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quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Rouxinol do Rinaré & Francisco Silva (Bento): A História do Filósofo Diógenes, o Cínico

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Deus quando criou o homem
Facultou-lhe liberdade
Pra pensar e investigar,
Deixou-o bem à vontade.
Do amor à sabedoria
Nasceu a Filosofia
Como busca da verdade.

Do grego Filos, amigo,
Sabedoria é Sofia
A mãe de toda ciência
Da Mente que tudo cria:
Deus Pai, Primeiro Motor,
Poeta superior
Da divina poesia.

Para alguém ser um filósofo
É preciso ter vontade,
Ser um bom perguntador
E amante da Verdade;
Ser um homem curioso,
Não viver só para o gozo,
Porém ter sagacidade.

Vou lhes contar uma história
De um filósofo engraçado.
Por uns ele era mal visto,
Por outros, admirado.
Conhecido como o Cão,
Viveu sem esnobação
Em um barril enfiado.

Quatro séculos a.C.
Toda a Grécia percorreu.
Da escola do Cinismo
Que, no idioma egeu,
Significa o Cão,
Pois viveu na contra mão
E a muita gente “mordeu”.

Falar de Filosofia
Era sua profissão;
E não dispensava crítica
Mostrando a contradição.
Se o erro era gritante
Seu argumento triunfante
Finalizava a questão.

Lá na Praça de Atenas
Ele era sempre encontrado
Com um cajado na mão
E um alforje do lado.
Vivendo a duras penas,
Mas o povo de Atenas
Lhe deixava indignado.

Diógenes gostava muito
De os outros criticar;
Enxergava o erro alheio
E logo ia revelar.
Com uma lanterna, de dia,
A Terra ele percorria
Para um “homem” encontrar.

Com sarcasmo e ironia
Expunha seu pensamento
Dizendo, constantemente:
“Na vida, a todo o momento,
Precisamos da razão
Ou de uma corda à mão
Para o próprio enforcamento!”

Alguém querendo testá-lo
Em sua Filosofia
Pergunta-lhe: “Quando devo
Almoçar durante o dia?”
 Se rico, quando quiseres;
Se pobre, quando puderes.
Disse com sabedoria.

Certa feita esse Filósofo
Toma seu banho solar,
Chega Alexandre e pergunta:
 O que eu posso te dar?
 O que não é teu somente,
Saindo da minha frente
Deixe o sol me iluminar!

Conta-se, pois, que Diógenes
Numa certa ocasião
Pede esmola a uma estátua
E alguém lhe pergunta a razão;
Ele, sem titubear:
“É para me habituar
Com isso, a pedir em vão”.

Sócrates foi seu modelo
(Similar postura assume)
Na virtude, na palavra,
Filósofo de renome.
Sendo ele bem mais louco,
Pois viveu grande sufoco
Chegando até passar fome.

Fora preso como escravo
E a um senhor vendido;
Quando lhe foi perguntado
Para que era instruído
Disse ele:  Sei comandar!
Continuando a falar
Esse filósofo atrevido.

Um dia quando Platão
Suas aulas proferia
Falando então que o homem
Bípede implume seria,
Diógenes, pra chateá-lo,
Depena e joga-lhe um galo
Na cara, com ironia...

Quis, pois, mostrar que o Filósofo
Não tinha tanta razão.
Depenando o galo todo
(Causou estupefação)
Soltou no meio do povo
Dizendo num gesto novo:
“Eis o homem de Platão!”

Alguém pergunta a Platão
De uma forma inteligente:
“Que homem Diógenes é?”
E Platão, nada clemente,
Com ar de sabedoria
Respondeu com ironia:
 É um Sócrates demente!

Diógenes em plena praça
Num constante vai-e-vem
Se masturbando tranquilo,
Falou encarando alguém:
 Quem dera funcionasse
Meu estômago eu esfregasse
E passasse a fome também.

Viu Diógenes, certo dia,
Um jovem de tenra idade
Com a mão em forma de concha
Bebendo água à vontade.
Jogou fora o copo seu
Disse:  Um menino me deu
Lição de simplicidade.

Muitos tratavam Diógenes
Como um ente vagabundo,
No entanto, o Cínico foi
Homem de saber profundo.
Alguém perguntando um dia
A que pátria pertencia
Diz:  Sou cidadão do mundo!

“O que há mais miserável?”
(Perguntam-lhe por pilhéria).
Ao que respondeu Diógenes
Com a voz pausada e séria:
 Mais miserável na vida,
Nessa existência sofrida,
É um velho na miséria!

Sem recursos, sem apego,
O cínico era acostumado
Viver sem luxo na vida;
Porém, despreocupado,
Vivia a Filosofia
Da forma que bem queria,
Da riqueza despojado.

