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Sempre que abro e releio o livro
do passado,
aos meus olhos ressurge um pequeno jornal,
modesto e sem clichês, feio e mal paginado,
gazeta do interior, simples, dominical.
aos meus olhos ressurge um pequeno jornal,
modesto e sem clichês, feio e mal paginado,
gazeta do interior, simples, dominical.
Nunca teve, por certo, um número
esgotado;
sua circulação era apenas local.
Chamava de excelência o juiz e o
delegado
e abria com um soneto a “crônica social”.
e abria com um soneto a “crônica social”.
Apesar disso tudo, é com grande saudade
que dele me recordo e também da cidade
bucólica e tranqüila, onde, há tempos, nasceu...
bucólica e tranqüila, onde, há tempos, nasceu...
Ruas sem movimento, a escola, uma
igrejinha,
a farmácia da esquina… A cidade era a minha!
A mais linda do mundo! E o soneto era meu...
A mais linda do mundo! E o soneto era meu...
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O Mundo Maravilhoso do Soneto,
de Vasco de Castro Lima, Prefácio de Rangel Coelho, 1987, Livraria Freitas
Bastos S/A, Rio de Janeiro — RJ; Samuel Nóbrega de Siqueira (1905 — 1986), paulista de Jaú, formado em jornalismo pela Faculdade Nacional de
Filosofia da Universidade do Brasil, foi jornalista, crítico teatral, escritor
e poeta; colaborou na imprensa paulista (Diário Nacional, Correio Paulistano, A
Razão) e na fluminense (A Nação, A Imprensa, Folha do Rio, Folha Carioca, A Notícia,
O Dia e Diário de Notícias — Niterói); foi sócio-fundador e participante da
primeira diretoria da Associação Brasileira de Críticos Teatrais; escreveu e
publicou Faz de conta (poesia, 1933), Memórias do Almirante Jaceguay: o norte
do país visto por um repórter paulista (prosa, 1934), Copacabana (poesia,
1939), Canto ao Brasil novo (poesia, 1939), Terra roxa (poesia, 1955), Sanhaços
(poesia, 1958), Poemas de amor (1958) e Cantos da terra e do homem (poesia,
1960); como técnico de cooperativismo do Ministério da Agricultura, organizou
cooperativas rurais em São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul,
Mato Grosso e Rio de Janeiro.