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Volta! ainda é tempo! Branca, no horizonte,
tua aldeia sorri sobre a colina.
Cumpra-se nesses vales tua sina,
seja teu mundo esse tranqüilo monte.
Seja teu mundo essa encurvada ponte
que sobre o rio, trêmula, se inclina,
e esse trecho do céu que te ilumina
a larga, franca e pensativa fronte.
A vida aí fora, em ondas tumultua.
Ouve teu rude coração. Recua!
Volta aos humildes, mas felizes tetos!
Que as estrelas terão mais calmos brilhos
para velar o sono de teus filhos,
e a terra sorrirá para teus netos!
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O Mundo Maravilhoso do Soneto, de Vasco
de Castro Lima [inúmeros sonetistas e tradutores], Prefácio de Rangel Coelho, 1987,
Livraria Freitas Bastos S/A, Rio de Janeiro — RJ; Ronald de Carvalho (1893 — 1935),
carioca, formado em Direito pela Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais
do Rio de Janeiro (atual Direito — UFRJ), foi jornalista, escritor, poeta, crítico
e diplomata; um dos expoentes do Modernismo no Brasil, participou da Semana de Arte
Moderna de 1922 no Teatro Municipal de São Paulo; no Rio de Janeiro, colaborou com
os periódicos Diário de Notícias, O Jornal, e com as revistas Alma Nova e Atlântida;
anteriormente, em Portugal, fora um dos fundadores da revista literária Orpheu (Lisboa,
1915), contribuindo para a introdução do Modernismo naquele país; em 1933, regressando
ao Brasil, foi secretário do presidente Getúlio Vargas; escreveu e publicou Luz
Gloriosa (poesias, 1913), Pequena História da Literatura Brasileira (1919), Poemas
e Sonetos (1919), Epigramas Irônicos e Sentimentais (1922), Espelho de Ariel (1923),
Toda a América e Jogos Pueris (poesias, ambos em 1926), Estudos Brasileiros (três
séries, 1924 — 1931) e outros títulos; foi agraciado duas vezes por prêmios da
Academia Brasileira de Letras pelas obras Pequena História da Literatura
Brasileira e Poemas e Sonetos (publicados e premiados em 1919); morreu em acidente
automobilístico no Rio de Janeiro; na ocasião, era Chefe da Casa Civil da Presidência
da República no governo de Getúlio Vargas.



