Rodrigo Viana é jornalista; Aldir Blanc, nascido em 1946, carioca, é compositor, letrista, poeta... (mais sobre sua biobibliografia, acesse dicionariompb.com.br/aldir-blanc).
Bertolt Brecht — Poemas e Canções, Tradução de Geir Campos, 1966, Editora Civilização Brasileira, Rio de Janeiro — RJ; Eugen Bertholt Friedrich Brecht (1898 — 1956), alemão de Augsburg — Baviera, foi dramaturgo, encenador e poeta; em 1917 iniciou o curso de Medicina, em Munique, mas, tendo sido convocado pelo exército, na Primeira Guerra, trabalhou como enfermeiro em hospital militar; em 1933, com a ascensão de Hitler, deixa a Alemanha, exilando-se primeiro na Dinamarca, depois nos Estados Unidos e na Suiça; em 1948, de volta à Alemanha, funda a companhia teatral Berliner Ensemble; Brecht, atuante na poesia e na arte dramática, deixou-nos extensa produção artística, Baal (texto de 1918/produção em 1926), Trommein in der Nacht (Tambores na Noite, 1918/1920), Mann is Mann (Um Homem é um Homem, 1924-26/1926), Die Dreigroschenoper (A Ópera dos Três Vinténs, 1928/1928), Die Kleinbürgerhochzeit (O Casamento do Pequeno Burguês, 1919/1926), Die Ausnahme und die Regel (A Exceção e a Regra, 1930/1938) e tantos outros textos escritos e produzidos para o teatro; sua poesia não se dissocia da arte dramática, havendo em seus poemas o mesmo sentido épico e didático de suas peças teatrais.
Num mundo tão pequeno onde os caminhos se encruzilha
Onde Cupido faz macumba e armadilha
O arco-íris nasce no momento que o sol brilha
Só se tem chuva a gente vê a maravilha
Os dois deixaram se atracar pela virilha
E assim nasceu uma criança na família
O povo perguntava: o que você é?
Eu sou José Maria, eu sou Maria José
Ehh… eu sou Zezé Zé Maria, Jojô
Maria, Mazé, Mama Zezé Majô, Zé Maria
Mama Zezé, Mama Jojô Papa Zezé, Papa Jojô
Mama Zezé, Mama Jojô Papa Zezé, Papa Jojô
*Para conhecer a história do grupo musical Moleque de Rua, clique no título lá em cima.
____________________ Duda Moleque, ou
José Carlos Gomes Ferreira, nascido em 1959, paulista e paulistano, formado em
Direito pela Universidade de São Paulo (USP — Largo São Francisco), é músico autodidata, cantor, compositor e arranjador; em 1983, na Vila Sta. Catarina, em Sampa, criou
o grupo musical Moleque de Rua, formado por três gerações de jovens e crianças
desfavorecidas da periferia paulistana, “perambulou pelo Brasil, atravessou o
Atlântico e ancorou na Europa”, apresentando-se em inúmeros palcos do velho
continente — França, Alemanha, Espanha, Reino Unido, Itália, Áustria e outros
países; produção artística: Moleque de Rua (1º álbum em 1992, mais 5 álbuns e 3 filmes curta-metragem até 2011); Bicho da Selva Paulista (álbum, 2012), Projeto “Urban Ballets”
(integrante, com realizações em 4 países — África do Sul, França, Portugal e
Irlanda do Norte); participações em workshops, performances e festivais (2014—2016); atualmente vive entre São Paulo —Brasil e Norwich —Inglaterra; foi funcionário do Banco do Brasil na década de oitenta do século e milênio passados.
Viajei sem arredar os pés, e os olhos, de frente da telinha, ops... de dentro da locomotiva..., isto é, com a perspectiva e o campo de visão do maquinista; de Santo André (Campo Grande / Paranapiacaba) até a estação Palmeiras-Barra Funda, em Sampa. São pontes, tantos viadutos, tantas passarelas, pessoas a pé, pessoas atravessando a linha, pessoas de mãos dadas, trens vindo no sentido contrário, lugarejos, vilas e cidades, pessoas nas estações, morros, barrancos, estradas e ruas laterais, sinos, apitos e mais apitos, passagens de nível, postes, pedras e dormentes, barracões, paredões de concreto, metrô, trens parados em desvios, armazéns, depósitos, prédios... Enfim, muita paisagem suburbana, urbana... e ferroviária.
Para os mais preguiçosos, alguns momentos da aventura:
aos 25seg da viagem, trem vindo no sentido contrário;
aos 10min56seg, alça que segue para Manuel Feio ou Suzano;
aos 12min12seg, chegada na estação Rio Grande da Serra;
aos 21min29seg, chegada na estação Ribeirão Pires;
aos 24min03seg, trem vindo no sentido contrário;
aos 28min23seg, chegada na estação Guapituba;
aos 31min57seg, chegada na estação Mauá;
aos 36min32seg, chegada na estação Capuava;
aos 40min42seg, paisagem ao fundo, prédios do centro de Santo André;
aos 41min57seg, chegada na estação Celso Daniel-Santo André;
aos 45min56seg, chegada na estação Prefeito Saladino;
aos 48min07seg, chegada na estação Utinga;
aos 52min14seg, chegada na estação São Caetano;
aos 55min20seg, chegada na estação Tamanduateí;
aos 57min30seg, chegada na estação Ipiranga;
aos 58min18seg, páteo de trens, serviços e manobras de Ipiranga;
a 1h02min06seg, trem vindo no sentido contrário;
a 1h02min33seg, chegada na estação Moóca;
a 1h05min25seg, cruzando com trem maria-fumaça turístico do Museu dos Imigrantes, no Brás;
a 1h06min03seg, cruzando com a linha vermelha do Metrô (Corinthians-Itaquera a Palmeiras-Barra Funda), metrô passando, e já chegando na estação Brás;
a 1h09min20seg, trem vindo no sentido contrário;
a 1h11min50seg, chegada na estação da Luz;
a 1h13min45seg, prédios da estação Júlio Prestes (ex-EFS), vistos à esquerda;
a 1h24min20seg, chegada na estação Palmeiras-Barra Funda;
Boa viagem.
