Mostrando postagens com marcador Alberto Isaac. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Alberto Isaac. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Alberto Isaac: As engraxatarias completavam a elegância dos itapetininganos

Resultado de imagem para Vivas Memórias, Alberto Isaac
____________________
                              Era uma vez, aqui em Itapetininga, um tempo em que só se usava tênis para fazer ginástica ou, para poucos, jogar tênis. Calçado era obrigatoriamente sinônimo de sapato de couro, usado por todos, dos mais pobres aos mais ricos, sem distinção, fossem botinas rangedeiras, de elástico no cano, fabricadas então pelas sapatarias Gensen, Matarazzo, Zequinha, ou Indalécio, Miguel Pucci, ou os sapatos produzidos pelo famoso Tuim, Cauchiolli e outros.
                              Esse uso generalizado de sapatos de couro levou à ascensão e glória de um serviço que rapidamente se disseminaria pela cidade, o dos engraxates (profissionais). Não se refere nesse caso aos pequenos que circulavam com suas escovas e caixinhas de madeira a tiracolo, em busca de eventuais interessados, como ocorre hoje e isto com poucos engraxates pelas ruas. Tratava-se dos verdadeiros profissionais que faziam lustrar com perfeição um oficio levado muito a sério e que, não raro, passava de pai para filho.
                              Os dedicados em regime de tempo integral à função, geralmente trabalhavam em salas alugadas ou então nas proximidades de barbearias no centro da cidade, sob o comando de um microempresário que supervisionava de perto os trabalhos e não se fazia de rogado quando também tinha de meter a mão na graxa.
                              Algumas das engraxatarias de tamanho razoável como as que funcionavam na rua Monsenhor Soares, próximo ao cine Itapetininga, antigo Ideal ou a de Joaquim Pereira na José Bonifácio, junto ao famoso bar Garcia, eram justamente as mais renomadas. Chegar e instalar-se numa de suas poltronas anatômicas de madeira, podia até aspirar o aroma de loção que vinha da barbearia localizada na José Bonifácio, de propriedade de Pedro Paca e, posteriormente, de Dito (Gamela), originário de Capão Bonito. O cliente podia falar ou manter-se em silêncio. Se preferisse ler, havia os jornais da cidade: Tribuna Popular, Aparecida do Sul ou Diário de Itapetininga, além da Gazeta Esportiva, que se encontravam em disponibilidade. Tomava conhecimento de todos os fatos sucedidos na cidade e também se punha em dia com respeito a atuação dos clubes de futebol locais, primeiro Associação e depois CASI ou DERAC. E quem não queria  ou não sabia ler podia ser informado pelo próprio engraxate, a pedido, de tudo, que ia da crônica policial até a esportiva, política ou social.
                              Enquanto isso o serviço propriamente era conduzido. Com as meias do cliente devidamente protegidas por placas de papelão, o profissional seguia uma invariável rotina de trabalho: primeiro, uma limpeza completa e cuidadosa do calçado, com esponja úmida, para retirada de pó e demais sujeiras. Depois, a primeira mão geral de graxa a chamada pomada inglesa, que era "Nugget", custava um pouco mais que a tida por nacional, mais o resultado compensava , a que se seguia escovação geral e completa, a seco. A seguir vinha a segunda mão de graxa, terceira escovação geral e caprichada, mais uma lambuja de graxa na biqueira e finalização com pano macio para realçar o brilho reduzido e com direito a um batuque executado pelo engraxate com o pano.
                              Átila, não o rei dos hunos, mas um itapetiningano simpático e que todo carnaval colocava um bloco na rua, possuía a engraxataria na Monsenhor Soares, bem junto ao cinema agora demolido; Joaquim Pereira, pai do bancário José Joaquim Pereira, conduzia a engraxataria na José Bonifácio, onde antes mantinha uma garaparia; Rubião, violonista dos melhores, era proprietário de outra engraxataria no Largo dos Amores, próximo à sede da Viação Cometa, e na Campos Sales existia uma engraxataria em que o dirigente era o pai de Roberto, o pasteleiro conhecido em toda cidade.
                              Todas caracterizavam-se pelo intenso movimento de clientes, pois os cidadãos primavam em andar com os sapatos bem lustrosos, principalmente quando participavam de festas e bailes realizados nos clubes locais.
                              Agora o uso cada vez mais constante do tênis modernos e sofisticados praticamente acabou com as engraxatarias, profissão já em extinção, restando as recordações daqueles que exerceram esse trabalho e daqueles que viveram essa fase da vida.

