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segunda-feira, 16 de junho de 2025

Ludwig Uhland: A filha da albergueira

 
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[traduzido por Francisco Otaviano]

Passam o Reno três mancebos, entram
        No pouso da albergueira.
“Cerveja boa e vinho bom... Mas onde
        Está a feiticeira,
A tua filha que de nós se esconde”.
“Dou-vos cerveja fresca e vinho puro:
        Minha filha está morta
Aí dentro”. Que profunda comoção!
        Da alcova abrindo a porta
Viram, os três, a moça em seu caixão.
Erguendo o véu, e as faces contemplando
        Da pálida donzela,
Disse o primeiro: “Oh quanto, neste dia,
        Virgem cândida e bela,
Se pudesses viver eu te amaria!”
Deixando o véu cair e se afastando
        Dali, disse o segundo,
Em frase que o soluço entrecortava:
        “Por que deixaste o mundo?
Há tanto tempo, ó virgem, que eu te amava!”
Retirando-lhe o véu, disse o terceiro:
        “Não... Meu amor não finda...
Beijo-te os lábios frios, com saudade...
        Amei-te, amo-te ainda,
E hei de amar-te por toda a eternidade”.

Ludwig Uhland

Der Wirtin Töchterlein

Es zogen drei Burschen wohl über den Rhein,
Bei einer Frau Wirtin, da kehrten sie ein:

»Frau Wirtin, hat Sie gut Bier und Wein?
Wo hat Sie Ihr schönes Töchterlein?«

»Mein Bier und Wein ist frisch und klar,
Mein Töchterlein liegt auf der Totenbahr'.«

Und als sie traten zur Kammer hinein,
Da lag sie in einem schwarzen Schrein.

Der erste, der schlug den Schleier zurück
Und schaute sie an mit traurigem Blick:

»Ach, lebtest du noch, du schöne Maid!
Ich würde dich lieben von dieser Zeit!«

Der zweite deckte den Schleier zu
Und kehrte sich ab und weinte dazu:

»Ach! dass du liegst auf der Totenbahr'!
Ich hab dich geliebet so manches Jahr.«

Der dritte hub ihn wieder sogleich
Und küsste sie an den Mund so bleich:

»Dich liebt ich immer, dich lieb' ich noch heut'
Und werde dich lieben in Ewigkeit.«
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O Livro de Ouro da Poesia Alemã — Antologia de Poetas da Língua Alemã [diversos autores e tradutores], Apresentação e Seleção de Geir Campos, edição bilíngue, coleção Clássicos de Bolso nº 82128, 1985[?], Ediouro, Rio de Janeiro — RJ; Johann Ludwig Uhland (1787 1862), alemão de Tübingen, à época ducado de Württemberg, fez seus estudos iniciais na Schola Anatolica, escola latina de sua cidade natal, estudou jurisprudência e formou-se em Direito na universidade local, estudioso da literatura medieval, em especial da poesia alemã e francesa antigas, foi poeta, filólogo, professor, historiador literário, advogado e político; em viagem educacional a Paris, um mês após se formar, interessado nos escritos franceses e alemães antigos, concluiu seus estudos na Bibliotèque Nationale de France (Pariser Nationalbibliothek); data de 1812 seu poema Frühlingsglaube, “provavelmente o mais conhecido”; em 1829, foi nomeado professor da língua e literatura alemã na Universität Tübingen [Universidade de Tübingen]; como político, foi eleito membro do parlamento estadual de Württemberg e da Nationalversammlung, Assembléia Nacional, com sede em Frankfurt; suas obras: Vaterländische Gedichte (coleção de poemas, 1815, com várias outras edições nas quais se incluíam novos poemas), Ernst, Herzog von Schwaben — Trauerspiel in fünf Aufzügen (Ernesto, Duque da Suábia — peça fúnebre em 5 atos, 1817), Ludwig der Baier — Schauspiel in 5 Aufzügen (Ludwig, o Bávaro — peça em 5 atos, 1819), Der Mythus von Thôr nach nordischen Quellen — Studien zur nordischen Mythologie (O Mito de Thór de acordo com fontes nórdicas — Estudos em mitologia nórdica, 1836), Sagenforschungen (Pesquisa sobre lendas, 1836) ...; consta da biografia do poeta que suas baladas se tornaram amplamente populares e que várias delas se converteram em hinos nas composições de Johannes Brahms, Franz Liszt, Felix Mendelssohn Bartholdy, Franz Schubert, Richard Strauss e mais autores da música clássica e outros músicos.

domingo, 29 de dezembro de 2024

Ludwig Uhland: A freira

 
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[traduzido por Geir Campos]

No ermo jardim do claustro
ia branca donzela,
triste ao luar sem cor;
iam, nos cílios dela,
gotas de mar de amor.

