Mostrando postagens com marcador May Shuravel. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador May Shuravel. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 9 de julho de 2019

Carlos Queiroz Telles: Vôo noturno

Resultado de imagem para carlos queiroz telles
____________________
Aí ela veio
chegando bem perto,
bem perto,
bem perto...
e me deu um abraço,
e me deu um beijo,
e me deu um amasso,
e me deu um riso maroto
e me disse no ouvido:
“garoto, garoto...”
e me jogou na cama,
e me jogou no céu,
e me fez planeta,
e me fez cometa,
e toda nua
me fez ser lua,
astro, sol, estrela,
cosmonauta tonto
na órbita louca
da sua boca infinita,
girando, girando,
girando no espaço,
até cair de explosão,
até cair de cansaço
do abismo negro
daquele abraço...

e acordar embrulhado
no lençol molhado
de sonhos e de sol.

Imagem representativa do artigo
____________________
Sementes de sol — Carlos Queiroz Telles, Capa e Ilustrações de May Shuravel, 1996, 6ª edição, Editora Moderna — São Paulo — SP; José Carlos Botelho de Queiroz Telles (1936 — 1993), paulista e paulistano, formado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP — Largo São Francisco), foi dramaturgo, escritor e poeta; trabalhou em jornalismo e publicidade, tendo sido também professor universitário; teve participação ativa na fundação do Teatro Oficina, em cuja inauguração, 1958, estreou a peça A Ponte, de sua autoria; como dramaturgo, foi autor de obras para o teatro e televisão (novela e seriados), adaptou textos de Shakespeare, Camões e Calderón de La Barca; recebeu dois prêmios Moliére (1972 e 1976); além deste Sementes de sol (poesias), escreveu Sonhos, grilos e paixões (poesias), Tirando de letra, Asas brancas, Quase Cachorro e Quase Menino, Mulher Manual do Proprietário, Homem Manual da ProprietáriaOs Amantes da chuva, O Pirilampo Telegrafista, O Rock das Estrelas, e tantos outros títulos da literatura infanto-juvenil.

sábado, 29 de junho de 2019

Carlos Queiroz Telles: Cruel dilema

Resultado de imagem para carlos queiroz telles
____________________
Ir ou não ir
à escola...

Fazer da terça,
domingo.
Fazer da tarde,
recreio.
Fazer da classe,
preguiça.
Fazer da aula,
passeio...

Ir ou não ir
à escola...

Trocar a carteira
pela rua.
Trocar a prova
pelo vento.
Trocar a mochila
pelo sol.
Trocar o futuro
pelo momento.

Ir ou não ir
à escola...

Aprender a fazer,
olhando.
Aprender a falar,
ouvindo.
Aprender a saber,
fazendo.
Aprender a viver,
vivendo.

Ir ou não ir
à escola...

Eis a maior,
a única,
a verdadeira questão!

Carlos Queiroz Telles
____________________
Sementes de sol — Carlos Queiroz Telles, Capa e Ilustrações de May Shuravel, 1996, 6ª edição, Editora Moderna — São Paulo — SP; José Carlos Botelho de Queiroz Telles (1936 1993), paulista e paulistano, formado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP Largo São Francisco), foi dramaturgo, escritor e poeta; trabalhou em jornalismo e publicidade, tendo sido também professor universitário; teve participação ativa na fundação do Teatro Oficina, em cuja inauguração, 1958, estreou a peça A Ponte, de sua autoria; como dramaturgo, foi autor de obras para o teatro e televisão (novela e seriados), adaptou textos de Shakespeare, Camões e Calderón de La Barca; recebeu dois prêmios Moliére (1972 e 1976); além deste Sementes de sol (poesias), escreveu Sonhos, grilos e paixões (poesias), Tirando de letra, Asas brancas, Quase Cachorro e Quase Menino, Mulher Manual do Proprietário, Homem Manual da ProprietáriaOs Amantes da chuva, O Pirilampo Telegrafista, O Rock das Estrelas, e tantos outros títulos da literatura infanto-juvenil.

sábado, 30 de março de 2019

Carlos Queiroz Telles: Vocabulário

Resultado de imagem para carlos queiroz telles
____________________
Eu sei
que parece bobagem,
mas é legal
inventar palavra
que só a gente
sabe o que quer dizer.

Ou então
inventar um novo jeito
de dizer coisas antigas,
código, senha, segredo,
mensagem cifrada
pra adulto nenhum
poder entender,

Palavras
podem ser chaves.
Palavras
podem ser armas.
Palavras
podem ser muros.

Palavras bobas
que a gente ama,
podem não ser nada
e significar tudo.

A palavra

splin,

por exemplo,
que eu acabo de inventar,
quer dizer
menina bela,
namorada,
coisa linda,
gostosa de ver
e amassar.

