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... E o sábio disse: "Meus
senhores, esta
Mulher que vemos sobre a laje
fria,
Foi como a noite vinda após um dia
De cerração, num ermo de floresta.
Seus olhos verdes como a verde
giesta,
Tinham brilhos de fúnebre
ardentia,
Fosforescentes como a pedraria
De um colar de Princesa em régia
festa.
Não teve coração!" — E,
nisto, o sábio
Rasgou-lhe o seio e... recuou...
Seu lábio
Contraiu-se num gesto estranho e
lento...
No peito havia um coração partido
Morto de amor, de lágrimas ungido,
E lacerado pelo sofrimento!
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Os Mais Belos Sonetos
Brasileiros — Seleção e Notas de Edgard Rezende, da Academia Fluminense de
Letras — Prefácio de Oliveira e Silva, 2ª edição, 1947, Casa Editora
Vecchi Ltda., Rio de Janeiro — RJ; Henrique Castriciano de
Sousa (1874 — 1947), potiguar de Macaíba, bacharel em
Direito, foi poeta, teatrólogo, jornalista e político exercente de cargos
públicos; na vida literária, fez uso de diversos pseudônimos (Alex César,
Erasmus van der Does, Frederico de Menezes, J. Cláudio, José Braz, José
Capitulino, Mário do Vale, Rosa Romariz, Y. H. C., Zumba de Timbó); escreveu e
publicou Iriações (1892), Ruínas (1899), Mãe (com
prefácio de Olavo Bilac, 1899), Vibrações (1893), Enjeitado (1900), A
Promessa (peça infantil, 1907), Os Mortos (romance,
1920), O Tísico (romance, 1931); foi fundador da Escola
Doméstica de Natal, a primeira escola especializada na Educação da Mulher, no
Brasil.