“Ai de mim, que está morto
o doce amado meu!
Mas vive o amor em mim:
sendo ele anjo no céu,
a um anjo eu amo assim!”

Buscou, a passo incerto,
a Imagem de Maria
tão maternal e pura
a luz que lhe servia
de esplêndida moldura;

de joelhos ante a Virgem,
firmou o olhar no céu
até a Morte lhe vir
as pálpebras cobrir;
leve caiu-lhe o véu.

Ludwig Uhland

Die Nonne

Im stillen Klostergarten
Eine bleiche Jungfrau ging;
Der Mond beschien sie trübe,
An ihrer Wimper hing
Die Thräne zarter Liebe.

“O wohl mir, dass gestorben
Der treue Buhle mein!
Ich darf ihn wieder lieben:
Er wird ein Engel seyn,
Und Engel darf ich lieben.“

Sie trat mit zagem Schritte
Wohl zum Mariabild;
Es stand in lichtem Scheine,
Es sah so muttermild
Herunter auf die Reine.

Sie sank zu seinen Füssen,
Sah auf mit Himmelsruh,
Bis ihre Augenlider
Im Tode fielen zu;
Ihr Schleier wallte nieder.

[1815]
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O Livro de Ouro da Poesia Alemã — Antologia de Poetas da Língua Alemã [diversos autores e tradutores], Apresentação e Seleção de Geir Campos, edição bilíngue, coleção Clássicos de Bolso nº 82128, 1985[?], Ediouro, Rio de Janeiro — RJ; Johann Ludwig Uhland (1787 1862), alemão de Tübingen, à época ducado de Württemberg, fez seus estudos iniciais na Schola Anatolica, escola latina de sua cidade natal, estudou jurisprudência e formou-se em Direito na universidade local, estudioso da literatura medieval, em especial da poesia alemã e francesa antigas, foi poeta, filólogo, professor, historiador literário, advogado e político; em viagem educacional a Paris, um mês após se formar, interessado nos escritos franceses e alemães antigos, concluiu seus estudos na Bibliotèque Nationale de France (Pariser Nationalbibliothek); data de 1812 seu poema Frühlingsglaube, “provavelmente o mais conhecido”; em 1829, foi nomeado professor da língua e literatura alemã na Universität Tübingen [Universidade de Tübingen]; como político, foi eleito membro do parlamento estadual de Württemberg e da Nationalversammlung, Assembléia Nacional, com sede em Frankfurt; suas obras: Vaterländische Gedichte (coleção de poemas, 1815, com várias outras edições nas quais se incluíam novos poemas), Ernst, Herzog von Schwaben — Trauerspiel in fünf Aufzügen (Ernesto, Duque da Suábia — peça fúnebre em 5 atos, 1817), Ludwig der Baier — Schauspiel in 5 Aufzügen (Ludwig, o Bávaro — peça em 5 atos, 1819), Der Mythus von Thôr nach nordischen Quellen — Studien zur nordischen Mythologie (O Mito de Thór de acordo com fontes nórdicas — Estudos em mitologia nórdica, 1836), Sagenforschungen (Pesquisa sobre lendas, 1836) ...; consta da biografia do poeta que suas baladas se tornaram amplamente populares e que várias delas se converteram em hinos nas composições de Johannes Brahms, Franz Liszt, Felix Mendelssohn Bartholdy, Franz Schubert, Richard Strauss e mais autores da música clássica e outros músicos.

quarta-feira, 9 de outubro de 2024

Ludwig Uhland: A pousada

 
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[traduzido por Bernardo Taveira Júnior]

Recolheu-me, não há muito,
Uma hospedaria excelente:
A divisa um pomo de ouro,
De um alto ramo pendente.
Era bela macieira
Quem me deu acolhimento,
E no suco de seus frutos
Tive ótimo alimento.
Leves hóspedes alados
À sua pousada chegaram
E ali, em pleno banquete,
A exultar se regalaram.
Achei cama primorosa
Na macia e verde alfombra;
Minha coberta a hospedeira
Com a sua fresca sombra.

Ludwig Uhland

Einkehr

Bei einem Wirte, wundermild,
Da war ich jüngst zu Gaste;
Ein goldner Apfel war sein Schild
An einem langen Aste.