Alguém
pode duvidar?

Resultado de imagem para carlos queiroz telles
____________________
Sementes de sol — Carlos Queiroz Telles, Capa e Ilustrações de May Shuravel, 1996, 6ª edição, Editora Moderna — São Paulo — SP; José Carlos Botelho de Queiroz Telles (1936 1993), paulista e paulistano, formado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP — Largo São Francisco), foi dramaturgo, escritor e poeta; trabalhou em jornalismo e publicidade, tendo sido também professor universitário; teve participação ativa na fundação do Teatro Oficina, em cuja inauguração, 1958, estreou a peça A Ponte, de sua autoria; como dramaturgo, foi autor de obras para o teatro e televisão (novela e seriados), adaptou textos de Shakespeare, Camões e Calderón de La Barca; recebeu dois prêmios Moliére (1972 e 1976); além deste Sementes de sol (poesias), escreveu Sonhos, grilos e paixões (poesias), Tirando de letra, Asas brancas, Quase Cachorro e Quase MeninoMulher Manual do Proprietário, Homem Manual da ProprietáriaOs Amantes da chuvaO Pirilampo TelegrafistaO Rock das Estrelas, e tantos outros títulos da literatura infanto-juvenil.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Carlos Queiroz Telles: Manequim

Resultado de imagem para carlos queiroz telles
____________________
Uma é grande
Outra é pequena.
Uma aperta na cintura.
Outra amassa o bumbum.
Uma está larga.
Outra não fecha.

Vamos tentar de novo...

Com essa eu pareço um balaio.
Com essa eu me sinto um palito.
Com essa eu não posso comer.
Com essa não dá pra sentar.
Com essa... nem pensar,
vou ficar nua na rua!

É inútil insistir...

A culpa não é da marca,
nem da loja.
O erro é desse corpo
desproporcional,
fora do esquadro,
esquisito e torto,
fabricado sem número de série
nem controle de qualidade!

Ai que raiva... ai que ódio!

Carlos Queiroz Telles
____________________
Sementes de sol — Carlos Queiroz Telles, Capa e Ilustrações de May Shuravel, 1996, 6ª edição, Editora Moderna — São Paulo — SP; José  Carlos Botelho de Queiroz Telles (1936 — 1993), paulista e paulistano, formado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP  Largo São Francisco), foi dramaturgo, escritor e poeta; trabalhou em jornalismo e publicidade, tendo sido também professor universitário; teve participação ativa na fundação do Teatro Oficina, em cuja inauguração, 1958, estreou a peça A Ponte, de sua autoria; como dramaturgo, foi autor de obras para o teatro e televisão (novela e seriados), adaptou textos de Shakespeare, Camões e Calderón de La Barca; recebeu dois prêmios Moliére (1972 e 1976); além deste  Sementes de sol  (poesias), escreveu Sonhos, grilos e paixões (poesias), Tirando de letraAsas brancasQuase Cachorro e Quase MeninoMulher Manual do ProprietárioHomem Manual da ProprietáriaOs Amantes da chuvaO Pirilampo TelegrafistaO Rock das Estrelas, e tantos outros títulos da literatura infanto-juvenil.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Carlos Queiroz Telles: Aviso

Resultado de imagem para carlos queiroz telles
____________________
Chega uma hora na vida
em que tudo o que mais quero
é poder ficar sozinho.

Sozinho para pensar.
Sozinho para entender.
Sozinho para sonhar.
Sozinho para tentar
me encontrar ou me perder.

Índia não tem filho no mato?
Elefante não morre sozinho?

Por que será
que eu não posso
ficar quieto no meu canto?

Vou pendurar um cartaz
bem em cima da minha cama:

Silêncio! Jovem crescendo!


Carlos Queiroz Telles
____________________
Sementes de sol — Carlos Queiroz Telles, Capa e Ilustrações de May Shuravel, 1996, 6ª edição, Editora Moderna — São Paulo — SP; José  Carlos Botelho de Queiroz Telles (1936 — 1993), paulista e paulistano, formado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP  Largo São Francisco), foi dramaturgo, escritor e poeta; trabalhou em jornalismo e publicidade, tendo sido também professor universitário; teve participação ativa na fundação do Teatro Oficina, em cuja inauguração, 1958, estreou a peça A Ponte, de sua autoria; como dramaturgo, foi autor de obras para o teatro e televisão (novela e seriados), adaptou textos de Shakespeare, Camões e Calderón de La Barca; recebeu dois prêmios Moliére (1972 e 1976); além deste  Sementes de sol  (poesias), escreveu Sonhos, grilos e paixões (poesias), Tirando de letra,  Asas brancas, Quase Cachorro e Quase Menino, Mulher Manual do Proprietário, Homem Manual da Proprietária, Os Amantes da chuva, O Pirilampo Telegrafista, O Rock das Estrelas, e tantos outros títulos da literatura infanto-juvenil.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Carlos Queiroz Telles: Profissão, paixão

Resultado de imagem para carlos queiroz telles
____________________
Finalmente eu decidi!
Depois de muito pensar
e de tanta indecisão
descobri minha vocação.

