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Dourado bergantim, num mar
distante,
num mar que banha regiões graciosas,
povoadas de imagens fantasiosas,
como um tropel de fadas, doidejante...
À proa canta a Musa — o tripulante
que à flor de um lago, todo leite e rosas,
ou no dorso das vagas espumosas,
conduz ligeiro a quilha de diamante.
Ao país da quimera vai correndo
— fatal país donde jamais volvemos,
ao mesmo tempo tentador e horrendo.
E audaz buscando esses confins extremos,
o leve bergantim vão-no movendo
as pás argênteas de quatorze remos...
num mar que banha regiões graciosas,
povoadas de imagens fantasiosas,
como um tropel de fadas, doidejante...
À proa canta a Musa — o tripulante
que à flor de um lago, todo leite e rosas,
ou no dorso das vagas espumosas,
conduz ligeiro a quilha de diamante.
Ao país da quimera vai correndo
— fatal país donde jamais volvemos,
ao mesmo tempo tentador e horrendo.
E audaz buscando esses confins extremos,
o leve bergantim vão-no movendo
as pás argênteas de quatorze remos...
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O Mundo Maravilhoso do Soneto,
de Vasco de Castro Lima, Prefácio de Rangel Coelho, 1987, Livraria Freitas
Bastos S/A, Rio de Janeiro — RJ; Alfredo Carneiro da Cunha (1863 — 1942), português de Fundão, formado em Direito pela Universidade de Coimbra,
foi advogado, jornalista, empresário de imprensa e tipografia, poeta, contista,
ensaísta, escritor de obras teatrais; dirigiu e foi proprietário do periódico
Diário de Notícias e da Tipografia Universal de Lisboa, colaborou nas revistas
A Leitura, Branco e Negro, Brasil — Portugal, Serões, Boletim cultural e estatístico;
escreveu e publicou Versos (reedição 1900 ?), O Diário de Notícias — A sua
fundação e os seus fundadores (1914), Camilo Castelo Branco, Jornalista (1925),
Goethe haveria lido Gil Vicente? (1932), Elementos para a História da Imprensa
Periódica Portuguesa: 1641 — 1821 (1942) ...