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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Marina Tricânico: Receita para o amor

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Uma xícara cheia de alegria,
mais outra transbordante de esperança
Um copo da mais pura simpatia,
e uma colher de chá de confiança.

E para equilibrar a caloria,
tempere ao lado, assim, esta aliança:
umas gotas, não tanto em demasia,
de malícia, inocência e desconfiança.

Do ciúme acrescente uma pitada,
que não faz mal em dose limitada.
E um punhado de sonho e de doçura.

Na fôrma do seu rubro coração,
ponha tudo a cozer com devoção, 
e sirva em taças quentes de ternura.


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O Mundo Maravilhoso do Soneto, de Vasco de Castro Lima, Prefácio de Rangel Coelho, 1987, Livraria Freitas Bastos S/A, Rio de Janeiro — RJ; Marina Tricânico (1947  1989), paulista de Piracicaba e radicada em São Paulo, formada em Direito pela USP  Largo São Francisco, foi professora, advogada, jornalista, ensaísta e poeta, com vasta obra voltada para as crianças; dedicou-se ao jornalismo literário, escrevendo em diversos periódicos: colaborou no Jornal de Piracicaba e na Gazeta de Piracicaba, foi redatora da revista Universal, produziu textos para a Trânsito, Vida Doméstica, Fon-Fon, O Malho, Vanita, Viver e Excelsior; escreveu e publicou Madrigal (crônicas, 1932), Zé Sabino do gorro encarnado (literatura infantil, 1939), A Cidade dos brinquedos (literatura infantil, 1941), Mãe Preta (poesia, 1946), A viagem ao reino de ouro (literatura infantil, 1948), Minaretes do Sonho (versos, 1958), Autarquias (ensaio,1958), Receita para o Amor (poesia, 1966), Trovas Marina (1970), Taça da Noite (poesia, 1982), Arco-Íris de estrela (poesia, 1985) e outros títulos; foi fundadora da Casa do Intelectual de São Paulo.