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Viajo ao acaso.
Não sei para onde nem por quê,
nem sei se perto ou se distante.
Sei que viajo para algures.
Tomara que lá eu possa chorar,
aqui me envergonho de fazê-lo.
Tomara que lá se viva,
estou morto.
Não sei para onde nem por quê,
nem sei se perto ou se distante.
Sei que viajo para algures.
Tomara que lá eu possa chorar,
aqui me envergonho de fazê-lo.
Tomara que lá se viva,
estou morto.
Número Um, poesias, Edição do Autor, 1978, São
Paulo — SP; Genésio dos Santos, nascido em 1952, paulista
de Itapetininga, caipira e filho de ferroviário, quase ex-telegrafista da
Estrada de Ferro Sorocabana, escreve desde os treze anos de idade; num dia
foi bóia-fria, noutro foi ajudante de açougueiro, faturista de comércio de
atacado e, ainda noutro, labutou em escritórios de contabilidade; até agorinha
mesmo foi bancário, hoje aposentado; poeta e cronista não tão ativo,
escreveu e publicou Número Um (poesias, 1978) e Cinco
Poeminhas (cartaz poético, 1981); como militante
sindical, escreveu crônicas para os jornais O Espelho — SP,
Folha Bancária e pilotou o devezenquandário Na Moita (1991 — 1997), editados sob a responsabilidade do
Sindicato dos Bancários de São Paulo; é aprendiz de blogueiro.