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Ele piscava para todas as meninas.
Eu só piscava pra ele.
Nem todas as meninas correspondiam,
mas algumas iam piscar na cama dele.
Até que eu resolvi acabar com a festa
e dei pra ele um anzol de pescar infernos.

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Revista Palavra — SESC Literatura em Revista — Ano 7 — Número 6, 2015, Departamento Nacional do SESC, Rio de Janeiro — RJ; Ana Elisa Ribeiro, nascida em 1975, mineira e vivente em Belo Horizonte desde sempre, formada em Letras e doutora em Linguística Aplicada (Linguagem e Tecnologia) pela UFMG, é professora, poeta, cronista, escritora, editora e revisora; publicou Poesinha (1997), Perversa (poesia, 2002), Fresta por onde olhar (poesia, 2008), Sua mãe (infantil, 2011), Chicletes, Lambidinha e outras crônicas (2011), Meus segredos com Capitu (crônicas, 2012), Anzol de pescar infernos (poesia, 2013) e outros títulos, além de participar de coletâneas e antologias no Brasil, em Portugal e no México; é cronista do digestivocultural.
Revista Palavra — SESC Literatura em Revista — Ano 7 — Número 6, 2015, Departamento Nacional do SESC, Rio de Janeiro — RJ; Ana Elisa Ribeiro, nascida em 1975, mineira e vivente em Belo Horizonte desde sempre, formada em Letras e doutora em Linguística Aplicada (Linguagem e Tecnologia) pela UFMG, é professora, poeta, cronista, escritora, editora e revisora; publicou Poesinha (1997), Perversa (poesia, 2002), Fresta por onde olhar (poesia, 2008), Sua mãe (infantil, 2011), Chicletes, Lambidinha e outras crônicas (2011), Meus segredos com Capitu (crônicas, 2012), Anzol de pescar infernos (poesia, 2013) e outros títulos, além de participar de coletâneas e antologias no Brasil, em Portugal e no México; é cronista do digestivocultural.


