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[traduzido por Guilherme de Almeida]
Eu gosto, gosto de você
Compreende?
Eu tenho por você uma doidice…
Falo, falo, nem sei o quê,
mas gosto, gosto de você.
Você ouviu bem isso que eu disse?…
Você ri? Eu pareço um louco?
Mas, que fazer para explicar isso direito,
para que você sinta?… O que eu digo é tão oco!
Eu procuro, procuro um jeito…
Não é exato que o beijo só pode bastar.
Qualquer coisa que me afoga, entre soluço e ais.
É preciso exprimir, traduzir, explicar…
Ninguém sente senão o que soube falar.
Vive-se de palavras, nada mais.
Mas é preciso que eu consiga
[Essas palavras e que eu diga,]
e você saiba… Mas, o quê?
Se eu soubesse falar como um poeta que sente,
— diga! — diria eu mais do que
quando tomo entre as mãos essa cabeça linda
e cem mil vezes, loucamente,
digo e repito e torno a repetir ainda:
Você! Você! Você! Você!
Expansions
Ah! Je vous aime! Je vous
aime!
Vous entendez? Je suis fou de
vous. Je suis fou...
Je dis des moi, toujours les
mêmes...
Mais je vous aime! Je vous
aime!
Je vous aime, comprenez-vous?
Vous riez? J’ai l’air stupide?
Mais comment faire alors pour
que tu saches bien,
Pour que tu sentes bien? Ce
qu’on dit, c’est si vide!
Je cherche, je cherche un
moyen...
Ce n’est pas vrai que les
baisers peuvent suffire.
Quelque chose m’étouffe, ici,
comme un sanglot.
J’ai besoin d’exprimer,
d’expliquer, de traduire.
On ne sent tout à fait que ce
qu’on a su dire.
On vit plus ou moins à travers
des mots.
J’ai besoin de mots,
d’analyses.
Il faut, il faut que je te
dise...
Il faut que tu saches... Mais
quoi!
Si je savais trouver des
choses de poète,
en dirais-je plus —
résponds-moi —
que lorsque je te tiens ainsi,
petite tête,
et que cent fois et mille fois
je te répète éperdument et te
répète:
Toi! Toi! Toi! Toi!...
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Antologia de Poetas Franceses do
séc. XV ao séc. XX — O Livro de Ouro da Poesia da França, [111 autores e muitos
tradutores], Organização e Prefácio de R. Magalhães Jr. e Introdução de Michel Simon,
Clássicos de bolso Ediouro — nº 12126, sem data [1985 ?], Editora Tecnoprint S.
A., Rio de Janeiro — RJ; Paul Géraldy
(1885 — 1983), ou Paul Lefèvre-Géraldy, francês parisiense, foi dramaturgo e poeta;
suas obras: Les petites âmes (poesia, 1908), Toi et Moi (poesia, 1912), La Guerre,
Madame! (narrativa, 1916), Les noces d’argent (comédia, 1917), Aimer (comédia, 1921),
Les Grands Garçons (comédia, 1922), Robert et Marianne (comédia, 1925), Christine
(comédia, 1932), Le prélude (narrativa, 1938), Vestiges (poesia, 1948), Vous et
Moi (poesia, 1960), e outros textos em verso, narrativas e dramaturgia (comédias);
adaptou para o teatro o romance Duo, de [Sidonie-Gabrielle] Collette.