Entre os caminhos da vida
já fiz a minha opção:
daqui pra frente serei
profissional da paixão!

Apaixonado por tudo
vou cultivar a emoção
de mergulhar neste mundo
com a cabeça e o coração.

No amor serei tremendo,
no esporte, um fanático.
Farei tudo o que sonhar...
Serei um cara fantástico.

Quero ter uma aventura
a cada dia da vida...
Quero provar o prazer
de só tentar o impossível.

Quero colher com desdém,
poder, glória, prestígio.
Construirei minha lenda
entre a fama e o perigo!

Mas se algo não der certo
nesta proposta espantosa...

Saberei ser mais modesto
e curtir uma vidinha
simples, feliz e gostosa.

Resultado de imagem para carlos queiroz telles
____________________
Sementes de sol  Carlos Queiroz Telles, Capa e Ilustrações de May Shuravel, 1996, 6ª edição, Editora Moderna  São Paulo  SP; José  Carlos Botelho de Queiroz Telles (1936 —  1993), paulista e paulistano, formado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP  Largo São Francisco), foi dramaturgo, escritor e poeta; trabalhou em jornalismo e publicidade, tendo sido também professor universitário; teve participação ativa na fundação do Teatro Oficina, em cuja inauguração, 1958, estreou a peça A Ponte, de sua autoria; como dramaturgo, foi autor de obras para o teatro e televisão (novela e seriados), adaptou textos de Shakespeare, Camões e Calderón de La Barca; recebeu dois prêmios Moliére (1972 e 1976); além deste  Sementes de sol  (poesias), escreveu  Sonhos, grilos e paixões (poesias), Tirando de letraAsas brancasQuase Cachorro e Quase MeninoMulher Manual do ProprietárioHomem Manual da ProprietáriaOs Amantes da chuvaO Pirilampo TelegrafistaO Rock das Estrelas, e tantos outros títulos da literatura infanto-juvenil.

sábado, 30 de setembro de 2017

Carlos Queiroz Telles: Comparação

Resultado de imagem para carlos queiroz telles
____________________
E agora?
Como é que eu vou saber
se eu sou normal?
Os amigos
da minha idade
são tão diferentes...

Alguns
já são peludos
e outros
quase pelados.

Tem gente
de rosto liso
e gente
de cara barbada.

E o tamanho...
do que interessa,
tem de tudo:
grande, médio e pequeno.

Ninguém sabe
o que é certo!

Como é duro
e complicado
ser assim indefinido,
um pedaço meio homem
e outro meio menino...

Resultado de imagem para carlos queiroz telles
____________________
Sementes de sol — Carlos Queiroz Telles, Capa e Ilustrações de May Shuravel, 1996, 6ª edição, Editora Moderna — São Paulo  SP, José Carlos Botelho de Queiroz Telles (1936  1993), paulista e paulistano, formado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP — Largo São Francisco), foi dramaturgo, escritor e poeta; trabalhou em jornalismo e publicidade, tendo sido também professor universitário; teve participação ativa na fundação do Teatro Oficina, em cuja inauguração, 1958, estreou a peça A Ponte, de sua autoria; como dramaturgo, foi autor de obras para o teatro e televisão (novela e seriados), adaptou textos de Shakespeare, Camões e Calderón de La Barca; recebeu dois prêmios Moliére (1972 e 1976); além deste Sementes de sol (poesias), escreveu Sonhos, grilos e paixões (poesias), Tirando de letraAsas brancasQuase Cachorro e Quase MeninoMulher Manual do ProprietárioHomem Manual da ProprietáriaO Pirilampo TelegrafistaOs Amantes da chuvaO Rock das Estrelas, e tantos outros títulos da literatura infanto-juvenil.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Carlos Queiroz Telles: Mensagens ortopédicas

Resultado de imagem para carlos queiroz telles
____________________
Creque!

O joelho dobrou esquisito
A dor subiu pela espinha
O grito empacou na garganta.

Droga!

Socorro gente... me acudam!
Acho que quebrei a perna...
Quebrou... confirmam as caras
Debruçadas sobre mim.

E agora?

Pega com jeito... Cuidado que dói!
Vai devagar... Toca pra enfermaria.
Não aperta! Não cutuca! Ai!!!
Se não estava quebrado, agora quebrou.

Porcaria de time!

