Paulistas — Antologia, por
Pedro de Alcântara Worms, 1968, Editora Conquista, Rio de Janeiro — RJ; José Maria Martins Fontes (1884 — 1937), paulista de Santos,
estudou e doutorou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, foi médico sanitarista,
poeta, conferencista e jornalista; ainda estudante no Rio, colaborou com os jornais
Gazeta de Notícias e O País e com as revistas Careta e Kosmos; escreveu para os
jornais A Gazeta e Diário Popular, de São Paulo, Diário de Santos, Cidade de Santos
e também para outros periódicos e revistas; deixou-nos extensa produção literária
em verso e prosa e também outras de caráter científico; obras: Granada (poema, 1899),
O Lezado (1908), Chicouuu (versos, 1917), A Gripe em Iguape (1920), Arlequinada
(fantasia, 1922), Boêmia galante (versos, 1923), Rosicler (versos, 1923), Prometeu
(versos, 1924), Partida para Cítera (teatro, 1925), Volúpia (versos, 1925), Decameron
(contos, 1925), O céu verde (versos, 1926), O Colar Partido (prosa, 1927), A flauta
encantada (poesias, 1931), Sombra, Silêncio e Sonho (1933) e tantos outros títulos.