Es war der gute Apfelbaum,
Bei dem ich eingekehret;
Mit süsser Kost und frischem Schaum
Hat er mich wohl genähret.

Es kamen in sein grünes Haus
Viel leichtbeschwingte Gäste;
Sie sprangen frei und hielten Schmaus
Und sangen auf das beste.

Ich fand ein Bett zu süsser Ruh’
Auf weichen, grünen Matten;
Der Wirt, er deckte selbst mich zu
Mit seinem kühlen Schatten.

[Nun fragt ich nach der Schuldigkeit,
Da schüttelt er den Wipfel.
Gesegnet sei er allezeit
Von der Wurzel bis zum Gipfel.] *

* Nota do blogue Verso e Conversa: após pesquisas googleanas, o nem tão atrevido aprendiz de blogueiro desta página deixa registrado que este poema Einkehr foi/é composto de 5 estrofes de 4 versos cada, com o tradutor Bernardo Taveira Júnior só se ocupando das quatro primeiras estrofes; este humilde escrevinhador do blogue não se atreveu nem ao menos garatujar um só esboço que fosse de versão traduzida da tal quinta estrofe.
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O Livro de Ouro da Poesia Alemã — Antologia de Poetas da Língua Alemã [diversos autores e tradutores], Apresentação e Seleção de Geir Campos, edição bilíngue, coleção Clássicos de Bolso nº 82128, 1985[?], Ediouro, Rio de Janeiro — RJ; Johann Ludwig Uhland (1787 1862), alemão de Tübingen, à época ducado de Württemberg, fez seus estudos iniciais na Schola Anatolica, escola latina de sua cidade natal, estudou jurisprudência e formou-se em Direito na universidade local, estudioso da literatura medieval, em especial da poesia alemã e francesa antigas, foi poeta, filólogo, professor, historiador literário, advogado e político; em viagem educacional a Paris, um mês após se formar, interessado nos escritos franceses e alemães antigos, concluiu seus estudos na Bibliotèque Nationale de France (Pariser Nationalbibliothek); data de 1812 seu poema Frühlingsglaube, “provavelmente o mais conhecido”; em 1829, foi nomeado professor da língua e literatura alemã na Universität Tübingen [Universidade de Tübingen]; como político, foi eleito membro do parlamento estadual de Württemberg e da Nationalversammlung, Assembléia Nacional, com sede em Frankfurt; suas obras: Vaterländische Gedichte (coleção de poemas, 1815, com várias outras edições nas quais se incluíam novos poemas), Ernst, Herzog von Schwaben — Trauerspiel in fünf Aufzügen (Ernesto, Duque da Suábia — peça fúnebre em 5 atos, 1817), Ludwig der Baier — Schauspiel in 5 Aufzügen (Ludwig, o Bávaro — peça em 5 atos, 1819), Der Mythus von Thôr nach nordischen Quellen — Studien zur nordischen Mythologie (O Mito de Thór de acordo com fontes nórdicas — Estudos em mitologia nórdica, 1836), Sagenforschungen (Pesquisa sobre lendas, 1836) ...; consta da biografia do poeta que suas baladas se tornaram amplamente populares e que várias delas se converteram em hinos nas composições de Johannes Brahms, Franz Liszt, Felix Mendelssohn Bartholdy, Franz Schubert, Richard Strauss e mais autores da música clássica e outros músicos.

domingo, 21 de junho de 2020

Ludwig Uhland: O bom camarada

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[traduzido por Amélia de Rezende Martins]

Eu tinha um camarada,
Amigo meu, sem par...
E o rufo dos tambores
A abafar nossas dores,
Fazendo nos marchar.

Os projéteis que explodem,
P’ra qual de nós serão?
Eis que um estilhaço o mata,
E o golpe me arrebata
O próprio coração!

Num gesto de agonia
Ainda me estende a mão;
Mas o dever me chama:
“A Pátria me reclama,
Adeus, querido irmão!”

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Ludwig Uhland

Der gute Kamerad

Ich hatt einen Kameraden,
Einen bessern findst du nit.
Die Trommel schlug zum Streite,
Er ging an meiner Seite
In gleichem Schritt und Tritt.

Eine Kugel kam geflogen;
Gilt's mir oder gilt es dir?
Ihn hat es weggerissen,
Er liegt mir vor den Füssen,
Als wär's ein Stück von mir.

