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por nome de pluma Glauceste
Satúrnio
natural da Vila de Mariana
sonhou com ninfas aventurosas
praias
achou exílio na arcádia e
entre cautelas
a própria terra feita de
escrituras
penhas & palavras
amou com parcimônia quase usura
nas horas vagas cultivou o
hábito
de emprestar dinheiro a juros
acumulou escravos e sonetos
e mais pudesse mais acumulara
como desconfiasse da
posteridade
e de outras deusas menos
inconstantes
fez imprimir os versos num
volume
de esplêndida fatura e frontispício
onde o tipógrafo lavrou assim:
OBRAS COMPLETAS de C. M. da
Costa
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Pandemônio — Geraldo Carneiro, Apresentação de Silviano
Santiago, Coleção Toda Poesia 12, 1993, Art Editora, São Paulo — SP; Geraldo Eduardo Ribeiro Carneiro, nascido em 1952, mineiro de Belo Horizonte, estudou
Letras na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro — RJ, é
poeta, ensaísta, tradutor, dramaturgo, roteirista de cinema e tevê e letrista
de músicas; radicado no Rio de Janeiro desde 1955, participou da chamada
Geração Marginal, grupo poético dos anos 70; por 12 anos, fez parceria musical
com Egberto Gismonti e de quem produziu o primeiro disco, Água e Vinho, tendo
sido também parceiro dos músicos Astor Piazolla, Tom Jobim, Wagner Tiso e
Francis Hime entre outros; para a televisão, foi roteirista, produziu
minisséries, seriados, novelas, roteiros musicais, adaptações de obras
literárias, tendo trabalhado na Globo e antiga TV Manchete; para
o teatro, estreou com o musical Lola Moreno, escrito em parceria com
Bráulio Pedroso (encenada em 1982 e 1983), além de ter escrito outras
peças: Folias do coração, Apenas bons amigos (ambas com Miguel
Falabella e encenadas em 1983), A bandeira dos cinco mil réis (encenada em 1986) e Manu Çaruê etc. e ter traduzido várias peças,
como A Tempestade (The tempest, encenada em 1982 e 1983) e Uma peça como você gosta (As you like if, encenada em 1985), de Shakespeare; para o cinema, roteirizou Eternamente Pagu (1987) e O Judeu (1996, escrito com Millôr Fernandes e Gilvan Pereira); bibliografia literária: em poesia, Na busca do Sete-Estrelo (1974), Verão Vagabundo (1980), Piquenique em Xanadu (1988), Pandemônio (1993), Folias
Metafísicas, Por mares nunca dantes (2000), Lira dos Cinquent’anos (2002) e Balada do Impostor (2006) entre
outros títulos, em prosa, Vinícius de Moraes: a fala da paixão (1984) e Leblon:
a crônica dos anos loucos (1996); recebeu premiações por suas obras;
Geraldo Carneiro á acadêmico da Academia Brasileira de Letras.





