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[traduzido por José Lino
Grünewald]
Caranguejos rastejam frios nas
colinas,
Mais frios os pepinos que
abaixo as povoam,
E mais frias as fendas
brônzeas que coroam
Treva em tédio das filosofais
aspirinas!
Pois quando a leve pele do
néctar apinha
As amplas taças, de homens e
demônios cheias,
Ali se oculta o fraco rato, a
ave plebéia,
E por lá o porco-espinho com
todos espinhos.
Também fica a tecer em solene
tensão
O triste divagar — que moroso
morria,
A diária partida no partir do
dia
Gama de verde ervilha em
distante extensão
Quando focas manhosas estão em
congresso —
Assim assim é a vida —
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| Edward Lear |
Cold are the crabs
Cold are the crabs that crawl on yonder hills,
Colder the cucumbers that grow beneath,
And colder still the brazen chops that wreathe
The tedious gloom of philosophic pills!
For when the tardy gloom of nectar fills
The ample bowls of demons and of men,
There lurks the feeble mouse, the homely hen,
And there the porcupine with all her quills.
Yet much remains — to weave a solemn strain
That lingering sadly — slowly dies away,
Daily departing with departing day
A pea green gamut on a distant plain
Where wily walrusses in congress meet —
Such such is life —
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Grandes Poetas da Língua Inglesa do Século XIX, edição bilíngue, Seleção, Tradução e Organização de José Lino Grünewald, 1988, Editora Nova Fronteira, Rio de Janeiro — RJ; Edward Lear (1812 — 1888), inglês e londrino, distrito de Highgate, teve pouca educação formal, foi pintor, ilustrador, escritor e poeta nonsense; em 1837 deu início à publicação dos seus Illustrated Journals of a Landscape Painter (Diários Ilustrados de um Pintor de Paisagens); o poeta e ilustrador teve uma vida nômade e andejou constantemente pela Europa e pela Ásia; obras: A Book of Nonsense (Livro de Nonsense, 1846, edição ampliada em 1861) e outros títulos.
