
[traduzido por Rodolfo Franco — Mérida/Espanha]
Estes versos foram escritos
para que passem desapercebidos como
um vidro: Estou olhando a rua
através do vidro de uma janela.
Olhem pra rua e não verão o vidro.
Fora e dentro de vocês
existe um universo.
Também quero que os versos
deste poema sejam idênticos
às badaladas dos relógios
de torre que existem em todo
o mundo.
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| Joan Brossa |
Poema
Aquests versos resten escrits
perquè passin desapercebitus com
un vidre. Estic mirant el carrer
a través del vidre d’una finestra.
Mireu el carrer i no veieu el vidre.
A fora i a dentre vostre
hi ha un univers.
També vull que els versos
d’aquest poema siguin idèntics
a les campanades dels rellotges
de torre que hi ha per tot
el món.
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Dimensão — Revista Internacional de Poesia — Editor: Guido Bilharinho, Ano XIX — N° 28/29 — 1999, Uberaba/Brasil; Joan Brossa i Cuervo (1919 — 1998), espanhol-catalão, nascido em Barcelona, região da Catalunha, foi poeta, poeta visual, dramaturgo, artista plástico e designer gráfico, considerado o máximo expoente da vanguarda artística catalã da segunda metade do século XX; foi o inspirador e um dos fundadores da revista Dau al Set (1948), criada para manifestações de arte contemporânea; o poeta, que transitou na poesia, prosa poética, poesia visual, cinema, teatro, música, design gráfico e em outras atividades, deixou-nos uma obra bastante extensa; em seus trabalhos literários optou por escrever sempre em catalão, sua língua natal, e é traduzido para vários outros idiomas; bibliografia: em poesia, Em va fer Joan Brossa (1952), Poemes civils (1961), El saltamarti (1968), Poesia rasa — poesia de 1943 a 1959 (1970), Càntir de càntics (1972), La barba del cranc (1974), Poemes de seny i cabell — 1959—1963 (1977) e outros; no teatro: Farsa com si els espectadors observessin l’escenari a vista d’ocell (1951), Nocturns encontres (1951), Or i sal (1961), El bell lloc (1961), Teatre de Joan Brossa (1964), Collar de cranis (1967)...; roteiros cinematográficos: Foc al càntir (1947), Gart (1948), No compteu amb els dits (1967) Cua de cuc (1969) etc. e tantas outras produções para diversas áreas da arte.
Dimensão — Revista Internacional de Poesia — Editor: Guido Bilharinho, Ano XIX — N° 28/29 — 1999, Uberaba/Brasil; Joan Brossa i Cuervo (1919 — 1998), espanhol-catalão, nascido em Barcelona, região da Catalunha, foi poeta, poeta visual, dramaturgo, artista plástico e designer gráfico, considerado o máximo expoente da vanguarda artística catalã da segunda metade do século XX; foi o inspirador e um dos fundadores da revista Dau al Set (1948), criada para manifestações de arte contemporânea; o poeta, que transitou na poesia, prosa poética, poesia visual, cinema, teatro, música, design gráfico e em outras atividades, deixou-nos uma obra bastante extensa; em seus trabalhos literários optou por escrever sempre em catalão, sua língua natal, e é traduzido para vários outros idiomas; bibliografia: em poesia, Em va fer Joan Brossa (1952), Poemes civils (1961), El saltamarti (1968), Poesia rasa — poesia de 1943 a 1959 (1970), Càntir de càntics (1972), La barba del cranc (1974), Poemes de seny i cabell — 1959—1963 (1977) e outros; no teatro: Farsa com si els espectadors observessin l’escenari a vista d’ocell (1951), Nocturns encontres (1951), Or i sal (1961), El bell lloc (1961), Teatre de Joan Brossa (1964), Collar de cranis (1967)...; roteiros cinematográficos: Foc al càntir (1947), Gart (1948), No compteu amb els dits (1967) Cua de cuc (1969) etc. e tantas outras produções para diversas áreas da arte.