Rolava sobre a areia
Quente, durante o verão,
E abraçava-se à neve
Na mais gelada estação.
Dizia se preparar
Para poder enfrentar
A dura vida de cão.

Talvez por fidelidade
À Filosofia, então,
Foi esse mais um motivo
Porque o chamavam Cão.
Viveu como lhe convinha,
E entre outras virtudes tinha
Poder de persuasão.

Vivia ele sem lar,
Exilado de sua terra.
Não tinha pra onde ir,
Feito cão doido que erra;
Parecia um vagabundo
Só, vagando pelo mundo,
O seu destino se encerra.

Na Grécia onde viveu
(Que já parece esquecida)
Hoje virou um museu,
Pois não tem a mesma vida;
Por estranhos saqueada,
Pelos “States” roubada
Ficou hoje empobrecida.

Prendendo a respiração
O grande Cínico morreu.
Uns dizem que foi um polvo
Cru, que Diógenes comeu.
A mais irônica versão
Nos conta que foi um Cão
Que ao Filósofo mordeu.

Morreu Diógenes com cerca
De noventa anos de idade
Foi para junto de Zeus
Viver na eternidade.
Por coincidência, ou não,
Seu nome tem relação
Com essa divindade...

“Diógenes”, pois se traduz
Assim: “Nascido de Zeus”.
O Cão volta à sua origem,
Segundo os estudos meus.
Viveu sem nenhum apego,
Mais foi para o povo grego
Célebre pelos ditos seus!


Pajuçara, março de 2004.

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Rouxinol do Rinaré
Francisco Silva (Bento)
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A História do Filósofo Diógenes, O Cínico  Autores: Rouxinol do Rinaré & Francisco Silva (Bento), Literatura de Cordel, abril de 2016, Rouxinol do Rinaré Edições, Fortaleza  CE; Antonio Carlos da Silva ou Rouxinol do Rinaré, nascido em 1966, cearense de Banabuiú, poeta cordelista, passou uma parte de sua infância no sertão do Ceará e, outra parte, em Pindaré-Mirim  MA; nos anos 90, mudando-se para Pajuçara, distrito de Maracanaú  CE, foi fundador da SOCIARTE  — Sociedade dos Amigos de Rodolpho Theophilo e dos periódicos literários A Porta Cultural dos Aletófilos e O Benemérito, com a colaboração de outros amigos e poetas; com mais de oitenta títulos publicados, entre cordéis e livros, foi diversas vezes premiado e teve seu trabalho citado em jornais e revistas do Brasil e da França (revistas Latitudes, Quadrant e Infos Brèsil); seu livro de cordel O Alienista foi adotado em projetos da Biblioteca Nacional e das escolas de Belo Horizonte  MG, além de ter feito parte do catálogo de literatura da feiras de Frankfurt, Alemanha, e Bolonha, Itália; Rouxinol do Rinaré também atua como revisor e ministrante de oficinas de cordel; bibliografia: em cordéis, O Papagaio Real ou o Príncipe de Acelóis, Ali Babá e os quarenta ladrões, O ladrão de Bagdá, O folclore brasileiro, A lenda do guaraná, Raquel de Queiroz  vida, obra e um adeus, Patativa do Assaré deixa o nordeste de luto, Oscar Niemeyer, o gênio da arquitetura, O testamento de Judas, Raul Seixas e Elvis Presley  o encontro de dois mitos, Raul Seixas e Paulo Coelho  buscando o sonho e magia, Os grandes feitos de Rodolfo Teófilo, A história do Filósofo Diógenes, o Cínico (em parceria com Francisco Bento) e tantos outros títulos de autoria individual ou em parceria com diversos poetas cordelistas; muitos folhetos de sua autoria foram editados como publicações infanto-juvenis, infantis e outros estudos literários: O Sapo com medo d’água, O Gato de Botas, O alienista, em cordel, Cordel  Rouxinol do Rinaré (coletânea), Cordel: Criar, Rimar e Letrar (em parceria com Arlene Holanda, para professores e interessados em técnica de produção de cordel), As férias de Terezinha (infantil) etecetera.

Francisco Silva (Bento) ou Francisco José da Silva, cearense de Pajuçara, distrito de Maracanaú, graduado e mestre em Filosofia pela UFC  Universidade Federal do Ceará, é professor adjunto do curso de Filosofia da UFCA  Universidade Federal do Cariri, em Juazeiro do Norte, e coordenador de cursos; tem publicações em revistas especializadas e jornais de Fortaleza.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Genésio dos Santos: Sem reparos! (25.05.2010)

a vida
sendo vivida
tem sua medida
devida.

se não vivida
não tem medida.