Resultado de imagem para Vivas Memórias, Alberto Isaac
____________________
Vivas Memórias, Alberto Isaac — histórias, personagens, crônicas, volume I, 2009, Editora Correio de Itapetininga, Itapetininga — SP; Alberto Isaac, nascido em 1925, de Itapetininga SP, comerciante, professor, cronista e jornalista, é colunista do jornal Correio de Itapetininga; colaborou com os jornais O Estado de São Paulo, O Diário de São Paulo, Diário de Sorocaba, Folha de Itapetininga, Aparecida do Sul.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Alberto Isaac: Na paisagem de Itapetininga ainda resistem as carroças

Resultado de imagem para Vivas Memórias, Alberto Isaac
____________________
                    Mesmo em tempos modernos como agora, com o transporte considerado dos mais rápidos  motos, caminhões, caminhonetes e outros veículos utilitários  destacam-se nas ruas da cidade, igual medida institucionalizada, a movimentação das inúmeras carroças, que trafegam em velocidade moderada pelas ruas de Itapetininga.
                    Elas, já foram em épocas passadas, em número bem expressivo, superando inclusive outras conduções que executavam serviços de bagageiros e, atualmente, em quantidade ainda razoável, executam qualquer trabalho em que são necessárias viagens pelos quadrantes da cidade. Obedecendo rigidamente as leis de trânsito, com carrinhos devidamente equipados, animais bem preparados e aptos para o encargo, fazem os mais diversos carretos, desde entulho, até mudanças, transportando também sacos de alimentos, areia e aparelhos domésticos.
                    Um dos mais antigos carroceiros, Luiz Carlos Bueno, 55 anos, com quase 30 na profissão, conta as dificuldades por que passa, porquanto o preço de seu serviço oscila entre R$ 5 e R$ 10, “dependendo do lugar onde se deseja levar o carreto”. O mais longe, como Chapada Grande, cobra-se R$ 15 e o mais perto, R$ 5, esclarece Osmar de Oliveira, 34 anos, há 8 nesta profissão que ele diz conhecer muito bem.
                    Com uma taxa paga à Prefeitura, de R$ 40 anualmente, os carroceiros encontram-se seriamente preocupados com os rumores de que a Prefeitura pretende transferí-los para outro ponto da cidade. Nesse local, final da avenida Peixoto Gomide,imediações do Cofesa, encontramo-nos há quase quatro décadas e nenhum prefeito incomodou-se com o nosso trabalho, destacando-se a afeição que tinham por nós Tardelli e Bárbara”, dizem os profissionais que têm seu ponto naquele local.
                    Com muita responsabilidade e sem cometer nenhum deslize no trabalho que executam, os carroceiros afirmam que o gasto mensal com o tratamento e cuidado com o animal chega a atingir R$ 130, enquanto que a média de ordenado, por mês, “com muito trabalho chega a R$ 300, afirma Osmar de Oliveira.
                    Eles entendem que esta categoria de serviço proporciona economia às classes menos favorecidas, que não possuem recursos para pegar caminhão ou outro meio de transporte destinados a carretos.
                    Acrescentam que todos os carrinhos são de segurança absoluta, com aros pneumáticos e suportam uma carga de até 200 quilos, “nunca excedendo este peso”. Gostariam também que a Prefeitura  fornecesse a todos os que se dedicam  a esta profissão um crachá, para que o cliente ficasse mais tranqüilo quando contratasse algum serviço.

