sinta-se à vontade
não há venda nem compra
faço trocas:
não aceito pix nem dinheiro
nem cartão
sou da época do mutirão
demore quanto puder ou quiser:
pra certas escolhas
o tempo é o que menos importa
satisfação garantida:
bom proveito
ou seu sorriso ou sua lágrima
de volta
sp, 02.02.2024
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genésio dos santos ferreira,
nascido em 1952, paulista de itapetininga, caipira e filho de ferroviário,
quase ex-telegrafista da estrada de ferro sorocabana, foi alfabetizado pela
cartilha do tatu — de saturnina de almeida fagundes e escreve desde os treze
anos de idade; num dia foi bóia-fria, noutro foi ajudante de açougueiro,
faturista de comércio de atacado e, ainda noutro, labutou em escritórios de
contabilidade; até quase agorinha mesmo foi bancário, hoje está aposentado;
poeta e cronista, escreveu e publicou número um (poesias, 1978) e cinco
poeminhas (cartaz poético, 1981); como militante sindical, escreveu crônicas
para o jornal o espelho — sp, folha bancária, participou do jornal brinque (do
coletivo cultural do seeb-sp, 1983 — 1985) e pilotou o devezenquandário na
moita (1991 — 1997), editados sob a responsabilidade do sindicato dos bancários
de são paulo; é aprendiz de blogueiro e assim se mantém, a despeito dos
algoritmos zuquerbergueanos e que tais ...