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Genésio dos Santos, nascido em Itapetininga  SP, caipira, poeta e cronista, completa hoje cinquenta e oito anos, quatro meses, vinte e dois dias, algumas horas e uns tantos minutos de vida feliz nesta oca a qual chamamos genericamente Terra; completa hoje, também, feliz e acompanhado, oito meses de pleno vôo.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Genésio dos Santos: TELEGRAMA EM TEMPOS DE TWITTER (25.03.2010)

AMOR VG
NAO TEM MAIS MAE
NAO TEM MAIS PAI
NAO TEM MAIS TREM PT

DINHEIRO ANDA ESCASSO
AMIGOS ESTAO ESCASSOS
DEMAIS RECURSOS TAMBEM PT

POLITICA MUDOU INTERROGACAO
VIDA CONTINUA
AGUARDO NOTICIAS PT

FILHA ESTA BEM

ESTOU FELIZ
AMO VOCE PT

(DIOGENES SEM LANTERNA)
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Genésio dos Santos, nascido em Itapetininga  SP, é caipira, filho de ferroviário e passou a sua infância e adolescência à beira da linha do trem, nas localidades de Buri (Turma 29, Eng. Bacelar), Itapeva (Turma 34) e Iperó (Turma 1), todas interligadas pela antiga e extinta EFS  Estrada de Ferro Sorocabana (posteriormente FEPASA); na década de sessenta do século e milênio passados, formou-se telegrafista por escola pertencente àquela ferrovia; hoje, após ter sido bancário por mais de três décadas, também se vê como um bicho urbano adaptado; é poeta e cronista; ah... e tem mais!, está completando exatos cinqüenta e oito anos, dois meses, vinte e dois dias, algumas horas e uns tantos minutos de vida nesta oca a qual chamamos genericamente Terra.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Cento e cinqüenta dias após . . .

Minha cúmplice,

Me peguei pensando se é necessário mesmo que cultivemos esse negócio de comemorações, aniversários... Não cheguei a conclusão alguma. Basta-nos saber que estamos vivos! Basta-nos saber que estamos em pleno vôo!

E, se tem sido esta a nossa escolha, o que mais pretendemos? Comunicar ao mundo o nosso estado de espírito? Se não for isso, seria para reafirmarmos, a nós mesmos, quase que com tintas obsessivas, que estamos juntos desde vinte e cinco de setembro de dois mil e nove? Ou, quem sabe, comemoramos apenas para cumprir uma obrigação instituída por sei lá quem, a nos dizer que, de tempos em tempos, devemos rememorar a nossa história, qualquer que seja ela, e que se assim não agirmos poderíamos enlouquecer? 

Não sei. Não sei mesmo...! Mesmo sem saber, eis me aqui comemorando aniversários: Cento e cinqüenta dias de pleno vôo, e de mãos dadas, com você!

Ah..., como de costume, hoje comemoro, também, meus cinqüenta e oito anos, um mês, vinte e dois dias, algumas horas e uns tantos minutos de vida nesta oca a qual chamamos genericamente Terra.

E quer saber mais?! Quase que desmentindo o que disse acima, acho que estou comemorando este dia, pois, com você, estou reativando os meus afetos, todos os meus afetos!

Estou feliz e sinto que você também está feliz!

Diógenes, sem lanterna.
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Genésio dos Santos, 58 anos, poeta e cronista, está vivo!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Quatro meses não são quatro dias nem muito menos quatro horas!

Parceira de vôo,

Pois é! Neste 25 de janeiro completamos quatro meses de pleno vôo, com algumas pequenas paradas apenas para nos reabastecermos. A viagem, bem sabemos, não nos traz novidade nenhuma. O que há de novo é a nossa disposição de seguirmos juntos. Tem sido esta a nossa escolha.

Quando, nos intervalos, adentro o meu barril, confesso que já nem me lembro da Filó. Será que ela existiu um dia, mesmo? E, se existiu, será que ela ainda persiste em existir? Te juro que disso nada sei. E o que eu entendia saber pode ter sido só imaginação minha.

No entanto voamos e, como disse o poeta, vamos de mãos dadas.

Neste vinte e cinco de janeiro também comemorei meus cinquenta e oito anos, vinte e dois dias, algumas horas e diversos minutos de vida nesta oca a qual chamamos genericamente Terra.

Diógenes, sem lanterna.
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Genésio dos Santos, 58 anos, poeta e cronista, está vivo.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Noventa dias sem destino