                    UM POUCO DE HISTÓRIA
                    As carroças de tração animal, de modo geral puxadas por burros ou bestas e mais comumente por cavalo ou jumento, usualmente por um só animal, acredita-se que sejam originárias de Portugal, da região dos Açores.
                    Esse transporte foi utilizado para carregar material bélico, antes e também depois da motorização que predominou em todos os setores. As carroças foram utilizadas no transporte de terra para preparar o leito de rodovias e ferrovias, além de serviços de bombeiros, bondes, limpeza de vias públicas e conduções escolares.
                    Padeiros, leiteiros e armazéns utilizavam-se das corrocinhas para a entrega das mercadorias. Os carroções do 5º. Batalhão de Caçadores aqui aquartelados executavam o transporte da estação da antiga Sorocabana, que procediam de trens. Toda produção de tijolos e telhas das olarias eram transportadas por carroças, existindo as frotas desses veículos pertencentes a Pedro Orsi e à família Fagundes, sendo que os Mazzarino fabricavam carroças e todo o arreame era fornecido pela antiga Casa Zebu.
                    Apesar do progresso e transformações, os bagageiros resistem, indomitamente, desenvolvendo atividades em favor da comunidade e não esquecendo que Patrício Pereira, carroceiro, simboliza até hoje a grandeza da classe desses heróicos servidores anônimos de Itapetininga.

Resultado de imagem para Vivas Memórias, Alberto Isaac
____________________
Vivas Memórias, Alberto Isaac — histórias, personagens, crônicas, volume I, 2009, Editora Correio de Itapetininga, Itapetininga — SP; Alberto Isaac, nascido em 1925, de Itapetininga SP, comerciante, professor, cronista e jornalista, é colunista do jornal Correio de Itapetininga; colaborou com os jornais O Estado de São Paulo, O Diário de São Paulo, Diário de Sorocaba, Folha de Itapetininga, Aparecida do Sul.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Alberto Isaac: Cidades e vilas já não se encontram no caminho do trem

  Resultado de imagem para Vivas Memórias, Alberto Isaac    
____________________  
          Durante quase noventa anos elas cresceram no ritmo próprio das cidadezinhas do interior; sem muita pressa, mas decididas. Sua gente regulava a vida pelo vaivém dos trens de carga e passageiros que circulavam entre Iperó e Itararé e por ali paravam para recolher as verduras, abóboras, queijos, frutas e algumas cabeças de porcos, a modesta riqueza daquelas paragens. Um dia o trem não veio. Pelos trilhos passaram a circular rápidas e sem escala, apenas composições cheias de cereais e outros produtos. Uma a uma as cidades construídas começaram a se deteriorar. Hoje são vilas e algumas cidades fantasmas, que não têm nem mesmo a duvidosa honra de ter seu patrimônio saqueado para ornamentar cidades mais felizes. Proprietária de quase tudo que existe nessa área, a América Latina Logística não vende, não dá e não empresta o que restou dos seus imóveis.
          A antiga Sorocabana, posteriormente Fepasa, caso prosseguisse com suas atividades, estaria completando, no dia 11 de maio de 2005, cento e dez anos de existência, pois foi inaugurada em 11 de maio de 1895, graças aos esforços dos representantes itapetininganos no Senado e na Câmara dos Deputados de São Paulo, Francisco de Assis Peixoto Gomide e Cel. Fernando Prestes de Albuquerque.

