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domingo, 27 de março de 2016

Ana Elisa Ribeiro: Paquerinha

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Ele piscava para todas as meninas.
Eu só piscava pra ele.
Nem todas as meninas correspondiam,
mas algumas iam piscar na cama dele.
Até que eu resolvi acabar com a festa
e dei pra ele um anzol de pescar infernos.

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Revista Palavra — SESC Literatura em Revista — Ano 7 — Número 6, 2015, Departamento Nacional do SESC, Rio de Janeiro — RJ; Ana Elisa Ribeiro, nascida em 1975, mineira e vivente em Belo Horizonte desde sempre, formada em Letras e doutora em Linguística Aplicada (Linguagem e Tecnologia) pela UFMG, é professora, poeta, cronista, escritora, editora e revisora; publicou Poesinha (1997), Perversa (poesia, 2002), Fresta por onde olhar (poesia, 2008), Sua mãe (infantil, 2011), Chicletes, Lambidinha e outras crônicas (2011), Meus segredos com Capitu (crônicas, 2012), Anzol de pescar infernos (poesia, 2013) e outros títulos, além de participar de coletâneas e antologias no Brasil, em Portugal e no México; é cronista do digestivocultural.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Ana Elisa Ribeiro: Antiguidade d'onde viemos

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Péricles disse
que a maior virtude
de uma mulher
era ficar calada.

Péricles se fodeu.

Péricles, hoje,
levaria uma surra
dada por mil mulheres
como eu.


Fresta por onde olhar (2008)

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Roteiro da Poesia Brasileira — Anos 90, Seleção e Prefácio de Paulo Ferraz, Direção de Edla van Steen, Editora Global, 2011, São Paulo SP; Ana Elisa Ribeiro, mineira nascida em 1975 e vivente em Belo Horizonte desde sempre, formou-se em Letras e é doutora em Linguística Aplicada (Linguagem e Tecnologia) pela UFMG; publicou Perversa (2002, Ciência do Acidente), Fresta por onde olhar (2008, Editorial Interditado)..., além de microcontos e poemas em revistas; é cronista do digestivocultural e pilota uma página na Internet: anadigital

sábado, 10 de março de 2012

Ana Elisa Ribeiro: O que é poesia? — Entrevista


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          Pergunta: O que é poesia para você?
          Ana Elisa: Eu não sei bem o que é, mas certamente é algo necessário em minha vida. A poesia é um aspecto das coisas que só alguns conseguem transformar em texto. Talvez isso. E esse texto precisa ter certas características. Umas delas são óbvias, formais; outras são mais sutis. João Cabral de Melo Neto dizia que o poeta sabe quando o poema está pronto porque o texto faz um clique, algo parecido com o clique dos estojos quando se fecham. O pulo do gato da poesia, para o poeta, é esse clique. Para o leitor, o texto precisa provocar um outro clique desses.

          P: O que um iniciante no fazer poético deve perseguir e de que maneira?
          AE: Ele deve perseguir a precisão. Não é engraçado? Geralmente, associamos a poesia à subjetividade, à abstração. Essas coisas têm um quê de vaguidão. Mentira. O poema precisa ser exato, justo. Não pode ter palavra demais.

          P: Cite-nos 3 poetas e 3 textos referenciais para seu trabalho poético. Por que estas escolhas? 
          AE: Não são exatamente escolhas. São cliques. A gente lê um poeta, um dia, e calha de ele fazer clique na gente. Foi assim com Paulo Leminski, que me deixou perplexa por uns dias. Conheci os poemas dele no colégio. João Cabral de Melo Neto me deixava perplexa de um outro jeito. E, por fim, a Adília Lopes, que tem uma ironia que me causa muito estranhamento.


O QUE E POESIA? - 1ªED.(2009) - Vários (ver informações no detalhe ...
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O que é poesia? (Organização: Edson Cruz), Confraria do Vento e Editora Calibán, 2009, Rio de Janeiro  RJ; No livro, Ana Elisa Ribeiro e outros 44 poetas brasileiros, portugueses e hispano-americanos em atuação respondem a três proposições acerca do "fazer poético"; Ana Elisa, mineira de Belo Horizonte, nascida em 1975, formou-se em Letras e é doutora em Linguística Aplicada (Linguagem e Tecnologia) pela UFMG; publicou Poesinha, Perversa (Ciência do Acidente, 2002), Fresta por onde olhar (Editorial Interditado, 2008)..., além de minicontos e poemas em revistas e jornais, no Brasil e em Portugal; é cronista do www.digestivocultural.com/

sexta-feira, 2 de março de 2012

Ana Elisa Ribeiro: Salvando o relacionamento


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eu sei, meu bem,
que seu sonho era comer
uma sueca alta loura boa

finge, meu amor,
fecha o olho e finge

o meu cabelo
a gente tinge.
Fresta por onde olhar (2008)

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Roteiro da Poesia Brasileira  Anos 90, Seleção e Prefácio de Paulo Ferraz, Direção de Edla van Steen, Editora Global, 2011, São Paulo  SP; Ana Elisa Ribeiro, mineira nascida em 1975 e vivente em Belo Horizonte desde sempre, formou-se em Letras e é doutora em Linguística Aplicada (Linguagem e Tecnologia) pela UFMG; publicou Perversa (Ciência do Acidente, 2002), Fresta por onde olhar (Editorial Interditado, 2008)..., além de microcontos e poemas em revistas; é cronista do digestivocultural