PS: Vendo este vídeo, lembrei-me de meu pai, Paulino Ferreira, oriundo da roça e ferroviário quase pela vida toda, que teve seu único emprego registrado em carteira na Estrada de Ferro Sorocabana (Fepasa), até se aposentar.
Reunião — 10 Livros de
Poesia — Drummond, Introdução de Antônio Houaiss, Quinta edição,
Livraria José Olympio Editora, 1973, Rio de Janeiro — RJ; Carlos Drummond
de Andrade (1902 — 1987), mineiro de Itabira, poeta, contista e cronista,
viveu intensamente o seu tempo e nos ofereceu como legado incontáveis obras em
verso e prosa, publicadas em livros, jornais e revistas, pelo país afora e no resto do mundo; sua obra: Alguma Poesia (1930); Brejo
das Almas (1934); Sentimento do Mundo (1940); José (1942); Confissões
de Minas, crônicas e artigos (1944); A Rosa do
Povo (1945); Novos Poemas; Claro Enigma (1951); Contos de
Aprendiz (1951); Viola de Bolso (1952); Passeios na Ilha, crônicas e
artigos (1952); Fazendeiro do Ar (1954); Fala, Amendoeira,
crônicas (1957); A Bolsa & A Vida, crônicas (1962); A
Vida Passada a Limpo; Lição de Coisas (1962), Cadeira de Balanço, crônicas (1966), Versiprosa (1967), Boitempo (1968), A Falta que Ama (1968); Caminhos de João Brandão, crônicas (1970); O
Poder Ultrajovem, crônicas (1972); As Impurezas do
Branco (1973); Menino Antigo — Boitempo
II (1973); De Noticias & Não Notícias faz-se a
Crônica (1974); Discurso de Primavera, e algumas
sombras (1977); Contos Plausíveis (1981); Boca de Luar,
crônicas (1984); Amar Se Aprende
Amando (1985); O Avesso das Coisas, aforismos (1988); Farewell (1996) e
tantos outros títulos...
Imperdível esta entrevista para os que temos o lado esquerdo ativado e que pensamos serem positivas e necessárias as inflexões políticas levadas a efeito pelos últimos governantes eleitos na América Latina, particularmente os do Equador, Peru, Bolívia, Paraguai, Uruguai, Argentina, Venezuela, Brasil... Vale a pena conferir mesmo! ____________________
Reproduzo entrevista proporcionada por Lula aos representantes dos blogueiros progressistas neste dia 24 de novembro. Nunca antes na história deste país um presidente da república ousou ter tamanha desfaçatez e receber no Palácio do Planalto comunicadores de fora do círculo da velha e tradicional mídia (tevês, rádios, jornais e revistas) quase que oligopolizada por meia-dúzia de famílias e com disposição para estender seus tentáculos na internet através de portais e blogues.
Obs: 1) o áudio inicia-se aos 2 minutos de apresentação do vídeo; 2) clique no título acima e acompanhe a repercussão da entrevista no google.
Neste 2° turno da campanha eleitoral presidencial, o ponto alto (ou seria bem baixo e ridículo?!) foi a exploração feita pela grande mídia com relação ao episódio no qual o candidato da oposição fora "agredido" com uma bolinha de papel arremessada contra o seu cucuruto. Não deu outra, deu samba! Eis o registro:
Chico Buarque apóia Dilma Rousseff, a candidata presidencial do Governo PT/Lula e aliados. Este governo, diz o compositor e poeta, "fala de igual pra igual com todos, não fala fino com Washington nem fala grosso com Paraguai e Bolívia."
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Genésio dos Santos é aprendiz de blogueiro e tem um lado; entorta, mas não verga pra direita.
Cantares ao meu povo, 1981; Francisco Solano Trindade (1908 — 1974), negro, ativista, poeta, pintor, folclorista, viveu no Recife, no Rio de Janeiro, no Embu das Artes ...; quem empresta a voz para o poema é Raquel Trindade, filha do poeta.
(Clique no título acima, para assistir, em voz e vídeo, a performance do Tom Zé na declamação deste poema)
Casas entre bananeiras
mulheres entre laranjeiras
pomar amor cantar.
Um homem vai devagar.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.
Devagar... as janelas olham.
Eta vida besta, meu Deus.
____________________ Drummond, em Alguma Poesia:Carlos Drummond de Andrade - Poesia e Prosa, Volume Único, Editora Nova Aguilar, 1979, Rio de Janeiro - RJ.