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Na infância, a brisa nos acaricia
A loura fronte e o Sonho prolifera
Canções doiradas ao nascer do dia!
A juventude é irmã da Primavera...
Depois torna-se a vida mais
sombria...
Vem a lágrima e nubla-se a razão...
E a adolescência, igual à cotovia,
Desmaia ao sol ardente de Verão...
Mas a árvore do amor toda se
enflora,
O coração palpita mais agora,
Quando o Outono dá lírios de
marfim!
Depois, depois, o sangue nos
resfria,
O corpo verga e o crânio alveja um
dia,
Pois a velhice é como o Inverno
enfim!
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Sonetos Brasileiros — Séculos
XVII ao XX, Coletânea organizada por Laudelino Freire, 1929, F. Briguiet
& Cia. Editores, Rio de Janeiro — RJ; Sabino Romariz (1873 — 1913),
alagoano de Penedo, formado em Humanidades pelo Colégio de Olinda — PE, foi
professor e poeta; ex-seminarista, ao abandonar os estudos eclesiásticos teve a
mesada cortada pelo avô; andejou por várias cidades e estados brasileiros e lecionou latim, francês e inglês; escreveu Magdalena (poema, 1899), Solidôneos
e Os Rubros (ambos, coleções de sonetos), além de publicações esparsas em
jornais da época: no Rio de Janeiro, consta ter convivido com Olavo Bilac,
Guimarães Passos e Carvalho Neto.