Will mir die Hand noch reichen,
Derweil ich eben lad:
“Kann dir die Hand nicht geben;
Bleib du im ew'gen Leben
Mein guter Kamerad!”
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O Livro de Ouro da Poesia Alemã — Antologia de Poetas da Língua Alemã, (diversos autores e tradutores), Apresentação e Seleção de Geir Campos, edição bilíngue, Clássicos de Bolso, 1985, Ediouro, Rio de Janeiro — RJ;  Johann Ludwig Uhland (1787 1862), alemão de Tübingen, à época ducado de Württemberg, estudou jurisprudência e formou-se em direito na universidade local, estudioso da literatura medieval, em especial da poesia alemã e francesa antigas, foi poeta, filólogo, historiador literário, advogado e político; bibliografia: Vaterländische Gedichte (coleção de poemas, 1815, com outras edições que incluíam novos poemas), Ernst, Herzog von Schwaben e Ludwig der Baier (obras dramáticas, 1818 e 1819, respectivamente)...; consta da biografia do poeta que suas baladas se tornaram amplamente populares e que algumas delas se transformaram em hinos.

terça-feira, 26 de maio de 2020

Ludwig Uhland: A serenata

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[traduzido por Fagundes Varela]

Oh, minha mãe, que harmonias
Vêm meu sono interromper!
Não ouvis? Ai, são tão belas
Que me sinto reviver.

Dorme, filhinha, é o delírio
Que te causa a febre ardente:
Quem tocará serenatas
Na porta de um doente?

Não é música terrestre
Que ao sono rasga-me o véu,
Oh, mãe, é o coro dos anjos
Que me chamam para o céu!

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Ludwig Uhland

Das Ständchen

Was wecken aus dem Schlummer mich
Für süsse Klänge doch?
O Mutter, sieh! wer mag es sein,
In später Stunde noch?

“Ich höre nichts, ich sehe nichts.
O schlummre fort so lind!
Man bringt dir keine Ständchen jetzt,
Du armes, krankes Kind!”

Es ist nicht irdische Musik,
Was mich so freudig macht:
Mich rufen Engel mit Gesang.
O Mutter, gute Nacht!
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O Livro de Ouro da Poesia Alemã — Antologia de Poetas da Língua Alemã, (diversos autores e tradutores), Apresentação e Seleção de Geir Campos, edição bilíngue, Clássicos de Bolso, 1985, Ediouro, Rio de Janeiro — RJ; Johann Ludwig Uhland (1787 1862), alemão de Tübingen, à época ducado de Württemberg, estudou jurisprudência e formou-se em direito na universidade local, estudioso da literatura medieval, em especial da poesia alemã e francesa antigas, foi poeta, filólogo, historiador literário, advogado e político; bibliografia: Vaterländische Gedichte (coleção de poemas, 1815, com outras edições que incluíam novos poemas), Ernst, Herzog von Schwaben e Ludwig der Baier (obras dramáticas, 1818 e 1819, respectivamente)...; consta da biografia do poeta que suas baladas se tornaram amplamente populares e que algumas delas se transformaram em hinos.

sábado, 2 de novembro de 2019

Ludwig Uhland: A coroa submersa

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[traduzido por Alexei Bueno]

No alto daquele monte
Há uma casa pequenina,
Panorama deslumbrante
Da porta se descortina;
Livre e justo lavrador
Lá mora, que ao fim do dia
Cânticos ergue ao Senhor
E o gume da foice afia.

Embaixo um pântano existe
Sombrio, onde jaz no fundo
Coroa, em que já se viram
A glória e o poder do mundo;
Carbúnculos e safiras
Lá estão à noite a brilhar;
Ali ela vive há séculos,
Ninguém ainda a foi buscar.

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Die versunkene Krone

Da droben auf dem Hügel,
Da steht ein kleines Haus,
Man sieht von seiner Schwelle
Ins shöne Land hinaus;
Dort sitzt ein freier Bauer
Am Abend auf der Bank,
Er dengelt seine Sense
Und singt dem Himmel Dank.

Da drunten in dem Grunde,
Da dämmert längst der Teich,
Es liegt in ihm versunken
Eine Krone, stoltz und reich,
Sie läßt zu Nacht wohl spielen
Karfunkel und Saphir;
Sie liegt seit grauen Jahren,
Und niemand sucht nach ihr.
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Cinco séculos de poesia (diversos autores) — poemas traduzidos, Tradução e Prefácio de Alexei Bueno, edição bilíngue, 2013, Editora Record, São Paulo — SP; Johann Ludwig Uhland (1787 1862), alemão de Tübingen, à época ducado de Württemberg, estudou jurisprudência e formou-se em direito na universidade local, estudioso da literatura medieval, em especial da poesia alemã e francesa antigas, foi poeta, filólogo, historiador literário, advogado e político; bibliografia: Vaterländische Gedichte (coleção de poemas, 1815, com outras edições que incluíam novos poemas), Ernst, Herzog von Schwaben e Ludwig der Baier (obras dramáticas, 1818 e 1819, respectivamente)...; consta da biografia do poeta que suas baladas se tornaram amplamente populares e que algumas delas se transformaram em hinos.