Minha boa e cúmplice companhia,
Hoje, vinte e cinco de dezembro de 2009, faz exatos noventa dias que voamos juntos. E está tudo nos conformes, entendo eu. Regozijo total!
Um tombinho aqui, outro arranhãozinho ali, mas esse é o preço que se paga por estarmos vivos.  Temos ciência de que a cura de nossos possíveis tropeços está em alçarmos, cada vez mais, outros vôos. Não é isso o que você vive a proclamar!? Pois é.
Viu como eu estou aprendendo! Lambo minhas feridas, voando. E só as lambo de vez em quando, que é pra eu não perder o leme nem me desviar da rota.
O destino? Oquequié isso!? O destino tem sido quase que uma aventura. A  gente vai se aventurando e descobrindo. A cada dia uma alegria.
Minha cúmplice, só que eu preciso te confessar uma coisa! Não consigo deixar de pensar na Filó sozinha lá no barril. Você sabe que ela jamais me desaprova, não dá nenhum pio nem me atrapalha em nada. Cá entre nós, o meu receio é que essa característica dela seja só verniz. No fundo, no fundo, acho que ela também deseja voar. Ora, então porque não bate asas? Você pode me explicar?
Porque ela não se abre comigo? Já te disse que o mutismo que ela carrega me incomoda um pouco e que talvez seja por isso mesmo que eu alce vôo. Fazer o quê? Assim a Filó age, assim eu reajo.
Menina, ainda bem que tenho você pra voar comigo. Acho que estou dependente de você, mas é uma dependência necessária. Durante o vôo a gente vai se revezando no leme.
A Filó não sabe o que está perdendo por viver entafuiada no barril. E não precisa ter ciúme dela, viu!
Feliz Natal pra você! Feliz Natal pra você também, Filó!
Ah, continuo revisitando minhas infância, adolescência, juventude e maturidade. Enfim, comemoro meus cinqüenta e sete anos, onze meses, vinte e dois dias, algumas horas e diversos minutos de vida nesta oca que genericamente chamamos Terra.
Sem lanterna e em pleno vôo,
Diógenes
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­Genésio dos Santos, 57 anos por enquanto, poeta e cronista, está vivo!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

De mim, de meu vôo, da Filó.

Oláááá!!!

Hoje, 25 de novembro de 2009, comemoro meus sessenta dias de novo e pleno vôo. Sei que não viajo sozinho. Pelo contrário! Estou em boa e cúmplice companhia. Vôo bem feliz.

E imagino... Embora sem nenhuma comprovação, creio que a Filó pode estar se sentindo desconfortável com esta minha nova rotina. Eu, um Diógenes sem lanterna e alçando vôo à procura de algo, tenho feito do meu barril – onde a Filó também habita – um ambiente somente para curta temporada. Decerto que ela percebe a minha ausência, pois poucas vezes tenho estado ali.

É bem verdade que, mesmo em repouso, muito dificilmente eu a vejo. É só eu dar o ar de minha presença que ela se escafede. Não que ela dê o sumiço mundo afora, isso não! Mas se evapora, por assim dizer. E não me incomoda jamais. Permanece escondidinha ali. Nenhum pio, nenhum murmúrio de desaprovação. Eu a sinto presente, e não preciso nem vê-la. Ela sempre está no barril.

Pode ser que seja exatamente essa ausente presença a razão da mudança de minha rotina. Fazer o quê! Assim a Filó age, assim eu reajo.

Ah, eu já te disse que hoje também comemoro minha infância, minha adolescência, minha juventude e minha maturidade? Pois é. Comemoro meus tempos e contratempos, meus caminhos e descaminhos, minhas tristezas e alegrias, meus devaneios e realidades, minhas certezas e incertezas, minhas decisões e indecisões, meus prantos e sorrisos... Comemoro, enfim, meus cinqüenta e sete anos, dez meses, vinte e dois dias, algumas horas e diversos minutos de vida nesta oca a qual chamamos genericamente Terra. É, é isso mesmo!

Agora, explicado isso, peço licença. Desculpa! Preciso ir. Tem alguém me esperando para o vôo. Tchau, Filó!!!
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Genésio dos Santos, 57 anos, um envelhecente poeta e cronista, está vivo.

domingo, 25 de outubro de 2009

Comemorações . . .

Hoje, 25 de outubro de 2009, faço algumas comemorações e/ou aniversários.

Comemoro meus cinqüenta e sete anos, nove meses, vinte e dois dias, algumas horas e diversos minutos de vida nesta oca a qual  chamamos genericamente Terra.

Comemoro minha infância, minha adolescência, minha juventude e minha maturidade, meus tempos e contratempos, meus caminhos e descaminhos, minhas tristezas e alegrias, meus devaneios e realidades, minhas certezas e incertezas, minhas decisões e indecisões, meus prantos e sorrisos....

Eu estar aposentado desde abril de 2005 é um privilégio e tanto.

Já tenho meu ganha-pão!

Desde sempre faço poesias! Desde sempre faço crônicas!

Desde sempre tenho um lado - o lado esquerdo, o lado do meu coração!

Tal qual um Diógenes sem lanterna habito meu barril e alço vôo no mundo à procura de algo. Hoje faz trinta dias que estou em novo e pleno vôo. E sei que não estou sozinho!

Estou feliz.
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Genésio dos Santos, 57 anos, um quase-velho, poeta e cronista, está vivo.