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terça-feira, 21 de abril de 2020

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Bertolt Brecht: E que ganhou a mulher do soldado?

Resultado de imagem para Bertolt Brecht Poemas e Canções Civilização Brasileira
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[traduzido por Geir Campos]

E que ganhou a mulher do soldado,
dessa vetusta capital que é Praga?
De Praga ela ganhou sapatos altos:
um cumprimento com os sapatos altos
que recebeu da cidade de Praga.

E que ganhou a mulher do soldado
de Varsóvia, banhada pelo Vístula?
De Varsóvia veio a blusa de linho:
exótica e colorida, uma blusa polaca
foi que lhe veio das margens do Vístula.

E que ganhou a mulher do soldado
de Oslo, no Mar do Norte?
De Oslo ganhou ela uma echarpe de peles;
tomara que lhe agrade essa echarpe de peles
vinda de Oslo, no Mar do Norte.

E que ganhou a mulher do soldado
da opulenta Roterdão?
De Roterdão ganhou ela o chapéu;
tão bem lhe fica o chapéu holandês
que veio de Roterdão!

E que ganhou a mulher do soldado
de Bruxelas, metrópole dos belgas?
De Bruxelas chegaram rendas raras:
ah, poder tê-las, rendas assim raras!
Ela ganhou-as da terra dos belgas.

E que ganhou a mulher do soldado
de Paris, a grande Cidade-Luz?
Recebeu de Paris o vestido de seda;
como as vizinhas invejam esse vestido de seda
que ela ganhou de Paris!

E que ganhou a mulher do soldado
de Trípoli, na Líbia?
De Trípoli ganhou ela um cordão:
breve amuleto num cordão de cobre,
que ela ganhou de Trípoli, na Líbia.

E que ganhou a mulher do soldado
do vasto país dos russos?
Da Rússia ganhou ela o manto de viúva:
para o velório, o manto de viúva
que ela recebeu dos russos.



Und was bekam des Soldaten Weib?

Und was bekam des Soldaten Weib
Aus der alten Hauptstadt Prag?
Aus Prag bekam sie die Stöckelschuh.
Einen Gruss und dazu die Stöckelschuh
Das bekam sie aus der Stadt Prag.

Und was bekam des Soldaten Weib
Aus Warschau am Weichselstrand?
Aus Warschau bekam sie das leinene Hemd
So bunt und so fremd, ein polnisches Hemd!
Das bekam sie vom Weichselstrand.

Und was bekam des Soldaten Weib
Aus Oslo über dem Sund?
Aus Oslo bekam sie das Kräglein aus Pelz.
Hoffentlich gefällt‘s, das Kräglein aus Pelz!
Das bekam sie aus Oslo am Sund.

Und was bekam des Soldaten Weib
Aus dem reichen Rotterdam?
Aus Rotterdam bekam sie den Hut.
Und er steht ihr gut, der holländische Hut.
Den bekam sie aus Rotterdam.

Und was bekam des Soldaten Weib
Aus Brüssel im belgischen Land?
Aus Brüssel bekam sie die seltenen Spitzen.
Ach, das zu besitzen, so seltene Spitzen!
Sie bekam sie aus belgischem Land.

Und was bekam des Soldaten Weib 
Aus der Lichterstadt Paris?
Aus Paris bekam sie das seidene Kleid.
Zu der Nachbarin Neid das seidene Kleid
Das bekam sie aus Paris.

Und was bekam des Soldaten Weib
Aus dem libyschen Tripolis?
Aus Tripolis bekam sie das Kettchen.
Das Amulettchen am kupfernen Kettchen
Das bekam sie aus Tripolis.

Und was bekam des Soldaten Weib 
Aus dem weiten Russenland?
Aus Russland bekam sie den Witwenschleier.
Zu der Totenfeier den Witwenschleier
Das bekam sie aus Russenland.

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Bertolt Brecht
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Bertolt Brecht — Poemas e Canções, Tradução de Geir Campos, 1966, Editora Civilização Brasileira, Rio de Janeiro — RJ; Eugen Bertholt Friedrich Brecht (1898  1956), alemão de Augsburg  Baviera, foi dramaturgo, encenador e poeta; em 1917 iniciou o curso de Medicina, em Munique, mas, tendo sido convocado pelo exército, na Primeira Guerra, trabalhou como enfermeiro em hospital militar; em 1933, com a ascensão de Hitler, deixa a Alemanha, exilando-se primeiro na Dinamarca, depois nos Estados Unidos e na Suiça; em 1948, de volta à Alemanha, funda a companhia teatral Berliner Ensemble; Brecht, atuante na poesia e na arte dramática, deixou-nos extensa produção artística, Baal (texto de 1918/produção em 1926), Trommein in der Nacht (Tambores na Noite, 1918/1920), Mann is Mann (Um Homem é um Homem, 1924-26/1926), Die Dreigroschenoper (A Ópera dos Três Vinténs, 1928/1928), Die Kleinbürgerhochzeit (O Casamento do Pequeno Burguês, 1919/1926), Die Ausnahme und die Regel (A Exceção e a Regra, 1930/1938) e tantos outros textos escritos e produzidos para o teatro; sua poesia não se dissocia da arte dramática, havendo em seus poemas o mesmo sentido épico e didático de suas peças teatrais.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Duda Moleque *: José Maria José