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Ludwig Uhland: A espada

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[traduzido por João Ribeiro]

À tenda do ferreiro, onde uma espada
Encomendara, um moço apareceu.
Mas ao brandi-la, achou-a tão pesada!
 “Mais leve a pedi eu”

Riu-se o ferreiro simuladamente:
 “Vosso braço é franzino, meu senhor!
Vou amanhã fundi-la novamente
E fazê-la menor.”

 “Não! hoje mesmo! à fé de cavaleiro!
Com estes frágeis braços que tu vês!”
E da espada apossando-se, ligeiro,
Em pedaços a fez.

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Ludwig Uhland

Das Schwert

Zur Schmiede ging ein junger Held,
Er hatt' ein gutes Schwert bestellt;
Doch als er's wog in freier Hand,
Das Schwert er viel zu schwer erfand.

Der alte Schmied den Bart sich streicht:
"Das Schwert ist nicht zu schwer noch leicht,
Zu schwach ist Euer Arm, ich mein',
Doch morgen soll geholfen sein."

"Nein, heut! bei aller Ritterschaft!
Durch meine, nicht durch Feuers Kraft."
Der Jüngling spricht's, ihn Kraft durchdringt,
Das Schwert er hoch in Lüften schwingt.
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O Livro de Ouro da Poesia Alemã — Antologias de Poetas da Língua Alemã, (diversos autores e tradutores), Apresentação e Seleção de Geir Campos, edição bilíngue, Clássicos de Bolso, 1985, Ediouro, Rio de Janeiro — RJ; Johann Ludwig Uhland (1787 1862), alemão de Tübingen, à época ducado de Württemberg, estudou jurisprudência e formou-se em direito na universidade local, estudioso da literatura medieval, em especial da poesia alemã e francesa antigas, foi poeta, filólogo, historiador literário, advogado e político; bibliografia: Vaterländische Gedichte (coleção de poemas, 1815, com outras edições que incluíam novos poemas), Ernst, Herzog von Schwaben e Ludwig der Baier (obras dramáticas, 1818 e 1819, respectivamente)...; consta da biografia do poeta que suas baladas se tornaram amplamente populares e que algumas delas se transformaram em hinos.

sábado, 7 de setembro de 2019

Ludwig Uhland: A interpretação dos sonhos

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[traduzido por Atílio Milano]

Sonhei ontem que hoje a minha bela
Estaria à janela.
Acordo, e na janela os olhos ponho:
Em seu lugar vi flores!
Hoje em sonho
Soube que verei flores na janela;
Mas já aprendi a interpretar o sonho
 é a realidade que um disfarce vela...
E é assim que ansiosamente agora me disponho
a, em vez de flores, ver a flor das flores: ela!

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Ludwig Uhland

Traumdeutung

Gestern hatt' ich geträumt,
Mein Mädchen am Fenster zu sehen.
Doch was sah ich des Tags?
Blumen der Lieblichen nur.
Heute nun war mir im Traum,
Als säh' ich am Fenster die Blumen;
Darum schau' ich gewiss
Heute die Liebliche selbst.
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O Livro de Ouro da Poesia Alemã — Antologias de Poetas da Língua Alemã, (diversos autores e tradutores), Apresentação e Seleção de Geir Campos, edição bilíngue, Clássicos de Bolso, 1985, Ediouro, Rio de Janeiro — RJ; Johann Ludwig Uhland (1787 1862), alemão de Tübingen, à época ducado de Württemberg, estudou jurisprudência e formou-se em direito na universidade local, estudioso da literatura medieval, em especial da poesia alemã e francesa antigas, foi poeta, filólogo, historiador literário, advogado e político; bibliografia: Vaterländische Gedichte (coleção de poemas, 1815, com outras edições que incluíam novos poemas), Ernst, Herzog von Schwaben e Ludwig der Baier (obras dramáticas, 1818 e 1819, respectivamente)...; consta da biografia do poeta que suas baladas se tornaram amplamente populares e que algumas delas se transformaram em hinos.