          Ramal da Fome
          Com a desativação, em 1979, do transporte de passageiros no Ramal de Itararé, desapareceu a figura folclórica do "Ramal da Fome", porque em Iperó, na linha do tronco da Sorocabana, os vagões que se destinavam a Itararé eram desligados da composição e com esta seguia o carro-restaurante. Os viajantes que não almoçassem até Iperó não teriam como fazê-lo depois, avisavam em voz alta os garçons, percorrendo os vagões. Versões contrárias, no entanto, dão conta que a denominação foi em relação à pobreza da região, abandonada pelos governantes que preferiam investir em zonas mais produtivas do Estado. A designação "Ramal da Fome", apenas pitoresca, passou a nomear a nossa fértil região. O ramal e seus tributários, antigas estradas de terra hoje asfaltadas, abrangem grande área de superfície do Estado , englobando 33 municípios com uma população de aproximadamente três milhões de habitantes. Localizada entre a vertente ocidental da Serra do Mar e o Vale do Paranapanema, contém jazidas minerais, grandes represamentos de terra que, em virtude do clima, produzem trigo e frutas européias, onde se criam rebanhos de ovinos e gado, dominado atualmente vastas áreas de reflorestamento de pinus e eucaliptos.
          A região corresponde ao antigo caminho de tropas de Sorocaba, que alcançavam Rio Grande do Sul e sobre o qual, mais ou menos se estendeu a ferrovia com o mesmo destino. O ramal de Itararé, registra a história, correspondeu mais a uma exigência estratégica.

          Apenas lembranças
          Ao longo de quase trezentos quilômetros de extensão, as pequenas estações já não atraem mais as moças, rapazes, crianças e os demais moradores daqueles pequenos lugarejos que, aos sábados, domingos e feriados, com suas roupas novas postavam-se na plataforma aguardando os trens, principalmente os de passageiros, que ali faziam rápidas paradas. Estas, às vezes, eram demoradas, pois a velha "Maria Fumaça" tinha de ser abastecida. A única condução existente eram os trens e seus moradores utilizavam-se dele para viajar e despachar as encomendas, desde aves até animais de grande porte, que eram conduzidos nos vagões denominados "Gaiolas".
          Hoje, decorridos 110 anos de sua implantação, o ramal de Itararé não conta mais com os trens de passageiros e as antigas estações, bem como as sólidas casas destinadas ao pessoal da manutenção, chefes de estações e telegrafistas, não mais existem. As mais de 25 estações estão fechadas desde janeiro de 1979, época em que a Fepasa suprimiu os trens de passageiros do ramal.

Resultado de imagem para Vivas Memórias, Alberto Isaac
____________________
Alberto Isaac  Vivas Memórias, volume I  histórias, personagens, crônicas, 2009, Editora Correio de Itapetininga, Itapetininga  SP; Alberto Isaac, nascido em 1925, de Itapetininga — SP, cronista e jornalista, é colunista do jornal Correio de Itapetininga.

domingo, 9 de setembro de 2012

Alberto Isaac: 60 anos sem Nhô Bentico

Reproduzo crônica-texto em homenagem a Nhô Bentico ou Abílio Víctor, como queiram!, um poeta itapetiningano (extraído do Jornal Correio de Itapetininga, edição 391, de 31.08 a 06.09.2012):