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Zé Maria não falava blablablá de bambambã
Não curtia jogar bola, só carrim de rolimã
Pra ir no carnaval, foi no armário da irmã
Vestiu a saia dela, a calcinha e o sutiã
Foi pro balacobaco, cheio de balangandã
Não deu bola pra quem disse que era coisa do Satã
A boca perfumada com chiclete de hortelã
E rebolando mais que a bailarina do Tchan

O povo perguntava: o que você é?
Eu sou José Maria, eu sou Maria José

Maria José gostava mais de pipa que peteca
Não brincava de roda, muito menos com boneca
Se um moleque safado pedisse a perereca
Cuspia que nem sapo, bem na cara do sapeca
Quando ficou mocinha, cortou o cabelo careca
Foi na capoeira e ganhou força na munheca
Vestiu um paletó, camisa, calça e cueca
E fez sucesso c’as mina da discoteca.

O povo perguntava: o que você é?
Eu sou José Maria, eu sou Maria José

Maria de sapatão e José de sapatilha
Foram caminhando cada um na sua trilha
Num mundo tão pequeno onde os caminhos se encruzilha
Onde Cupido faz macumba e armadilha
O arco-íris nasce no momento que o sol brilha
Só se tem chuva a gente vê a maravilha
Os dois deixaram se atracar pela virilha
E assim nasceu uma criança na família

O povo perguntava: o que você é?
Eu sou José Maria, eu sou Maria José

Ehh… eu sou Zezé Zé Maria, Jojô
Maria, Mazé, Mama Zezé Majô, Zé Maria
Mama Zezé, Mama Jojô Papa Zezé, Papa Jojô
Mama Zezé, Mama Jojô Papa Zezé, Papa Jojô


* Para conhecer a história do grupo musical Moleque de Rua, clique no título lá em cima. 
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Duda Moleque, ou José Carlos Gomes Ferreira, nascido em 1959, paulista e paulistano, formado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP  Largo São Francisco), é músico autodidata, cantor, compositor e arranjador; em 1983, na Vila Sta. Catarina, em Sampa, criou o grupo musical Moleque de Rua, formado por três gerações de jovens e crianças desfavorecidas da periferia paulistana, “perambulou pelo Brasil, atravessou o Atlântico e ancorou na Europa”, apresentando-se em inúmeros palcos do velho continente  França, Alemanha, Espanha, Reino Unido, Itália, Áustria e outros países; produção artística: Moleque de Rua (1º álbum em 1992, mais 5 álbuns e 3 filmes curta-metragem até 2011); Bicho da Selva Paulista (álbum, 2012), Projeto “Urban Ballets” (integrante, com realizações em 4 países  África do Sul, França, Portugal e Irlanda do Norte); participações em workshops, performances e festivais (20142016); atualmente vive entre São Paulo  Brasil e Norwich  Inglaterra; foi funcionário do Banco do Brasil na década de oitenta do século e milênio passados.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

viajando de trem, sem sair do sofá: na linha da CPTM, de Campo Grande/Paranapiacaba a Barra Funda.


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Viajei sem arredar os pés, e os olhos, de frente da telinha, ops... de dentro da locomotiva..., isto é, com a perspectiva e o campo de visão do maquinista; de Santo André (Campo Grande / Paranapiacaba) até a estação Palmeiras-Barra Funda, em Sampa.

São pontes, tantos viadutos, tantas passarelas, pessoas a pé, pessoas atravessando a linha, pessoas de mãos dadas, trens vindo no sentido contrário, lugarejos, vilas e cidades, pessoas nas estações, morros, barrancos, estradas e ruas laterais, sinos, apitos e mais apitos, passagens de nível, postes, pedras e dormentes, barracões, paredões de concreto, metrô, trens parados em desvios, armazéns, depósitos, prédios... Enfim, muita paisagem suburbana, urbana... e ferroviária. 

