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Glória a quem sofre! Glória a quem
padece
as torturas supremas do Ideal
e àquele que recolhe a ingrata
messe
do Desespero atroz, do Ódio mortal!
Glória a quem, desprezando o rogo e
a prece
que lhe possam trazer um Bem de um
Mal,
não roga... não suplica... e nunca
desce
do sólio do seu Eu — que é Sólio
Real! —
Glória a quem traz no coração
sedento
de amor, esta Saudade indefinida
do Alguém que existe sem jamais se
ver!
Glória a quem vai, no horror do
isolamento,
no Calvário, levando a Cruz da Vida
e a Coroa de Espinhos do Dever!
(revista Fon-Fon, 09.09.1916)
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O Mundo Maravilhoso
do Soneto, de Vasco de Castro Lima [inúmeros sonetistas e tradutores], Prefácio
de Rangel Coelho, 1987, Livraria Freitas Bastos S/A, Rio de Janeiro — RJ; Honório
Armond (1891 — 1958), mineiro de Barbacena, fez seus estudos iniciais em seminário
lazarista em Petrópolis — RJ, deu início à sua profissão no magistério no Colégio
Luso-Brasileiro, em Varginha — MG, foi professor e poeta bilíngue; lecionou Português
e teve seus poemas registrados em periódicos mineiros, cariocas e paulistas; escreveu
e publicou Ignotae Deae (1917), Perante o Além (1921), Les Voix e Les Bonheurs (1932);
escrevia seus poemas ora em português, ora em francês; em 1927, com o patrocínio
do jornal Diário de Minas, foi eleito 'Príncipe dos Poetas Mineiros', em concurso
realizado por jovens modernistas mineiros liderados por Carlos Drummond de Andrade;
seus poemas, dispersos em jornais, revistas e arquivos literários (jornais Cidade
de Barbacena e Diário de Minas, revistas Acaiaca, Radium e Revista da Academia Mineira
de Letras, Arquivo de Guimarães Rosa, revista Fon-Fon, O Estado de São Paulo etc.)
foram reunidos e ganharam uma nova edição em Poesia Completa de Honório Armond (2011);
pertenceu à Academia Mineira de Letras; Honório Armond também lecionou no Liceu
e Escola Normal de Muzambinho — MG e no Ginásio Mineiro de Barbacena, sua cidade
natal.




