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Em minhas tecituras e considerações orais sobre política, partido, eleições, comportamento, literatura, enfim reflexões acerca do viver, ouço do interlocutor que eu devesse escrever, deixar
registrado o que boto pra fora em rodas de prosa ao pé do fogo ou não; outro interlocutor/leitor, mais acolá, após vasculhar no blogue, ir em busca
de ler alguma coisa que eu escrevera lá atrás, algum texto de minha autoria, deixou
registrado um “Escreva mais!” nos comentários. Teve aquele que observou e reclamou, em mesa de boteco: "Você só posta poesia!". E eu sussurrei, inaudível mesmo, ou nem mesmo sussurrei... só pensei: "E poemas dos outros!".
Não me emendo. Continuo
postando textos outrora escritos, por vezes textos meus, na maioria das vezes poemas, que vou
relendo — ou lendo pela primeira vez! — para este fim: postar... para que outros também leiam... E percebo que parte dos que acessam o blogue curtem e compartilham, que
é assim que dizemos e agimos neste mundo de internautas por ora feicebuquianos e feicebuquianas.
Eu, cá, continuo refletindo agora com meus botões — mas também com vocês internautas! — que já há tanto
texto em verso e prosa escrito, e não sei se “paga a pena” “inventar” novos
textos. O que precisa, talvez, é possibilitar que textos já escritos, talvez não lidos ou lidos malemá, venham novamente à tona, para que possam ser lidos por mais e mais pessoas. Que bom que a Dona Internet
nos possibilite isso!
Nos meus tempos de criança — meus tempos! nossos tempos! tempos de toda uma geração! —, em que as bibliotecas me eram vistas como altares de difícil acesso, com seus objetos santificados — os livros! —, sem os recursos da
internet, importava numa trabalheira danada conseguir o que ler. Em contrapartida,
a nossa capacidade de registro do que líamos era bem maior. Penso que uma das
razões para esta capacidade diferenciada de memorização, se comparada a daqueles tempos com a de agora, talvez esteja ligada à quantidade de informações
recebidas e a serem processadas por nós. Haja espaço em nossa cepeú
craniana! Haja terabaites disponíveis em nossa memória! E haja capacidade de selecionar e de concorrer!
Se naquela época os parâmetros
a nós delineados para que escolhêssemos um caminho a seguir nas encruzilhadas
da vida eram poucos, também eram poucas as nossas dúvidas. Ficar parados é que
não íamos, tínhamos uma juventude a ser gasta.
Hoje, com um mundo estratosférico de
informações a nossa disposição, muitas vezes acessadas por nós sem que
precisemos sair da nossa alcova, palavra antiga, não!, eu fico pensando que as novas
gerações que ainda não gastaram sua juventude, que não se defrontaram ou mal se
encaminham rumo às encruzilhadas da vida, têm um problemão seríssimo a resolver:
o problemão da escolha do caminho a seguir! Mas ficar estáticas é que as novas
gerações não ficarão. Então, me passa a impressão que muitas vezes escolherão ou já estão escolhendo às
tontas o caminho a seguir.
Em princípio, que bom que assim
procedam: caminhar às tontas... Se bem que, mesmo às tontas, inconscientemente
que seja, as escolhas acabam sendo as oferecidas pela realidade do hoje. Não há
caminhos a seguir fora disso, a não ser o suicídio, mas isto está descartado por
multidões e multidões e multidões em todos os rincões planetários. Assim, que ótimo que
elas escolham, seja qual caminho for, ao se depararem com as
encruzilhadas.
Antes que envelheçam.
Envelhecemos...
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Genésio dos Santos, filho de ferroviário e com uma vida caipira à beira da linha do trem, poeta e cronista não tão ativo e aprendiz de blogueiro, vive a tecer a idade; cursou telégrafo, foi bóia-fria, ajudante de açougueiro e de serviços de contabilidade, faturista de comércio de atacados, cadastrista da ex-SAEC (hoje, SABESP) e bancário.
Envelhecemos...
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Genésio dos Santos, filho de ferroviário e com uma vida caipira à beira da linha do trem, poeta e cronista não tão ativo e aprendiz de blogueiro, vive a tecer a idade; cursou telégrafo, foi bóia-fria, ajudante de açougueiro e de serviços de contabilidade, faturista de comércio de atacados, cadastrista da ex-SAEC (hoje, SABESP) e bancário.