Para os mais preguiçosos, alguns momentos da aventura:

  • aos 25seg da viagem, trem vindo no sentido contrário;
  • aos 10min56seg, alça que segue para Manuel Feio ou Suzano;
  • aos 12min12seg, chegada na estação Rio Grande da Serra;
  • aos 21min29seg, chegada na estação Ribeirão Pires;
  • aos 24min03seg, trem vindo no sentido contrário;
  • aos 28min23seg, chegada na estação Guapituba;
  • aos 31min57seg, chegada na estação Mauá;
  • aos 36min32seg, chegada na estação Capuava;
  • aos 40min42seg, paisagem ao fundo, prédios do centro de Santo André;
  • aos 41min57seg, chegada na estação Celso Daniel-Santo André;
  • aos 45min56seg, chegada na estação Prefeito Saladino;
  • aos 48min07seg, chegada na estação Utinga;
  • aos 52min14seg, chegada na estação São Caetano;
  • aos 55min20seg, chegada na estação Tamanduateí;
  • aos 57min30seg, chegada na estação Ipiranga;
  • aos 58min18seg, páteo de trens, serviços e manobras de Ipiranga;
  • a 1h02min06seg, trem vindo no sentido contrário;
  • a 1h02min33seg, chegada na estação Moóca;
  • a 1h05min25seg, cruzando com trem maria-fumaça turístico do Museu dos Imigrantes, no Brás;
  • a 1h06min03seg, cruzando com a linha vermelha do Metrô (Corinthians-Itaquera a Palmeiras-Barra Funda), metrô passando, e já chegando na estação Brás;
  • a 1h09min20seg, trem vindo no sentido contrário;
  • a 1h11min50seg, chegada na estação da Luz;
  • a 1h13min45seg, prédios da estação Júlio Prestes (ex-EFS), vistos à esquerda;
  • a 1h24min20seg, chegada na estação Palmeiras-Barra Funda;
Boa viagem.

PS: Vendo este vídeo, lembrei-me de meu pai, Paulino Ferreira, oriundo da roça e ferroviário quase pela vida toda, que teve seu único emprego registrado em carteira na Estrada de Ferro Sorocabana (Fepasa), até se aposentar.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Carlos Drummond de Andrade: Morte do Leiteiro [na voz de Paulo Autran]

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[A Cyro Novaes]

Há pouco leite no país,
é preciso entregá-lo cedo.
Há muita sede no país,
é preciso entregá-lo cedo.
Há no país uma legenda,
que ladrão se mata com tiro.

Então o moço que é leiteiro
de madrugada com sua lata
sai correndo e distribuindo
leite bom para gente ruim.
Sua lata, suas garrafas
e seus sapatos de borracha
vão dizendo aos homens no sono
que alguém acordou cedinho
e veio do último subúrbio
trazer o leite mais frio
e mais alvo da melhor vaca
para todos criarem força
na luta brava da cidade.

Na mão a garrafa branca
não tem tempo de dizer
as coisas que lhe atribuo
nem o moço leiteiro ignaro,
morador na Rua Namur,
empregado no entreposto,
com 21 anos de idade,
sabe lá o que seja impulso
de humana compreensão.
E já que tem pressa, o corpo
vai deixando à beira das casas
uma apenas mercadoria.

E como a porta dos fundos
também escondesse gente
que aspira ao pouco de leite
disponível em nosso tempo,
avancemos por esse beco,
peguemos o corredor,
depositemos o litro...
Sem fazer barulho, é claro,
que barulho nada resolve.

Meu leiteiro tão sutil
de passo maneiro e leve,
antes desliza que marcha.
É certo que algum rumor
sempre se faz: passo errado,
vaso de flor no caminho,
cão latindo por princípio,
ou um gato quizilento.
E há sempre um senhor que acorda,
resmunga e torna a dormir.

Mas este acordou em pânico
(ladrões infestam o bairro),
não quis saber de mais nada.
O revólver da gaveta
saltou para sua mão.
Ladrão? se pega com tiro.
Os tiros na madrugada
liquidaram meu leiteiro.
Se era noivo, se era virgem,
se era alegre, se era bom,
não sei,
é tarde para saber.

Mas o homem perdeu o sono
de todo, e foge pra rua.
Meu Deus, matei um inocente.
Bala que mata gatuno
também serve pra furtar
a vida de nosso irmão.
Quem quiser que chame médico,
polícia não bota a mão
neste filho de meu pai.
Está salva a propriedade.
A noite geral prossegue,
a manhã custa a chegar,
mas o leiteiro
estatelado, ao relento,
perdeu a pressa que tinha.

Da garrafa estilhaçada,
no ladrilho já sereno
escorre uma coisa espessa
que é leite, sangue... não sei.
Por entre objetos confusos,
mal redimidos da noite,
duas cores se procuram,
suavemente se tocam,
amorosamente se enlaçam,
formando um terceiro tom
a que chamamos aurora.

