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A lira antiga que pulsei, pulsava
Por tua causa apenas compelido;
E sabia o meu verso umedecido
Das lágrimas ardentes que chorava.
Hoje não choro mais, nem a alma escrava
Derrama agora o pranto já vertido;
Não te lancei, porém, do meu sentido,
Amo-te mais até do que te amava!
É que me alenta o teu amor, senhora,
Que eu não supunha que te merecia
Naqueles tempos infantis de outrora.
E, se não faço os versos que fazia,
É porque tenho nesse amor agora
O que dantes busquei na fantasia!

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A Mensageira — Revista Literária
dedicada à mulher brasileira (1897
a 1900), Diretora: Presciliana Duarte de Almeida, Edição
fac-similar, Volume II, Apresentação de Bete Mendes e comentários de Zuleika
Alambert, 1987, Imprensa Oficial do Estado S/A — IMESP, São Paulo — SP; Silvio Tibiriçá de Almeida (1867 — 1924), mineiro de Pouso Alegre, bacharel em
Direito pela Faculdade de Direito de São Paulo (atual USP — Largo São
Francisco), foi filólogo, professor, crítico, ensaísta, cronista e
poeta; colaborou com os periódicos Ilustração Brasileira e Gazeta Artística; iniciou-se no jornalismo através do Diário Popular e de A Paulicéia (folha jurídico-literária) e foi colunista do jornal O Estado de São Paulo; como professor,
lecionou Português e Literatura; foi criador e sócio-fundador da Academia Paulista de Letras; escreveu Efêmeras (poesia, 1898), O Antigo Vernáculo, Estudos Camonianos, A Sistematização Ortográfica.