Maldito futebol! Raio de campeonato!
Droga de bola dividida! Desgraçado beque central!
Ai... lá vou eu para o hospital...
Ainda bem que a turma está firme ao meu lado.

Gente legal!

Puxa, repuxa, encaixa, acerta, emenda,
enfaixa, aperta, engessa... pronto!
Manquitola e conformado, o atleta glorioso
Volta ao campo de batalha.

Curiosidade geral.

Engraçadinhos a postos empunham suas canetas
e iniciam a ofensiva de recadinhos no gesso.
São grafites de pura inveja
e oportunistas juras de amor:

Te amo mesmo assim.
PERNETA!
Agora você não vai fugir de mim!
Manquinho!
Até que enfim vou ser titular.
Tomara que fique três meses na cerca!
Amoreco!
Conte sempre com o meu ombro amigo.
Deixa que eu chuto.
Perna de pau!

Engraçado este mundo!

Foi preciso uma fratura
pra descobrir como é bom
ter amigos e atenção.
E tem mais!
Minha perna, de repente,
serve até para colar:
entre um recado e outro
cabe bem uma equação!

Santa bola dividida!
Querido beque central!

Resultado de imagem para carlos queiroz telles
____________________
Sementes de sol — Carlos Queiroz Telles, Capa e Ilustrações de May Shuravel, 1996, 6ª edição, Editora Moderna — São Paulo — SP; José Carlos Botelho de Queiroz Telles (1936 1993), paulista e paulistano, formado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP  Largo São Francisco), foi dramaturgo, escritor e poeta; trabalhou em jornalismo e publicidade, tendo sido também professor universitário; teve participação ativa na fundação do Teatro Oficina, em cuja inauguração, 1958, estreou a peça A Ponte, de sua autoria; como dramaturgo, foi autor de obras para o teatro e televisão (novela e seriados), adaptou textos de Shakespeare, Camões e Calderón de La Barca; recebeu dois prêmios Moliére (1972 e 1976); além deste Sementes de sol (poesias), escreveu Sonhos, grilos e paixões (poesias), Tirando de letra, Asas brancasQuase Cachorro e Quase MeninoMulher Manual do ProprietárioHomem Manual da ProprietáriaO Pirilampo TelegrafistaOs Amantes da chuvaO Rock das Estrelas, e tantos outros títulos da literatura infanto-juvenil.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Carlos Queiroz Telles: O jovem Frank

Resultado de imagem para carlos queiroz telles
____________________
Às vezes eu me pergunto
que diabo de papel
estou fazendo aqui.

Não pedi para nascer,
não escolhi o meu nome,
e tenho um corpo montado
com pedaços de avós,
fatias de pai
e amostras de mãe.

Nas reuniões de família
o esporte predileto
é dissecar Frankenstein:

"Os olhos são do Arruda..."
"Os pés lembram os Botelho..."
"Tem as mãos do velho Braga!"
"...e o nariz é dos Fonseca!".

Certamente o resultado
de um tal esquartejamento
não pode ser coisa boa,
pois tantos retalhos colados
não inteiram uma pessoa.

Sendo assim...eu não sou eu,
sou outra coisa qualquer:
um personagem perfeito
para filme de terror,
Um andróide, um mutante,
um bicho extraterrestre,
um berro de puro pavor!

Graças a Deus, meu espelho
não é daqueles que falam...
Diante dele, com cuidado,
posso até reconhecer
este rosto que é só meu
e sorrir aliviado.

cheio de cravos e espinhas,
pode não ser um modelo
de perfeição ou beleza,
mas com certeza é alguém
e esse alguém... sou eu, sou eu!

Resultado de imagem para carlos queiroz telles
____________________
Sementes de sol Carlos Queiroz Telles, Capa e Ilustrações de May Shuravel, 1996, 6ª edição, Editora Moderna São Paulo SP; José Carlos Botelho de Queiroz Telles (1936 1993), paulista e paulistano, formado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP Largo São Francisco), foi dramaturgo, escritor e poeta; trabalhou em jornalismo e publicidade, tendo sido também professor universitário; teve participação ativa na fundação do Teatro Oficina, em cuja inauguração, 1958, estreou a peça A Ponte, de sua autoria; como dramaturgo, foi autor de obras para o teatro e televisão (novela e seriados), adaptou textos de Shakespeare, Camões e Calderón de La Barca; recebeu dois prêmios Moliére (1972 e 1976); além deste Sementes de sol (poesias), escreveu Sonhos, grilos e paixões (poesias), Tirando de letra, Asas brancas, Quase Cachorro e Quase Menino, Mulher Manual do Proprietário, Homem Manual da Proprietária, O Pirilampo Telegrafista, Os Amantes da chuva, O Rock das Estrelas, e tantos outros títulos da literatura infanto-juvenil.