[A Rosa do Povo  1945]

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Reunião — 10 Livros de Poesia — Drummond, Introdução de Antônio Houaiss, Quinta edição, Livraria José Olympio Editora, 1973, Rio de Janeiro — RJ; Carlos Drummond de Andrade (1902 1987), mineiro de Itabira, poeta, contista e cronista, viveu intensamente o seu tempo e nos ofereceu como legado incontáveis obras em verso e prosa, publicadas em livros, jornais e revistas, pelo país afora e no resto do mundo; sua obra: Alguma Poesia (1930); Brejo das Almas (1934); Sentimento do Mundo (1940); José (1942); Confissões de Minas, crônicas e artigos (1944); A Rosa do Povo (1945); Novos Poemas; Claro Enigma (1951); Contos de Aprendiz (1951); Viola de Bolso (1952); Passeios na Ilha, crônicas e artigos (1952); Fazendeiro do Ar (1954); Fala, Amendoeira, crônicas (1957); A Bolsa & A Vida, crônicas (1962); A Vida Passada a Limpo; Lição de Coisas (1962), Cadeira de Balanço, crônicas (1966), Versiprosa (1967), Boitempo (1968), A Falta que Ama (1968);  Caminhos de João Brandão, crônicas (1970); O Poder Ultrajovem, crônicas (1972); As Impurezas do Branco (1973); Menino Antigo — Boitempo II (1973); De Noticias & Não Notícias faz-se a Crônica (1974); Discurso de Primavera, e algumas sombras (1977); Contos Plausíveis (1981); Boca de Luar, crônicas (1984); Amar Se Aprende Amando (1985); O Avesso das Coisas, aforismos (1988); Farewell (1996) e tantos outros títulos...

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Julian Assange (Wikileaks) entrevista Rafael Correa, Presidente do Equador - parte 2

Segue a 2ª parte da entrevista imperdível...
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Julian Assange (Wikileaks) entrevista Rafael Correa, Presidente do Equador - parte 1

Imperdível esta entrevista para os que temos o lado esquerdo ativado e que pensamos serem positivas e necessárias as inflexões políticas levadas a efeito pelos últimos governantes eleitos na América Latina, particularmente os do Equador, Peru, Bolívia, Paraguai, Uruguai, Argentina, Venezuela, Brasil... Vale a pena conferir mesmo!
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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Encontro com blogueiros no Palácio do Planalto

Reproduzo entrevista proporcionada por Lula aos representantes dos blogueiros progressistas neste dia 24 de novembro. Nunca antes na história deste país um presidente da república ousou ter tamanha desfaçatez e receber no Palácio do Planalto comunicadores de fora do círculo da velha e tradicional mídia (tevês, rádios, jornais e revistas) quase que oligopolizada por meia-dúzia de famílias e com disposição para estender seus tentáculos na internet através de portais e blogues.

Obs: 1) o áudio inicia-se aos 2 minutos de apresentação do vídeo; 2) clique no título acima e acompanhe a repercussão da entrevista no google.

domingo, 31 de outubro de 2010

Tantinho da Mangueira: Bolinha de papel

Neste 2° turno da campanha eleitoral presidencial, o ponto alto (ou seria bem baixo e ridículo?!) foi a exploração feita pela grande mídia com relação ao episódio no qual o candidato da oposição fora "agredido" com uma bolinha de papel arremessada contra o seu cucuruto. Não deu outra, deu samba! Eis o registro:

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Toninhowave1972: Ainda a tal da bolinha de papel...

(Clique no título acima e também ouça a música na voz do autor Geraldo Pereira e conjunto.)
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Chico Buarque: Governo PT/Lula e aliados, Dilma Rousseff...

Chico Buarque apóia Dilma Rousseff, a candidata presidencial do Governo PT/Lula e aliados. Este governo, diz o compositor e poeta, "fala de igual pra igual com todos, não fala fino com Washington nem fala grosso com Paraguai e Bolívia."
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Genésio dos Santos é aprendiz de blogueiro e tem um lado; entorta, mas não verga pra direita.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

domingo, 11 de julho de 2010

Carlos Drummond de Andrade: Cidadezinha qualquer

(Clique no título acima, para assistir, em voz e vídeo, a performance do Tom Zé na declamação deste poema)


Casas entre bananeiras
mulheres entre laranjeiras
pomar amor cantar.

Um homem vai devagar.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.
Devagar... as janelas olham.

Eta vida besta, meu Deus.
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Drummond, em Alguma Poesia: Carlos Drummond de Andrade - Poesia e Prosa, Volume Único, Editora Nova Aguilar, 1979, Rio de Janeiro - RJ.