Abílio Victor
(Nhô Bentico)
____________________
Por Alberto Isaac
           
          Magro, franzino, com uma barba rala e uma tosca bengala. Foi assim que conheci Nhô Bentico, Abílio Victor, o poeta sertanejo que marcou época na cidade e deixou uma obra que retrata traços da vida cabocla, e que neste 2012 está completando 60 anos de sua morte. Nhô Bentico não imitava o caboclo, nem fazia de conta que era poeta, pois que ele era na sua formação, na interpretação da vida e na formação de expressar o próprio caboclo da nossa região, desse tino sociológico maravilhoso da personalidade, integrado na terra, nos costumes, sem contradições e seus conflitos na sua alma pura e simples.
          Nhô Bentico foi autêntico em sua mensagem de vida simples, despida de vaidade, inteligente, agudo no perceber, digno no escrever, assim foi o homem transfigurado em vate.
          Sem regionalismo, era da terra, quando falava ou fazia cândido e tímido aos que dele se aproximavam. Sua atuação na fabulosa e saudosa Difusora de Itapetininga, PRD-9, ficou célebre e até hoje inimitável, como confirma a professora Maria Nívea Guarnieri, uma de suas admiradoras. Seu programa era de manhã, “Minhâs de Minha Terra”, das 9 às 10 horas, durante muitos anos e há quem lembre de seus comerciais, falando nomes de peixes como Surubi, Pintado, Jaú, para depois perguntar, como num diálogo:  “Você ta pensando que é peixe? Não, não é peixe, dando uma gargalhada imensa, típica, inconfundível para dizer que era marca de fumo. Assim eram as propagandas que levava ao ar engraçadas, irônicas e firmes, escritas por ele mesmo. E o ouvinte estatelado com a saída, ria também. E a mensagem comercial era fixada no mais puro estilo da moderna comunicação.
          Em uma de suas deslumbrantes poesias, por exemplo, “Rosinha”, temos o momento em que o caboclo se apaixona pela moça, com o amor em brasa, vibrante, faz sentir a ela o desejo de casamento, para nunca mais se separar. E então vem a resposta solerte que um apaixonado nunca espera, quando diz:  “se qué inxergá realizado / esse seu sonho incantado / arranje a vida premêro!”
          O caboclo sedento de amor, jamais esperava por essa resposta, que o deixa em estado de depressão.
          Mas, passado o impacto, se refaz de choque e parte para se fazer na vida. O tempo passa, e um dia, já feito na vida, pegou seu bom parceiro (cavalo) e voltou para sua querida Rosinha. No entanto, a sorte ainda lhe era madrasta. Ao chegar depara com a notícia:  “Rosinha tinha morrido / num me esperô pra marido / era o gorpe derradêro”.
          São momentos psicológicos de seu fino romantismo e como romântica vive tendo desilusões. Nesta poesia temos quatro estados de alma; dois de decisão: a proposta de casamento e a luta para melhorar, e dois de frustração mental: a primeira  condição para casar e a segunda a morte da pessoa amada. A força impulsora vale tudo isso: o amor no mais legítimo termo, como a realização suprema de um ideal.
          “Nhô Bentico reclama de um estudo mais profundo e melhor de sua obra”, sempre proclamava o professor Oscar de Oliveira Camargo, que residia na capital paulista e admirador inconteste do nosso poeta sertanejo. Oscar de Oliveira Camargo, faleceu no início deste ano e se extasiava diante da produção sensível da poesia do conterrâneo itapetiningano.
          Enfim os poemas de Nhô Bentico constituem “uma mensagem da nossa terra, retrato vivo de uma época, com seus personagens, seus valores, suas instituições”. Na sua poesia surge aquilo que existe em todos nós, que é caracteristicamente humano. Para melhor atestar a beleza humana de seu trabalho, leia o “Pitoco”, que "era um cachorrinho / qu'eu ganhei do meu padrinho / numa noite de Natá”. Poesia cabocla carregada de lirismo, na qual são personagens o homem, o cão e uma cobra.
          Especialistas e admiradores de Nhô Bentico são sempre lembrados em Itapetininga, como os professores Francisco Alves Vei e Nilson Teixeira, o ator e teatrólogo Luiz Pedroso Ballint, lembrando-se ainda dos saudosos professores Pedro José de Camargo, ex-radialista da PRD-9 e Lineu Vieira de Moraes  um dos grandes intérpretes de suas poesias.
          Para finalizar: o sempiterno radialista Filisbino, ainda grande animador e apresentador radiofônico, tem como referência em sua vida o inesquecível Nhô Bentico.
____________________
Nhô Bentico Abílio Soares Víctor (1899 — 1952) foram uma só pessoa, um só poeta, caipira, gráfico e radialista itapetiningano; pioneiro dos reclames rimados para o comércio, Abílio Víctor, poeta dialetal, escreveu e publicou Folhas do MatoVersos HumorísticosFavas de Ingá Poemas Sertanejos;

Alberto Isaac, nascido em 1925, de Itapetininga  SP, comerciante, professor, cronista e jornalista, é colunista do jornal Correio de Itapetininga; colaborou com os jornais O Estado de São PauloO Diário de São PauloDiário de SorocabaFolha de ItapetiningaAparecida do Sul; escreveu e publicou Vivas Memórias, volume I — histórias, personagens, crônicas (Editora Correio de Itapetininga, Itapetininga — SP, 2009).