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quinta-feira, 24 de março de 2016

Domingues de Almeida: Enxada

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Plantações! Plantações! Do vale à serra,
Arde a lavoura em ânsias previdentes...
E, ânsia de fecundar! a enxada enterra
Beijos da luz do Sol, ósculos quentes...

Semente de aço fecundando a terra...
Enxada mão dos pobres indigentes
Que à compaixão terrena se descerra,
Em súplicas fecundas de sementes.

Descansas do labor de todo o dia,
Mal surge a Lua enxada que nos planta
Na alma recordações e nostalgia...

Teu som, no entanto, inda aos ouvidos canta
Dos que almejam, penando, a paz sombria
Dos Sete Palmos da Morada Santa.

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Sonetos Brasileiros — Séculos XVII ao XX, Coletânea organizada por Laudelino Freire, 1929, F. Briguiet & Cia. Editores, Rio de Janeiro — RJ; José Domingues de Almeida, nascido em 2 de julho de 1888, baiano de Mata de São João, formou-se em Direito, foi poeta e escreveu Ânsia e Poemas Brasileiros; é o que se encontrou em pesquisa de sua biografia.