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Pergunta: O que é poesia para você?
Ana Elisa: Eu não sei bem o que é, mas certamente é algo necessário em minha vida. A poesia é um aspecto das coisas que só alguns conseguem transformar em texto. Talvez isso. E esse texto precisa ter certas características. Umas delas são óbvias, formais; outras são mais sutis. João Cabral de Melo Neto dizia que o poeta sabe quando o poema está pronto porque o texto faz um clique, algo parecido com o clique dos estojos quando se fecham. O pulo do gato da poesia, para o poeta, é esse clique. Para o leitor, o texto precisa provocar um outro clique desses.
P: O que um iniciante no fazer poético deve perseguir e de que maneira?
AE: Ele deve perseguir a precisão. Não é engraçado? Geralmente, associamos a poesia à subjetividade, à abstração. Essas coisas têm um quê de vaguidão. Mentira. O poema precisa ser exato, justo. Não pode ter palavra demais.
P: Cite-nos 3 poetas e 3 textos referenciais para seu trabalho poético. Por que estas escolhas?
AE: Não são exatamente escolhas. São cliques. A gente lê um poeta, um dia, e calha de ele fazer clique na gente. Foi assim com Paulo Leminski, que me deixou perplexa por uns dias. Conheci os poemas dele no colégio. João Cabral de Melo Neto me deixava perplexa de um outro jeito. E, por fim, a Adília Lopes, que tem uma ironia que me causa muito estranhamento.
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O que é poesia? (Organização: Edson Cruz), Confraria do Vento e Editora Calibán, 2009, Rio de Janeiro — RJ; No livro, Ana Elisa Ribeiro e outros 44 poetas brasileiros, portugueses e hispano-americanos em atuação respondem a três proposições acerca do "fazer poético"; Ana Elisa, mineira de Belo Horizonte, nascida em 1975, formou-se em Letras e é doutoraem Linguística Aplicada (Linguagem e Tecnologia) pela UFMG; publicou Poesinha, Perversa (Ciência do Acidente, 2002), Fresta por onde olhar (Editorial Interditado, 2008)..., além de minicontos e poemas em revistas e jornais, no Brasil e em Portugal; é cronista do www.digestivocultural.com/
P: O que um iniciante no fazer poético deve perseguir e de que maneira?
AE: Ele deve perseguir a precisão. Não é engraçado? Geralmente, associamos a poesia à subjetividade, à abstração. Essas coisas têm um quê de vaguidão. Mentira. O poema precisa ser exato, justo. Não pode ter palavra demais.
P: Cite-nos 3 poetas e 3 textos referenciais para seu trabalho poético. Por que estas escolhas?
AE: Não são exatamente escolhas. São cliques. A gente lê um poeta, um dia, e calha de ele fazer clique na gente. Foi assim com Paulo Leminski, que me deixou perplexa por uns dias. Conheci os poemas dele no colégio. João Cabral de Melo Neto me deixava perplexa de um outro jeito. E, por fim, a Adília Lopes, que tem uma ironia que me causa muito estranhamento.

O que é poesia? (Organização: Edson Cruz), Confraria do Vento e Editora Calibán, 2009, Rio de Janeiro — RJ; No livro, Ana Elisa Ribeiro e outros 44 poetas brasileiros, portugueses e hispano-americanos em atuação respondem a três proposições acerca do "fazer poético"; Ana Elisa, mineira de Belo Horizonte, nascida em 1975, formou-se em Letras e é doutora