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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Guilherme Battaglia: 1° Soneto

Livro Antologia - Vol. 2- Col Cult Poesia Na Brasa- Lojaabcd
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Meu primeiro soneto
Livre e tenso
Será tão perfeito?
Tão bonito quanto penso?

Mas eu nunca fiz soneto
Basta rimar sem medo
Perco meu tempo
Calejo o dedo

Faço um soneto simples
Quase uma música
Um refrão usando tercetos

Um poema moderno
Que não rima o último verso
Não importa, acabou o soneto
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Antologia Poesia na Brasa — Volume IV, Prefácio de Ana Carolina Teixeira Maria, 2010, Coletivo Cultural Poesia na Brasa (Vila Brasilândia), São Paulo — SP; Guilherme Battaglia, nascido em 1983, paulista e paulistano, estudante de Políticas Públicas, é poeta e frequentador do Sarau da Brasa.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Coletivo Cultural Poesia na Brasa: Nosso Manifesto — A Elite Treme

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                    A elite encontra-se nos grandes centros comerciais, rodeada pelas periferias que ela própria inventou.
                    A periferia se arma e apavora a elite central.
                    Nas guerras das armas, os ricos reprimem os favelados com a força do Estado através da polícia.
                    Mas agora é diferente, a periferia se arma de outra forma. Agora o armamento é o conhecimento, a munição é o livro e os disparos vêm das letras.
                    Então a gente quebra as muralhas do acesso e parte para o ataque.
                    Invadimos as bibliotecas, as universidades, todos os espaços que conseguimos para arrumar munição (informação).
                    Os irmãos que foram se armar, já estão de volta preparando a transformação.
                    Não queremos falar para os acadêmicos, mas sim para a dona Maria e o seu José, pois eles querem se informar.
                    E a periferia dispara.
                    Um, dois, três, quatro, vários livros publicados.
                    A elite treme.
                    Agora favelado escreve livro, conta a história e a realidade da favela que a elite nunca soube, ou nunca quis contar direito.
                    Os exércitos de sedentos por conhecimento estão espalhados dentro dos centros culturais e bibliotecas da periferia.
                    A elite treme.
                    Agora não vai mais poder falar o que quiser no jornal ou na novela, porque os periféricos vão questionar.
                    O conhecimento trouxe a reflexão e a reflexão trouxe a ação. Agora a revolta está preparada e a elite treme.
                    Não queremos mais seus tênis, seus celulares.
                    Não queremos mais ser mão de obra barata, nem consumidores que não questionam a propaganda.
                    Queremos conhecimento e transformação nas relações sociais.
                    A elite treme.
                    Agora não mais enquadramos madames no farol e sim queremos ter os mesmos direitos das madames.
                    E é por isso que a elite TEME.

Coletivo Cultural Poesia na Brasa
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Antologia Poesia na Brasa  Volume IV,  Prefácio de Flavia Bischain Rosa, 2012, Coletivo Cultural Poesia na Brasa (Vila Brasilândia), São Paulo SP; o Sarau Poesia na Brasa, criado em 2008, é um movimento cultural de periferia para a periferia e objetiva produzir e divulgar a arte naquele contexto e demais espaços dos periféricos. Ali se discute e reflete-se a periferia, permanecendo aberto a quem queira comungar da palavra; são apresentações regulares num bar (Bar do Cardoso, depois, Bar do Carlita), mas também com atuação em escolas, UBSs, unidades da Fundação Casa, Centros Culturais e outros; o Sarau é parte integrante de um movimento de "Literatura Periférica" que acontece por outros rincões de Sampa  o Cooperifa, o Sarau do Binho, o Elo da Corrente, e tantos outros em tantos bairros; publicações do Coletivo: Antologia Poesia na Brasa (2009), Império Lampinho (poemas, várias autoras, 2009), Coletivo 8542 (poemas e contos, vários autores, 2009), Tambores da noite (poemas de Carlos Assumpção, 2009), Nem tudo é silêncio (romance, de Sônia Regina Bischain, 2010), Antologia Poesia na Brasa Volumes II e III (2010 e 2011) e outros títulos; ativistas do Coletivo: Sidnei das Neves, Samanta Biotti, Vagner Souza, Diego Arias, Sonia Regina Bischaim, Chellmí  Michell da Silva, ...